E se em vez de dizer “não” aventurar um “sim”?

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Ana Beirão

Ana Beirão

Já alguma vez parou para pensar quantas vezes diz “não”? Ou seja, quantas vezes acaba por rejeitar um café, uma atividade nova, sair de casa, etc.?

Todos temos rotinas e hábitos, que nos dão estrutura e possibilitam ter uma vida estabilizada, e isso é bom. Mas para que a rotina não se torne maçadora, e para não se tornar um autómato na sua vida, é importante que permita a si mesmo experiências novas, é bom dizer “sim” algumas vezes. “Sim, eu hoje vou inscrever-me naquela aula de dança que sempre quis experimentar mas que sempre arranjei desculpas para não fazer”; “Sim, vou sair da minha rotina e vou ao cinema sozinho ou com um amigo(a)”; “Sim, hoje vou ver porque as pessoas dizem que andar à beira-rio faz bem e sabe bem”; “Sim, hoje vou falar com o meu chefe e apresentar aquela proposta”; “Sim, é trabalhoso mas vou tentar”. Enfim, só o próprio sabe a que é que está sempre a dizer “não”. Convém que faça essa reflexão, com atenção para não ser demasiado autocrítico, mas para que possa responder a esta pergunta: “Quantas vezes quero passar a dizer “sim” e ao que é que quero dizer “sim”?” E para isso é preciso ser forte e persistente. É necessário ter em conta que, na primeira vez em que sentir coragem de experimentar algo e por acaso não gostar ou não resultar, o importante é não desencorajar e continuar. Aliás, o que acontece mais naturalmente é desistir, sentir frustração e encostar-se ao que conhece e ao que se permite fazer. Não se deixe ir abaixo, ou aliás, permita-se continuar a procurar. Isto porque filtramos as novas possibilidades através das experiências passadas, e se antes não resultou a pergunta natural é “E o que vai fazer com que funcione agora?”.

“Arriscar” é uma palavra difícil de aceitar para alguns, e “aventurar-se” – será mais fácil de aceitar? E as pessoas à sua volta, estão dispostas a encorajá-lo(a) a dizer “sim”? Se tal não acontecer, não permita que elas ofusquem, através de pensamentos e reações negativas, a sua procura por outras formas de estar. Para tal analise as suas prioridades; as suas perceções; as dificuldades existentes, como o medo de abandonar zonas de conforto, de mudar, entre outros; a comunicação não verbal e verbal dos outros e tudo o que o possa desanimar. Lembre-se de procurar aquilo que é apaixonante para si, de estar disponível para arriscar a rejeição, manter a sua perseverança e empenhar-se naquilo que pretende alcançar.

É possível passar a dizer mais vezes “sim”. É um desafio grande mas vai ver que a sua vida passa a ser muito mais estimulante e agradável.

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