A saga das Redes Socias (Parte III)

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Ana Crespim

Ana Crespim

Pois é, ele há a saga do “Senhor dos Anéis”, do “Harry Potter”, do “Twilight” e eu, para tentar acompanhar as tendências, faço sagas em forma de textos… E ainda por cima, corro o risco de ser apedrejada se me interpretarem como alguém que se opõe às redes socais… Tal como referi nos dois artigos anteriores, não é nada disso! Apenas me parece importante que estejamos conscientes do possível impacto psicológico, emocional, que estas interacções podem ter – quais as vantagens, os perigos que podemos correr, etc.

Posto isto, não poderia deixar de falar das relações amorosas, quer das que se iniciam por esta via, quer do impacto que estas interacções podem deter nos casos em que a relação já existe…

Vamos começar pelo “estado”, o estado civil (por assim dizer). Ora, falando particularmente do facebook, as opções que temos disponíveis são – como hei-de dizer? – sugestivas (parece-me uma boa palavra). Algumas delas podem mesmo dar a entender que a pessoa “ainda se encontra no mercado” ou que voltou a entrar (daí que os amigos recebam uma notificação quando alteramos o mesmo… para saber de que lado é que a malta está!). Isto para não falar na parte em que podemos escolher “interessado em…”.

Claro que o facto de a pessoa estar numa relação, noiva ou casada, e de ter esta informação no facebook, não impede que se inicie algum tipo de abordagem da própria ou de terceiros – mas este é um tema que vou abordar noutro artigo (viram? Eu disse que era uma saga!). A verdade é que conheço casos em que os contactos se iniciaram desta forma – era amigo de um amigo que pediu amizade, foram falando, e falando… meses depois, estavam casados! Juro!!! – dos quais resultaram relações estáveis e duradouras, como, obviamente, outros em que as coisas não correram assim tão bem quanto isso. O que importa salientar aqui é o quanto pode ser determinante o estado psicológico e emocional da pessoa, aquando do estabelecimento do contacto e conversas seguintes. Se a pessoa se encontra mais fragilizada ou se tem à partida expectativas muito elevadas, a forma de viver “esta relação” e o desgaste emocional que pode ocorrer, são obviamente menos protectores do bem-estar do próprio e até mesmo do outro. Resta-nos procurar ter tempo para estarmos connosco. O que quero dizer com isto? Procurar termos aqueles momentos de reflexão, de tomada de consciência de como estamos, de como nos sentimos, que tipo de satisfação ou de necessidade nos leva a iniciar determinados contactos nas redes sociais e, perante isto, procurar compreender o que pode resultar como mais benéfico para nós e para os outros. O estar consciente, a máxima do “penso, logo existo”, sem esquecer uma que me parece vital do “sinto, logo existo”, podem mesmo fazer a diferença na altura de tomarmos as nossas decisões.

Escrever pode mesmo ser muito mais fácil do que falar, e “levar-nos” a carregar no “enviar”, quase que impulsivamente, sem termos muito bem “digerido” o que dali pode advir.

E o impacto nas relações? Falamos disso no próximo artigo. Até lá, publicações felizes!

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