Chorar (também) é o melhor remédio!

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Cristiana Pereira

Cristiana Pereira

Quer seja na alegria ou na tristeza, por estar zangado ou orgulhoso de alguém, nestas situações e em muitas outras o melhor a fazer é mergulharmos o espírito nas nossas lágrimas. Desde o verter uma lágrima no canto do olho ao transbordar em lágrimas faz com que nos sintamos mais leves. E porquê? Está comprovado que ao chorarmos liberamos substâncias químicas que proporcionam uma sensação de alívio quase imediato. Este efeito é desencadeado exclusivamente por pequenos “toques” emocionais e não por estímulos físicos, como quando choramos quando cortamos uma cebola.

As lágrimas provocadas pela emoção removem elementos acumulados das várias situações de stresse. Um estudo realizado na Universidade de Minnesotta, nos Estados Unidos, demonstrou que, através dos vários sentimentos, o nosso cérebro produz determinados neurotransmissores que dão as instruções às glândulas lacrimais que precisam de ser contraídas. Então, começamos a chorar.

Através do choro, ficamos quase anestesiados em relação a dores fortes, podendo deixar-nos um pouco entorpecidos, relaxados.

No entanto, pode também ser segregada uma outra substância quando a tensão aumenta e, com isso, as emoções ficam à flor da pele. Nesta situação o chorar funciona como uma válvula de escape.

Por isso, em qualquer um dos casos, as lágrimas fazem-nos bem!

Além disso, falar sobre o que sentimos e chorar não é a mesma coisa. Muitas vezes podemos chorar sem percebermos bem porquê, enquanto demonstrar sentimentos pressupõe que entendamos o que se passa connosco.

Neste sentido, conter as lágrimas quando elas pedem para se manifestarem pode provocar alguma instabilidade psicológica, pois estamos a aguardar sentimentos negativos e a ignorar as emoções. E, com isto, podemos gerar um quadro depressivo. Por vezes, tudo pode começar com uma simples apatia, uma dificuldade para chorar. E, aos poucos, as emoções contidas tornam-se em quadros clínicos, dos quais queremos fugir.

Por isso, se os olhos são mesmo a janela da alma, nada melhor do que permitir-lhes passar um pouco de água de vez em quando. Permita-se sentir!

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