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As amarras que nos prendem ao passado

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Sónia Anjos

Sónia Anjos

“O elefante acorrentado” de Jorge Ducray é uma história que costumo partilhar com os pacientes e que considero muito inspiradora com grande poder “desbloqueador”. É a história de um menino que gostava de ir ao circo e se começa a interrogar porque é que o elefante, um animal enorme e forte, se mantinha preso a uma corrente presa por uma pequena estaca e não se libertava. Ao longo dos anos foi questionando os adultos na tentativa de poder compreender. Um dia alguém lhe deu uma explicação que lhe fez muito sentido. O elefante enorme foi em tempos um elefante pequeno e nessa altura tentou de varias formas soltar a pequena estaca, até que um dia sentindo-se vencido, acreditou que nunca seria capaz de se libertar e desistiu de o fazer. O elefante foi crescendo e tornou-se num enorme elefante adulto que apesar de ter força suficiente para arrancar a pequena estaca acreditava que não seria capaz e por isso não voltou a tentar.

Ao contar esta história aos meus clientes vejo frequentemente a expressão de alívio e auto-compaixão nas suas faces. Como se se fizesse luz! É verdade que quando somos crianças somos mais frágeis, dependentes (das amarras dos outros) e imaturos do ponto de vista cognitivo e emocional, o que não nos permite “resolver “ situações mais difíceis. Existe um dia, como o elefante, em que passamos a acreditar que não somos capazes ou que somos assim…esta visão de nós proprios cresce em nós à medida que crescemos e vai influenciar a forma como nos vemos e como nos relacionamos com os outros e com o mundo. Passa a ser uma verdade absoluta! Perdemos a perspetiva que crescemos e nos tornamos mais “fortes”, adquirimos e desenvolvemos competências e que, se tentássemos, conseguiríamos resolver muitas das situações problemáticas com que nos vamos defrontando.

Com esta história e pequena reflexão gostaria de que se desafiasse a si próprio e se questionasse: Que amarras me prendem ao passado? De que forma é que estas amarras não me têm permitido lidar com as situações atuais? Até que ponto sou eu que não me permito libertar e tentar novas formas de resolver os problemas?

Acredite mais em si e não desista de tentar!

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