Comunicação entre pais e filhos adolescentes

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Inês Afonso Marques

Inês Afonso Marques

A adolescência é vista como uma fase da vida do ser humano com exigentes tarefas de desenvolvimento que implicam diversos ajustamentos, quer do adolescente quer da sua família. Uma comunicação eficaz entre pais e filhos é verdadeiramente importante para que a caminhada da adolescência seja feita de forma tranquila, na busca de novos equilíbrios.

A criação de um ambiente onde possam ser partilhadas ideias e emoções de forma segura, livre e respeitadora, constitui um primeiro passo para que a comunicação seja eficaz. É importante que todos os elementos se sintam à vontade para partilhar dúvidas, levantar questões, expressar ideias e sentimentos, revelar preocupações, anunciar conquistas… Dediquem todos os dias alguns minutos de partilha aberta entre todos os elementos da família. Em fins de semana ou férias, uma ida ao futebol ou um passeio pelo parque podem ser momentos interessantes para que o adolescente se sinta seguro para conversar. Percepcionando um espaço de diálogo livre, o jovem sentirá à vontade para abordar temas frequentes da adolescência, como a sexualidade, o álcool, a droga ou os namoros.

Para um adolescente é importante saber que o seu ponto de vista é valorizado, mesmo que não seja partilhado pelo adulto. Sentir que a sua perspectiva é valorizada, permite o desenvolvimento de uma auto-estima positiva e a compreensão de que as pessoas podem ter pontos de vista diferentes, podendo ocasionalmente não estar de acordo.

Uma comunicação eficaz envolve escutar e falar. Escutar de forma curiosa e interessada é mais eficaz. Sim. Não. Não sei. Um “grunhido”. Mas é importante que os pais estejam alerta para o facto de colocar muitas questões, para clarificar certos assuntos, poder conduzir à frustração, tanto dos pais como dos filhos.

A frustração surge, também, por vezes, na sequência de conselhos que não foram pedidos. Por este motivo, os conselhos devem surgir na sequência de um pedido explícito ou na sequência de uma questão que avalie a disponibilidade do adolescente para o receber – “Posso dar-te um conselho a propósito daquilo que me dizes estar a preocupar-te?” A verdade é que na busca da autonomia, frequentemente os adolescentes preferem reflectir sozinhos sobre determinado assunto, sendo suficiente para eles saber que alguém ouviu as suas preocupações.

Saber como era no tempo dos pais é nalguns momentos um tema desinteressante para o adolescente. Assim, para tornar a comunicação eficaz, escutem-se sem julgamentos e à luz da cultura actual.

Votos de bons diálogos e de momentos de partilha enriquecedores.

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