Estar e sentir-se só no mundo das relações

Jantares com amigos, aniversários, saídas à noite, conversas com os colegas de trabalho… Podem parecer momentos que, aparentemente, são vistos por nós como sendo de felicidade, de diversão, de conversas longas que nos deixam de sorriso nos lábios! Mas e se nas festas de aniversário ou nos jantares todos os seus amigos forem acompanhados? Ou se nas saídas à noite olhar à volta e só vir casais; ou se sentir que já nem sabe como se divertir sem parecer que está à procura de uma relação? E, ainda, se nas conversas de trabalho os seus colegas passam o tempo a falar do fim de semana que passaram fora com a cara metade? E, mais, se falarmos na pressão da sua mãe, do seu pai, dos avós, dos tios e de todos os que estão à sua volta a dizerem-lhe que tem mesmo de “arranjar” alguém para partilhar estes momentos? Aí já não falamos bem de diversão, de felicidade e de sorrisos, pois não?

Por mais que sinta uma pontinha de alegria por ver que os seus amigos e colegas estão bem por estarem numa relação, é natural que sinta também a mesma pontinha de tristeza por não estar a conseguir o mesmo para si.

A verdade é que não é de todo fácil “ser solteiro” no mundo de hoje, sobretudo quando parece que escasseia o tempo, quando são muitas as exigências sociais para darmos resposta a tudo e quando ainda temos de ter tempo para estarmos numa relação efetiva!


Na Oficina de Psicologia construímos o Grupo Descomplicar os Afetos onde se pode munir de ferramentas para se orientar no mundo das relações.

Se sente que tem tentado dar resposta a estes desafios, mas que não tem conseguido encontrar aquela pessoa com quem quer partilhar a sua vida, hoje queremos refletir consigo sobre alguns dos princípios basilares para estar e sentir-se bem e, ao mesmo tempo, criar as pontes necessárias para, quem sabe num futuro próximo, encontrar aquela pessoa com quem partilhará a sua vida:

  1. Gostar de si próprio: sabe o que lhe dá prazer na vida? Tem confiança em si quando tem de enfrentar novos desafios? Se assim for, quando encontrar alguém, certamente que não se anulará nas decisões e tudo o que seja decidido será a dois;
  2. Conhecer-se nas relações: qual a sua posição nas diferentes relações? Gosta de liderar ou é mais de escutar ativamente os outros e só depois dar-se a conhecer? Não se esqueça que primeiro “experimentamos” o que é estar numa relação com os nossos amigos, e só depois conseguimos investir verdadeiramente numa mais significativa.
  3. Reconhecer a sua teia dos afetos: sabe o que quer e o que não quer numa relação? Como é que as relações do passado o afetaram e deixaram marca? Permitir-se fazer o luto do que correu menos bem pode ser verdadeiramente transformador para iniciar uma relação com os dois pés.
  4. Descomplicar: pensa que estar numa relação é demasiado doloroso e não investe? Acha que já não é capaz de conquistar? Lidar com estes pensamentos e aprender a aceitar-se e a relaxar são partes fundamentais de estar numa relação.
  5. Moderar expectativas: acha que vai encontrar alguém tão perfeito como nos filmes? Ou sente que, mesmo que encontre alguém, vai ser mais uma relação falhada? As expectativas que criamos podem ser boas se nos motivam para não desistirmos, mas podem turvar a nossa visão para o que é fundamental.
  6. Mostrar interesse em conhecer novas pessoas: tem procurado verdadeiramente envolver-se com os outros, ou tende a isolar-se em casa à espera que aquela pessoa lhe bata à porta? Invista em si e, ao mesmo tempo, aproveite para conhecer outras pessoas e iniciar relações de qualidade.

 

São estas e muitas outras reflexões que lhe podemos lançar no Grupo Descomplicar Afectos. Criamos estratégias no sentido da mudança e da transformação! Já imaginou como pode entrar numa relação e sair a ganhar? Inscreva-se aqui

Natália Antunes
Natália AntunesPsicóloga Clínica
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