E um (in)feliz Ano Novo…

Gustavo Pedrosa

Gustavo Pedrosa

Natal e Ano Novo são épocas bastante comoventes e quase antagónicas. Se por um lado o Natal relembra a família, as origens e as tradições, por outro, a passagem de ano remete-nos para um novo começo, a renovação, a mudança e o futuro.

Provavelmente as famílias com muitas crianças e contacto com familiares que estão longe durante o restante ano olham esta época com grande satisfação e alegria. Mas nem todas as famílias veem a época natalícia com felicidade. As menos numerosas e mais afastadas têm um menor envolvimento sentimental; algumas aproveitam para viajar, para remodelar a casa ou simplesmente tentam passar ao lado desta festividade. E há as famílias para as quais o Natal pode estar associado à tristeza da perda de algum elemento ou a momentos de sofrimento passado. Para estas, a chegada de um novo ano reveste-se de muito maior importância que o Natal, sendo visto como um recomeço para algo diferente.

É importante perceber que cada família tem a sua forma de festejar ou vivenciar esta época. Não devemos estranhar ou sentir tristeza por o fazermos de forma diferente de outras famílias.

Nos casos em que o Natal e o Ano Novo são festejados de forma diferente da maioria, podemos aproveitar e reinventar tradições. A criatividade, a empatia, o altruísmo e a partilha podem ser estimulados. Reúna a sua família e desafie-os a fazerem diferente, a reinventarem-se fora da tradição (quase Hollywoodesca).

Por vezes a procura das origens das tradições é um processo tão rico quanto informativo. Permite-nos reviver antigas tradições e, com isso, criar novas rotinas, relembrar valores e partilhar sentimentos.

As tradições não têm de ser obrigatoriamente dolorosas e enfadonhas. Se o mesmo de sempre os deixa tristes, experimentem fazer diferente. Não necessitamos de ter sempre um Natal (in)feliz e um pouco próspero Ano Novo.

2014-12-31T15:45:32+00:00 Dezembro 31st, 2014|Desenvolvimento Pessoal, Gustavo Pedrosa|