Deixe de lado o medo – não evite!

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

Cristiana Pereira

Cristiana Pereira

O que é evitar? É não fazer algo porque nos deixa com medo ou ansiosos, e assim mantemo-nos na nossa zona de conforto. Existem muitas formas de evitar situações e algumas delas são mais fáceis de reconhecer que outras, como, por exemplo, não ir a locais onde irá conhecer pessoas, não telefonar, não comer em público, não falar em público, não falar com estranhos, não convidar alguém para sair, recusar convites, etc.

Existem tantas formas de evitar situações que nos são tão familiares e que se transformam numa parte integrante do modo do dia a dia… Estas formas de evitamento podem incluir não iniciar conversas ou o contacto com pessoas; não aceitar um desafio ou nunca fazer as coisas por iniciativa própria. Muitas pessoas acabam por alimentar relações sociais de modo superficial e podem adquirir o hábito de chegar atrasadas e sair cedo. Como podemos combater o evitamento?

1. Identifique o que evita. Parece ser relativamente simples e muitas vezes é. Tente reparar quando se sente com vontade de evitar alguma coisa e quando tem a sensação de querer retrair-se ou esconder-se de algo que quer evitar. Um bom teste para saber se está a evitar ou não é perguntar “Se fosse confiante fá-lo-ia?”.

2. Identifique a relação entre o que evita e o que pensa. Identifique o papel que tem o modo como pensa no que evita, o que significa perguntar a si próprio o que prevê ou espera que possa acontecer se o fizer. Qual é o seu maior medo? Tem quaisquer memórias ou imagens de situações semelhantes que expliquem o motivo de lhe parecerem tão alarmantes?

3. Faça alguma coisa de forma diferente. Neste caso, enfrentar o medo, em vez de o evitar, que é sempre o mais difícil, mas ajuda a fortalecer a sua confiança, sobretudo se fizer as coisas mais fáceis antes de se dedicar às mais difíceis. O seu objetivo deverá ser conseguir fazer o que evita.

4. Avalie o que acontece. Pense no que aconteceu o mais objetivamente possível. Depois descubra se os seus pensamentos acerca do que poderia ter acontecido estavam certos. É muito fácil rejeitar ou desvalorizar coisas que acontecem como resultado de levar a cabo experiências, especialmente se nada de especial corre mal. Se se organizou para fazer alguma coisa nova, como uma marcação para ir cortar o cabelo, é fácil pensar nisso como o tipo de atividade normal que se lhe deve apresentar sem grandes problemas. Por isso é tão importante identificar os seus pensamentos originais, as suas expectativas e previsões. Fazê-lo coloca-o numa posição em que pode descobrir se as suas expectativas ou previsões se confirmam ou não.

Mantenha um registo das diversas situações e dos desafios que está a agarrar. Um registo escrito permite-lhe ver claramente o que está a mudar e ajuda-o a planear o que fazer a seguir.

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

1
  Talvez também lhe interesse:

Comments

  1. Mara Dias  April 11, 2014

    Olá Cristiana!

    Que bom rever-te. Espero que esteja tudo bem, pelo que vejo está. Ainda me recordo de ti em estágio 🙂 Felicidades e parabéns pelo artigo. Infelizmente a ansiedade é cada vez mais uma sombra que teima em não nos largar. Bom trabalho! Manda notícias. Beijinho Mara

    reply

Add a Comment