A primeira separação

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Inês Afonso Marques

Inês Afonso Marques

Chegou a altura de fazer aquele primeiro fim de semana a dois, sem fraldas, babetes ou brinquedos por perto? Os dois pais fora em trabalho por uns dias?

Muitos pais perguntam: como preparar uma primeira separação mais prolongada dos filhos?

Embora não existam “receitas mágicas”, que funcionem igualmente com todas as famílias, existem algumas linhas orientadoras que facilitam a preparação de uma primeira “separação”. Quando esta é prevenida e partilhada com a criança não gera sofrimento intenso.

O que é então essencial garantir?

É muito importante que os seus filhos saibam aquilo que vai acontecer. Independentemente da idade das crianças explique-lhes aquilo que vai suceder: onde vão os pais, com quem é que eles vão ficar, durante quanto tempo, onde irão comer e dormir… A criança sente-se mais segura por perceber que, apesar de não ir estar fisicamente próxima dos pais, eles estão empenhados em garantir o seu conforto e bem-estar. Poderá inclusivamente descrever aos seus filhos o local que vai visitar.

Se as crianças ficarem em casa de familiares, por exemplo, enquanto prepara as malas, incentive-as a escolher um boneco e um livro preferido, que poderão colocar na mala de “viagem”. Estes objectos ajudarão a reconfortarem-se, mantendo uma ligação com os contextos e as pessoas de quem estarão a sentir falta. No fundo todos vão viajar, mas para locais diferentes.

Existe “sintonia emocional” entre a criança e os seus cuidadores habituais. As crianças “sentem” o que os pais estão a sentir. Se os adultos de mostrarem ansiosos, preocupados, nervosos com a separação é provável que as crianças se sintam confusas e inseguras. Se, pelo contrário, se mostrarem animados com a “nova experiência” que todos irão viver, eles sentir-se-ão confiantes.

Despeçam-se. Podem até aproveitar a oportunidade para criar uma forma de dizer adeus especial que seja só vossa. A saída dos pais como habitual, como se nada de diferente fosse ocorrer, fará com que as crianças não antecipem mudanças. Posteriormente, ao se aperceberem da ausência dos pais, da mudança de algumas rotinas ou do contexto, sem que para elas estivessem preparadas, poderão sentir-se desconfiados, abandonados, com medo e inseguras.

Desta forma, as crianças sentir-se-ão mais seguras, confiantes e disponíveis para encarar esta separação como uma nova experiência repleta de novidades positivas.

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