É optimista ou pessimista perante a adversidade?

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Sara Simões Gonçalves

Sara Simões Gonçalves

Falar de optimismo em tempo de crise é um tema delicado. Mas talvez seja uma boa altura para pensarmos nas características das pessoas ditas optimistas e em como nos podem dar dicas para lidar com a adversidade.

Martin Seligman, considerado o “pai” da psicologia positiva (antigo presidente da Associação Americana de Psicologia, professor na Universidade da Pennsylvania e autor de inúmeros livros), fala-nos de três principais diferenças entre os optimistas e os pessimistas no que diz respeito a lidar com situações difíceis que surgem nas nossas vidas.

Os pessimistas tendem a acreditar que:

– Os maus eventos irão durar mais tempo;
– Esses eventos irão perturbar e “alastrar-se” a todas as áreas da sua vida;
– A culpa é deles.

Os optimistas, quando confrontados com situações difíceis, acreditam que:

– A situação é temporária;

– As causas estão confinadas àquela situação particular;

– A culpa daquela situação não é sua (atribuem às circunstâncias da vida ou a outras pessoas);

– Aquela situação é apenas um desafio que terão de ultrapassar.

Através destas evidências encontradas nos estudos empíricos sobre optimistas e pessimistas, podemos retirar algumas formas positivas de lidar com as situações complicadas:

Ver o evento difícil como temporário. Quando uma pessoa está a lidar com um evento complicado, é tão absorvida e envolvida pela situação que, por vezes, esquece-se de que é temporária (com princípio, meio e fim). Lembre-se de que nada é para sempre.

Isolar o problema. É importante resistir à tentação de catastrofizar a situação, evitando dizer para si próprio frases como “Não faço nada bem”ou “Odeio a minha vida” ou “É tudo uma porcaria”, etc. Lembre-se das áreas que domina e que lhe estão a correr bem. A sua vida não se resume àquele evento.

Considerar os vários factores que contribuem para a situação. Outra consideração importante será pensar racionalmente sobre a situação e perceber a multiplicidade de factores que levaram à mesma e sobre os quais não tinha controlo. A relativização da situação problemática leva a que não se martirize tanto por ela. Ou seja, desculpar-se de certa forma, perdoar-se a si próprio por ser humano e cometer erros.

Desafio a ultrapassar. Por último, se considerar qualquer adversidade da sua vida como um desafio, como algo que poderá ultrapassar, terá maior resistência às situações difíceis e maior capacidade para lidar e de aprender com elas.

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