Cérebros com ansiedade à Matemática

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Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

E se a Matemática existir mesmo? Parece ser a mais recente conclusão de um grupo de investigadores de Stanford.

O estudo foi publicado no Journal Psychological Science, no qual é explicado que há um aumento da actividade na região cerebral ligada ao medo nos cérebros de estudantes com ansiedade matemática e que esta tem uma relação inversa com a actividade nas regiões cerebrais ligadas à resolução de problemas. Ou seja, quanto maior a actividade na região cerebral ligada ao medo, menor a actividade cerebral nas regiões ligadas à resolução de problemas.

O estudo contou com 46 estudantes os quais se sentiam ansiosos quando resolviam problemas matemáticos.

O procedimento da investigação contemplou dois momentos: os investigadores solicitaram o preenchimento de um questionário para analisar os níveis de ansiedade matemática; e os estudantes resolviam problemas de Matemática de subtracção e adição enquanto os investigadores  faziam a cada um deles uma ressonância magnética funcional do cérebro (fMRI) . Todos os estudantes participantes no estudo tinham níveis de QI, memória de trabalho, matemática, capacidades de leitura e níveis de ansiedade generalizada semelhantes.

Através das imagens fornecidas pelas ressonâncias magnéticas, os investigadores concluíram que os estudantes com ansiedade matemática apresentam um aumento da actividade na amígdala (relacionada com o medo) e numa parte do hipocampo (a qual tem um papel na formação de memórias). Paralelamente, nas regiões cerebrais associadas com a memória de trabalho e com o raciocínio numérico registaram uma diminuição da actividade.

A observação  dos estudantes com ansiedade matemática permitiu  verificar que apresentam um ritmo de trabalho mais lento e menos preciso nos problemas matemáticos quando comparados com os estudantes sem ansiedade matemática.

Será que estamos perante um medo da Matemática? Como o podemos combater?

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