E se fôssemos antes nós a passar pelo tempo? (Parte 2)

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Ana Crespim

Ana Crespim

Sabemos que existem dias em que não há mesmo outra opção: temos de engolir o almoço sem perceber sequer muito bem o que estamos a comer! Estamos a correr para voltar ao trabalho, para ir para uma reunião, para tratar daquele assunto que não pode esperar. Felizmente, nem sempre temos de o fazer e podemos escolher fazer diferente. A questão é que muitas vezes estes comportamentos tornam-se automáticos e já fazemos tudo de uma forma mecânica e apressada, mesmo quando temos tempo e não existe nada que nos obrigue a correr.

Deixo-lhe um desafio: para que possa reeducar o seu cérebro a apreciar o momento presente, para que você próprio volte a sentir que está a viver aquele momento, treine o seu corpo, a sua mente, os seus sentidos, a prestarem atenção ao que está presente naquele momento. Como? Podemos começar por algo muito simples. Estamos no Verão (sim, diziam que não íamos ter Verão, não era?), altura em que a fruta sabe particularmente bem pela sua frescura e leveza. Escolha uma peça de fruta que goste particularmente, sente-se calmamente, respire fundo durante alguns momentos, e procure apreciar tudo o que os seus sentidos estão a captar enquanto come essa fruta: a cor, a textura, o aroma, o paladar (não, a ideia não é comer a despachar), coma devagar, com calma, prestando atenção a cada detalhe. Sente a diferença? É igual à última vez que comeu? Ou melhor, será que se lembrava dos pormenores que está a ter consciência neste momento da última vez que comeu?

Viver no aqui e agora nem sempre é fácil. A correria do quotidiano tira-nos algumas coisas. Contudo, nós também temos algo a dizer a esse respeito. Lembra-se do anúncio “E você, já comeu fruta hoje?”

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