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As palavras criam a nossa realidade

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Ana Margarida Marcão

Ana Margarida Marcão

A linguagem tem o poder de alterar as nossas percepções e de reformular o nosso conhecimento do mundo e as nossas expectativas. O estudo “Language Can Boost Otherwise Unseen Objects Into Visual Awareness” (qualquer coisa como “A linguagem pode trazer para a consciência visual objectos que de outra forma não seriam vistos”), levado a cabo por investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, e publicado em agosto de 2013, demonstra que há uma relação mais profunda entre a linguagem e a percepção sensorial simples que o que se pensava.

Porque é que isto é importante? Todas as partes do nosso cérebro trabalham em conjunto para interpretar os estímulos que nos chegam do mundo em redor, criando assim a nossa “realidade”. Os sistemas perceptuais colocam os inputs que nos chegam do exterior no contexto do que sabemos, do que esperamos. A natureza subjectiva da realidade pode conduzir-nos ao sucesso ou ao fracasso, consoante tenhamos tendência para o optimismo ou para o pessimismo. O diálogo interno que agregamos a determinada situação transforma-a numa realidade na nossa mente.

Estudos como este mostram que a linguagem é uma ferramenta poderosa para esculpir os sistemas perceptuais. A linguagem positiva ajuda a criar uma profecia auto-confirmatória a um nível neurobiológico. Podemos usar a linguagem e um diálogo interno positivo para interceptar e reformular percepções e assim criar uma perspectiva optimista do mundo. As palavras criam realidade. Por exemplo, a simples palavra “sim” é como uma luz verde que nos faz ir, fazer, avançar; pelo contrário, a palavra “não” é como uma luz vermelha que nos faz parar ou não ir, não fazer, não avançar.

Assim, da próxima vez que se deparar com um obstáculo ou uma dificuldade, experimente utilizar o poder das palavras e falar consigo mesmo numa voz apoiante, algo como “sim, continua, tu consegues”, ou “é isso, continua o que estás a fazer”, e repare se não se sente mais optimista, com menos dúvidas de si próprio e com maior probabilidade de ser bem-sucedido.

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