E quando a dor não desaparece?

E quando a dor não desaparece?Provavelmente já perdeu alguém muito próximo a si. Ou já experienciou um evento bastante traumático como sofrer um assalto à mão armada ou ver alguém ser assaltado, ter um incêndio a rondar-lhe a casa….

Podem ser estas ou outras situações, a verdade é que a vida nem sempre traz surpresas agradáveis e somos obrigados ou empurrados a viver com elas.

Agora pense: teve de mudar a sua rotina para conseguir lidar com as memórias destes eventos stressantes? Quantas vezes ainda se depara a pensar sobre o assunto? Sente-se desconfortável, ameaçado, amedrontado ou hiper vigilante? O mais provável é que sim!

Andar na rua depois de um assalto tornou-se difícil? É normal! Ou será que não? Meses depois ainda se sente inseguro. Será certo? Quanto tempo se deve conviver com a dor?

Por natureza somos seres adaptáveis aos novos ambientes, pessoas e situações, mas muitos de nós sentimos imensa dificuldade nestas novas realidades. É difícil sim, conviver com o luto, ultrapassar as barreiras da vida quotidiana sem ter ao lado uma pessoa muito querida. Comer, dormir, rir são agora “tarefas” conscientes e que podem inclusive gerar culpa. Mas sim, tudo passa, a dor diminui de intensidade, as memórias traumáticas podem ser substituídas por outras mais felizes.

Quando não conseguimos sozinhos passar a um nível de superação que nos permita com ligeireza conviver com determinadas marcas que a vida traz, como buscar auxílio?

Olhe à sua volta, aprenda a ver para além das suas limitações, para além da dor e sofrimento, estabeleça novas metas, conquiste-as, estabeleça contacto com quem o rodeia, estenda uma mão a quem precisa, segure nas mãos que se lhe estendem, e supere-se!

Viva, não apenas sobreviva!!! Mesmo que isso não lhe pareça possível, saiba que há um amanhã em que o seu sentir será diferente.

2017-06-19T16:23:02+00:00 Junho 19th, 2017|OP Angola, Trauma, Yara Ginga|

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