Controlo de Impulsos e Terapia de Grupo

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Controlo de impulsosVivemos grande parte de vida a procurar o controlo nas nossas necessidades, nas nossas emoções e nos nossos comportamentos. A sociedade, a família e eventos de vida levam-nos a essa procura incessante, muitas vezes, sem termos consciência disso.

Procuramos agradar aos outros e chegar às expetativas exteriores. Nestes tempos tão competitivos e exigentes, procuramos mostrar apenas o nosso “melhor lado”. E parece não haver espaço nem tempo para sermos vulneráveis, para termos dúvidas, para sermos humanos. Damos por nós a viver uma vida que poderá não ser aquela que precisamos mas sim uma moldada e enformada pelo mundo exterior. Deixamos de ser espontâneos, ficando prisioneiros de nós próprios e longe, cada vez mais longe, da nossa felicidade.

O grupo Controlo de Impulsos tem como objetivo a liberdade, a sua liberdade.

Um curioso paradoxo que acompanha o funcionamento psicológico é que quanto mais se tenta controlar, mais difícil parece ser. Só para lhe darmos um exemplo, quando mais pensa em não ser impulsivo na sua relação com pessoas próximas, mais longe parece ficar e dá por si a ter o mesmo tipo de impulsividade que quer tanto terminar.

E aí surge a culpa e a vergonha, essas emoções que o deixam sem forças e sem esperança. Ao sentir-se dessa maneira, a sua auto-estima desce (ainda mais) e o impulso ganha força. Sim porque os impulsos são alimentados por emoções e que sinalizam necessidades psicológicas suas por preencher. Pode dar por si tão vazio, tão triste, tão infeliz que tende a ter comportamentos como agressividade, compras, ingestão alimentar, consumo de substâncias, inúmeras relações, mudanças de trabalho ou de ocupação, condução perigosa ou outros riscos. Ainda que por breves momentos, a sua ansiedade baixa e a satisfação aumenta. O problema é que a impulsividade é feita de um ciclo vicioso muito difícil de parar onde fatores psicológicos e fisiológicos se reforçam mutuamente. Mas não impossível.

No grupo Controlo de Impulsos usamos um protocolo criado especificamente para esta área do comportamento humano. São 12 sessões, de frequência semanal e de 90 minutos cada, com um número máximo de 12 participantes, em que integramos abordagens psicoterapêuticas com resultados comprovados e que seguem uma organização orientada por objetivos e processos de mudança:

Mindfulness, Terapia Comportamental-Dialética (Dialectical Behavior Therapy – DBT), Terapia Cognitivo-Comportamental (Cognitive Behavioral TherapyCBT), Terapia de Aceitação e Compromisso (Acceptance and Commitment Therapy – ACT) e Psicoterapia Dinâmica Experiencial Acelerada (Accelerated Experiential-dynamic Psychotherapy – AEDP).

E porque a mente vive integrada no corpo, este grupo foca igualmente os mecanismos neurobiológicos que estão na origem e manutenção do baixo controlo de impulsos. Vamos ver como funciona o cérebro em situação de impulso e de que forma influencia o resto de corpo, ajudando-o a desmontar todo o mecanismo. E porque a prática será fundamental em cada sessão, iremos praticar ferramentas que o ajudarão a lidar com os impulsos, aumentando o seu bem-estar. Daremos igualmente destaque às suas emoções e como lidar com elas de forma satisfatória para si, para as pessoas que lhe são significativas e sem retrocessos.

A terapia de grupo apresenta inúmeras vantagens no controlo de impulsos. É que, de facto, podemos sentir uma grande segurança num grupo terapêutico ao estarmos com outras pessoas que também têm a mesma dificuldade e que se debatem com o mesmo tipo de obstáculos que nós. É como se fosse uma viagem conjunta, em que nos aprendemos a aceitar incondicionalmente e aos outros. A prática dos vários exercícios em contexto de grupo e com o apoio dos terapeutas permite-lhe ter o apoio necessário para conseguir resultados, a seu ritmo. Haverá também tarefas para executar entre sessões, praticando as técnicas de controlo de impulsos e ajudando-o a autorregular-se em situações difíceis. Será também foco de atenção a sua capacidade em comunicar verbal e não-verbalmente: iremos praticar formas de expressar o que sente, o que precisa e o que quer, dizer “não” quando necessário ou definir limites e fronteiras perante os outros e o mundo. Dessa forma, irá fortalecer a sua identidade e aumentar a sua auto-confiança.

No fundo, o objetivo deste grupo é levá-lo a conseguir viver de forma plena e de acordo com as suas necessidades e objetivos mas sem a impulsividade que o deixa a sentir-se tão mal. Tudo isto de forma descomplicada, útil e eficaz.

 

“Quando me aceito como sou, posso então mudar.”

Carl Rogers

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