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Dificuldades de aprendizagem

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Cátia Teixeira

Cátia Teixeira

O que são?

Falamos de dificuldades de aprendizagem quando, por diversos factores possíveis, se verifica uma discrepância entre o que é esperado em função da idade e nível de escolaridade da crianças e aquilo que ela está a conseguir realizar em termos académicos.

 

Quais as suas causas?

De facto, uma questão extremamente importante que se coloca é: A que se devem efetivamente estas dificuldades?

A resposta não é de todo linear, pois são várias as possibilidades de resposta. Poderão dever-se a dificuldades de atenção e/ou controlo dos impulsos, que se podem efetivar numa perturbação de hiperatividade/défice de atenção, poderão dever-se a uma perturbação de aprendizagem específica, da leitura, da escrita e/ou matemática (vulgo dislexia, disortografia, discalculia), poderão dever-se a uma perturbação do desenvolvimento cognitivo (ou dificuldades em áreas específicas da cognição), ou ainda a problemas comportamentais, perturbações de ansiedade, instabilidade emocional ou até, nalguns casos, a situações de co-morbilidade das situações referidas.

Assim, torna-se imprescindível realizar um diagnóstico diferencial que nos permita ter um conhecimento claro daquilo que são as competências e fragilidades da criança, para então se poderem delinear estratégias de intervenção claras e concordantes com estas competências e fragilidades e, assim desta forma, contribuir para uma evolução e crescimento harmoniosos e saudáveis da criança.

Como se diagnosticam?

Para a realização deste diagnóstico é necessária a realização de uma avaliação especializada, realizada por técnicos com as devidas competências, nomeadamente, psicólogos. Esta avaliação conta com a colaboração dos pais, professores e outros educadores da criança e avalia várias áreas, nomeadamente, componente cognitiva, comportamental, emocional e pedagógica, com a aplicação de provas e questionários devidamente aferidos e utilizados para a realização dos referidos despistes.

Havendo esta avaliação a mesma disponibiliza a professores, pais, pediatras, psicólogos, e outros técnicos, importantes dados que permitirão uma intervenção integrada e consciente, que poderá passar por adaptações em contexto escolar, apoio psicológico, apoio pedagógico específico (leitura e escrita), terapia medicamentosa, estratégias parentais…

Torna-se por isso muito importante a realização de um diagnóstico o mais precoce possível, de forma a evitar o acentuar de dificuldades que, se forem trabalhadas atempadamente, poderão ser atenuadas e, em muitos casos, ultrapassadas.

Que sinais de alerta?

Deixamos-lhe alguns sinais de alerta, muitas vezes referidos por pais e professores, que poderão ser um importante indicador da necessidade de encaminhar para a realização de uma avaliação especializada.

  • Dificuldades ao nível da leitura e escrita;
  • Leitura lenta, silabada e com erros; Dificuldade na compreensão de enunciados escritos; Erros ortográficos recorrentes;
  • Lentidão na realização das tarefas escolares (em casa e na escola);
  • Distração fácil perante qualquer estímulo; Períodos curtos de atenção;
  • Resultados escolares não concordantes com as capacidades cognitivas que aparenta possuir e/ou esforço aplicado;
  • Dificuldades de memorização, raciocínio, perceção e em outras áreas da cognição;
  • Oscilações na capacidade de assimilação;
  • Desinteresse ou recusa em ir à escola;
  • Desmotivação escolar;
  • Ansiedade em momentos de avaliação formal;
  • Impulsividade na realização das tarefas;
  • Queixas ao nível do comportamento;
  • Sinais de frustração;
  • Instabilidade emocional (zanga, hostilidade, ansiedade, oposição…)
  • Declínio na confiança e auto-estima
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