Burnout

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Maria Palha

Maria Palha

Sente-se com falta de energia para encarar mais uma semana de trabalho? Tem sido assim nos últimos meses?

Aqui ficam algumas formas de distinguir os sinais de “burnout” do simples “stress” do dia a dia e algumas técnicas de auto-ajuda para dele recuperar.

 

Neste momento de crise económica muita gente é confrontada com mais volumes de trabalho e consequentemente com a ausência de estratégias internas para lidar com a situação. Esta carência de novas estratégias, normalmente, conduze a elevados níveis de “stress”.

A reação ao “stress”, por sua vez, por ser um assunto tão badalado, tende a ser de censurar, ignorar ou ate menosprezar.

 

Contudo, melhor estratégia que ignorar, será conseguir identificar os seus níveis de “stress” e regular os possíveis impactos nas suas vidas.

 

Eis uma proposta.

 

Por definição, o “stress” é uma reação adequada à ação diária do seu trabalho (agendas agitadas e completas e o pouco tempo impõem a ação) já o excesso de “stress”, quando estendido no tempo, de forma continuada e intensa, tem o nome de “burnout” ou esgotamento energético físico e mental.

 

Descrevo alguns Sintomas de “burnout” de modo a permitir a sua identificação:

 

  • Os Ideais demasiado megalómanos, difíceis de alcançar; o Cinismo; os Sentimentos de traição por parte da organização, do governo ou das grandes estruturas; o Sentimento de desânimo/perda de espirito ou desesperança; a Negligencia das necessidades físicas e/ou psicológicas (não dormir, comer ou isolamento social); a Desconfiança sobre os colegas e/ou supervisores/coordenadores; O comportamento anti-social (não tem vontade de estar com ninguém, dos amigos à família, como se ninguém o entendesse reacções agressivas ou exageradas); O Cansaço excessivo e/ou Falta de energias (agitação alta, mas sentimento de cansaço mental, mesmo nas primeiras horas da manha, parece que já está demasiado cansado); a Incapacidade de concentração (entre outros, falta de memória); a Ineficiência em ralação a tarefas que executava anteriormente; os Sintomas frequentes de doenças físicas (aquela gripe que não passa, a gastrite ou enxaquecas); a Dificuldade em dormir/insónias (ou agitação elevada) e/ou um aumento excessivo de consumos como álcool ou tabaco.

 

Nesta fase o que se propõe, em primeiro lugar, é conseguir identificar se tem alguns destes sintomas, a sua duração e intensidade. Claro que estes sintomas são genéricos, e cada pessoa pode apresentar outros que em nada de assemelhem a estes.

O importante será conseguir reconhecer se tem alguns sintomas diferentes do seu comum, que têm condicionado a sua vida profissional (ou social), e o impedem de ter melhor qualidade de vida.

 

Num segundo momento, há uma serie de técnicas de auto ajuda que podem facilitar estes períodos mais críticos. Como por exemplo:

 

  • Relembrar-se que o excesso de trabalho conduz a uma serie de reações normais, o importante é que as identifique e partilhe, mesmo que se tratem de sentimentos estranhos ou assustadores;
  • Prestar atenção ao seu corpo e reparar nas varias tensões. Procure descobrir

exercícios de respiração e/ou relaxamento que se adequem ao seu estilo de vida e tente relaxar as tensões.

  • Identifique alguém em que confia, no seu ambiente de trabalho, e fale sobre as suas frustrações. O facto de partilhar com alguém é organizador e acima de tudo conduz a uma reorganização do que sente;
  • Tome especial cuidado consigo. Obrigue-se a comer e dormir diariamente ao mesmo horário. Este ritmo rotineiro permite ao seu organismo reorganizar-se e equilibra-se ao ritmo natural;
  • Limite o consumo de tabaco e álcool, e promova um exercício físico adequado aos seus gostos. O exercício físico vai contribuir para o desbloqueio das tensões não só físicas como psíquicas;
  • Se tiver dificuldade em concentrar-se, limite-se a executar as atividades rotineiras. Não estipule objetivos exigentes, pois em casos de “burnout” até a rotina requer demasiado gasto enérgico. Partilhe a sua situação de incapacidade de aceitar mais tarefas, com os seus supervisores;
  • Não se automedique. Procure o apoio dos profissionais de saúde;
  • Evite pontos de vista perfeccionistas ou demasiado exigentes, até que recupere do seu “burnout”, os seus pontos de vista poderão ser destorcidos. Aguarde!

 

De modo geral, quanto mais cedo distinguir o “stress” do dia a dia do “burnout”, mas fácil será a prevenção de casos mais incapacitantes a nível da funcionalidade profissional/familiar.

Contudo, em qualquer altura que identifique que algo não está a funcionar consigo, procure ajuda, apoiado conseguirá mudar mais facilmente!

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