Perturbação Disfórica Pré-Menstrual
O que é?
Cerca de 80% das mulheres reporta sintomatologia física, emocional ou comportamental associada ao ciclo menstrual. Algumas referem um quadro de sintomas que permite falar-se em síndrome (ou tensão) pré-menstrual. Quando os sintomas reportados são, sobretudo, do foro emocional e do humor e adquirem gravidade suficiente para interferirem no normal funcionamento diário da mulher, deve ser avaliada a possibilidade de sofrer da Perturbação Disfórica Pré-Menstrual (PDPM). Calcula-se que entre 3 a 8% das mulheres em idade fértil sofram desta perturbação que é, muitas vezes, mal diagnosticada ou, mesmo, não diagnosticada de todo, o que impede uma intervenção de tratamento. As mulheres mais afectadas situam-se entre os 35 e os 45 anos.
Para se diagnosticar a PDPM é fundamental que os sintomas, habitualmente depressão, ansiedade, irritabilidade e volatilidade de humor, surjam no período compreendido entre 1 a 2 semanas antes da menstruação e se resolvam logo após o seu início. De igual forma, estes sintomas não se referem apenas a um agravamento de uma situação pré-existente – convém referir que cerca de 40% das mulheres que pedem ajuda para uma PDPM sofrem, na verdade, de uma situação depressiva que, muito naturalmente, resulta agravada nos período pré-menstrual.
Apesar de existirem diversas teorias explicativas, orgânicas e socio-psicológicas, não se conhecem exactamente as causas para esta perturbação psicológica/psiquiátrica.
O sintoma mais comum é a irritabilidade. Os sintomas, também frequentes, de dor no peito e inchaço, ajudam a diferenciar claramente esta perturbação de perturbações depressivas.
Critérios de diagnóstico da Perturbação Disfórica Pré-Menstrual
Factores de risco |
Exames para diagnóstico diferencial |
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Aspectos que devem ser examinados para excluir patologias orgânicas que possam ser responsáveis pelos sintomas apresentados:
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Descarregue aqui um auto-registo que a poderá orientar quanto à possibilidade de sofrer de PDPM
As soluções
Apesar de se multiplicarem intervenções possíveis e estudos sobre os resultados das mesmas, não existem, ainda, conclusões muito definitivas sobre a eficácia de vários tratamentos, nem sobre as situações que privilegiariam um conjunto de intervenções relativamente a outro.
Actualmente, poderemos classificar as propostas de tratamento mais usuais em três grandes áreas: psicológicas, farmacológicas e alimentares.
Na categoria das psicológicas, o maior consenso reúne-se em torno das intervenções de natureza cognitivo-comportamental, com um foco na regulação emocional e controlo de humor depressivo e ansioso. Por isso, é esta a nossa opção na Oficina de Psicologia, como primeira linha para tratamento. De igual forma, as estratégias de relaxamento e meditação (ensinadas e praticadas na Oficina de Psicologia) e a prática de exercício físico aeróbico (que, igualmente, recomendamos) parecem ter um efeito positivo na globalidade dos sintomas desta perturbação.
Junto com outros profissionais de saúde deverá, igualmente, avaliar as restantes opções das quais, para sua orientação, listámos as mais frequentes. Atenção: nenhum medicamento deve ser tomado sem prescrição e acompanhamento médico e a toma de suplementos alimentares e vitamínicos deve ser vigiada por um nutricionista. De salientar, ainda, que os estudos sobre o impacto das alterações alimentares propostas, bem como sobre os suplementos estão muito longe de serem conclusivos.
Farmacologia |
Alimentar |
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