As regras precisam de sentimentos

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Francisco Ferreira

Francisco Ferreira

Ultimamente nos jornais, nos livros, em congressos e também nas sessões de psicoterapia, nomeadamente nas de terapia de famílias com adolescentes que temos realizado na Oficina de Psicologia, tem-se falado muito na importância do uso do “NÃO” no estabelecimento de regras, de pais para filhos, para um crescimento saudável destes últimos.

O “NÃO” é de facto uma ferramenta indispensável para transmitir a uma criança ou um adolescente que existe um espaço de contenção dentro da família que nos ajuda a construir limites dentro de cada um de nós indispensáveis à capacidade para lidar com a frustração e ultrapassar as adversidades que a vida vai oferecendo. Mas hoje venho falar também da importância do “SIM” e do “TALVEZ”. Estudos recentes indicam que os adolescentes aderem melhor às regras impostas pelos pais quando estas se apresentam com alguma variabilidade, sugerindo que as regras “NÃO ABSOLUTAMENTE!” ajudam a construir valores, que as regras “TALVEZ” ajudam a construir ideias e que as regras definidas pela positiva ajudam a promover a auto-valorização e a auto-estima.

Os estudos indicam também que as regras são tão mais facilmente cumpridas pelos filhos quanto mais o contexto relacional da família é capaz de gerar sentimentos de confiança. A confiança é o que permite a um filho acreditar na validade de uma regra parental, mesmo que não a compreenda logo.

A confiança é por isso deixar bem claro que numa regra existem expectativas associadas ao sucesso do crescimento, à capacidade para resolver problemas. Um expectativa desta ordem deve sempre deixar bem claro, de pais para filhos, que os primeiros acreditam nos segundos. E isso só é possível se a manifestação e partilha de sentimentos forem a 1ª regra da casa!

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