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	<title>Oficina de Psicologia</title>
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	<description>Psicoterapia para todos</description>
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		<title>EMDR: depressa e bem!</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 10:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[emdr]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas e quantas vezes um processo psicoterapêutico leva demasiado tempo. Por restrições temporais, financeiras ou simplesmente devido a expectativas em relação à terapia, há clientes que têm como prioridade a obtenção de resultados rápidos. E se o leitor é um deles, eu digo-lhe que tem todo o direito a isso! Ao acompanhar o início e desenvolvimento da psicoterapia, tenho visto que esta tema tem sido, claramente, o seu ponto mais fraco. Mesmo havendo abordagens psicoterapêuticas mais focadas no “resultado” e outras mais no “processo”, não podemos negar que fazer psicoterapia é um grande investimento pessoal e financeiro. E por se [...]]]></description>
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<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2288" style="margin: 10px;" title="Treat Yourself" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2012/01/Fotolia_27723758_XS-300x285.jpg" alt="EMDR" width="300" height="285" />Quantas e  quantas vezes um processo psicoterapêutico leva demasiado tempo. Por restrições  temporais, financeiras ou simplesmente devido a expectativas em relação à  terapia, há clientes que têm como prioridade a obtenção de resultados rápidos. E  se o leitor é um deles, eu digo-lhe que tem todo o direito a isso!</p>
<p>Ao  acompanhar o início e desenvolvimento da psicoterapia, tenho visto que esta tema  tem sido, claramente, o seu ponto mais fraco. Mesmo havendo abordagens  psicoterapêuticas mais focadas no “resultado” e outras mais no “processo”, não  podemos negar que fazer psicoterapia é um grande investimento pessoal e  financeiro. E por se preocupar tanto consigo, a Oficina de Psicologia faz do  EMDR uma das suas ferramentas de eleição!</p>
<p>Tanto no trabalho com adultos  como com crianças, o <em>Eye Movement Desensitization and  Reprocessing</em> marca cada vez mais a diferença, resolvendo problemas  de anos em poucas sessões (muitas vezes, até numa!) e com resultados concretos e  duradouros, sem efeitos secundários. E um dos aspetos que mais me tem fascinado  nesta poderosa técnica, é que ao trabalharmos sobre um problema específico,  podemos também estar a trabalhar sobre outra dificuldade do cliente de forma  simultânea. Consigo não sei mas comigo uma coisa é certa: quando vou resolver  uma questão a um local e saio de lá com várias arrumadas, sou o homem mais  satisfeito do mundo!</p>
<p>Partilharei agora consigo alguns casos com quem usei  o EMDR e que me motivam, cada vez mais, a usá-lo na minha prática  clínica:</p>
<p>Um cliente que veio ter comigo para controlar a sua grande  agressividade para com pessoas próximas e terminou o processo com essa questão  resolvida e também com um problema de excesso de peso eliminado, aparentemente  sem relação com a sua queixa inicial, mas que o EMDR acabou por trazer à  superfície e ajudar a resolver.</p>
<p>Um outro exemplo que me fascinou foi uma  cliente com esclerose múltipla que veio trabalhar sintomas depressivos e  reorganização da sua vida pessoal e acabou por ir sentindo ao longo das sessões  de EMDR que a sua vitalidade física estava a aumentar, o cansaço a diminuir e  até o andar a melhorar. Confesso que foi das experiências mais intensas que tive  enquanto psicoterapeuta, uau!</p>
<p>Por último, uma cliente com quem usei EMDR  para resolvermos um trauma resultante de um brutal acidente de viação. Pensando  já eu que esta técnica é rápida, acabei por ser totalmente surpreendido! É que  nunca pensei que um acontecimento tão violento chegasse ao fim de uma sessão com  um impacto radicalmente diferente nas emoções da cliente.  Ao ponto da  cliente olhar para ele como mais um episódio da sua vida, sem interesse por aí  além. Foi uma bela surpresa que foi solidificada ao longo de mais algumas  sessões e que levou a que esta mulher melhorasse totalmente a sua  vida.</p>
<p>Estes três exemplos são apenas uma pequeníssima porção do que o  EMDR pode fazer por si. Experimente e verá o porquê desta abordagem estar a  revolucionar tanto a saúde mental como física a nível  mundial!</p>

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		<title>A boca está na mão</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 14:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[fobias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fobia específica É caracterizada pela presença de medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objecto ou situação especifica. A exposição ao estimulo fóbico provoca quase invariavelmente uma resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece que o medo é excessivo, no entanto não tem controlo sobre suas reacções. As situações fóbicas são evitadas com intensa ansiedade e mal-estar, interferindo significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional, relacionamentos, actividades sociais ou mal-estar acentuado. O evitamento é a consequência mais complicada pelo impacto que tem na vida das pessoas e sua liberdade individual. [...]]]></description>
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<h1><img class="alignleft size-full wp-image-2270" style="margin: 10px;" title="Sorriso" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2012/01/teeth-smile-300x300.jpg" alt="Sorriso" width="210" height="210" />Fobia específica</h1>
<p>É caracterizada pela presença de medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objecto ou situação especifica. A exposição ao estimulo fóbico provoca quase invariavelmente uma resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece que o medo é excessivo, no entanto não tem controlo sobre suas reacções. As situações fóbicas são evitadas com intensa ansiedade e mal-estar, interferindo significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional, relacionamentos, actividades sociais ou mal-estar acentuado. O evitamento é a consequência mais complicada pelo impacto que tem na vida das pessoas e sua liberdade individual.<br />
Os primeiros sintomas de Fobia Especifica ocorrem habitualmente na infância ou no inicio da adolescência, podendo ocorrer mais cedo nas mulheres do que nos homens.<br />
Os factores predisponentes para o desencadeamento da fobia incluem muitas vezes acontecimentos traumáticos que tendem a ter um desenvolvimento particularmente agudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>EMDR para fobias</h2>
<p>EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) foi desenvolvido por Francine Shapiro em 1989 como um método para tratar memorias traumáticas. É um método de dessensibilização e reprocessamento de experiências emocionalmente traumáticas através da estimulação bilateral do cérebro (ocular, auditiva ou por toque), que promove a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais.<br />
Quando surge uma situação traumática, pode ficar bloqueada no sistema nervoso com a recordação original, com os sons, os pensamentos, as emoções do passado e as sensações físicas. A terapia EMDR ajuda a desbloquear o sistema nervoso permitindo que o cérebro processe a experiencia traumática. É um processo semelhante ao que se passa quando sonhamos na chamada fase REM do sono, durante a qual movimentos oculares rápidos facilitam o processamento do material inconsciente.<br />
O EMDR tem sido indicado nos últimos anos como tratamento para alguns problemas de ansiedade, incluindo PTSD e várias fobias. Muitos casos têm demonstrado a sua eficácia em apenas duas ou três sessões no tratamento de fobias especificas com componente traumática. A vantagem desta técnica sobre a clássica Terapia Cognitivo Comportamental é a rapidez da sua acção e menor numero de sessões envolvidas.<br />
Têm sido feitos vários estudos com fobias especificas em situações ambientais, em particular fobias de animais, alturas, injecções e medo de andar de avião, através de exposição in vivo. Por exemplo, em fobia de aranhas, as pessoas são expostas ao animal e encorajadas a deixar as aranhas andar pelas suas mãos. As técnicas de exposição têm realmente mostrado eficácia nestes tipo de fobias. Contudo, não têm sido realizados estudos utilizando as técnicas de exposição com fobias que têm em sua génese uma forte componente traumática (acidentes de carro, medo de engasgar, mordidelas de cão, etc.) De facto, as pessoas não podem ser expostas a mordidelas de cobras, a cair de sítios altos ou a acidentes de avião, e é a antecipação destes eventos que torna as situações temíveis. De Jongh (1999) realizou uma pesquisa onde mostra que algumas fobias especificas, como medo de cães, sangue, injecções, ferimentos, falar em publico e fobias dentarias habitualmente têm origem numa experiencia traumática. De Jongh (1999) afirma que este tipo de fobias não respondem bem ao tratamento através da exposição. O mesmo autor trabalhou com pacientes com fobia dentária e verificou que o EMDR é consideravelmente mais eficaz, eficiente e confortável para o paciente do que as técnicas de exposição quando estão envolvidas experiencias traumáticas. Outro estudo realizado por Marcus, Marquis e Sakai (1997) que comparou a terapia EMDR com acompanhamento tradicional (i.e, terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia psicodinâmica, medicação e terapia de grupo) verificaram que os pacientes tratados com EMDR mostraram uma melhoria significativa dos sintomas e duas vezes mais rápida do que o acompanhamento tradicional.<br />
O método EMDR é baseado na imaginação do estimulo fóbico ou exposição a este mesmo estimulo, acompanhado de movimentos oculares ou outros estímulos bilaterais, tendo uma forte componente cognitiva. Encoraja o paciente a focar-se nas suas sensações físicas e a imaginar a situação traumática. Esta abordagem permite que a pessoa identifique e separe as sensações afectivas do trauma das suas interpretações cognitivas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Descrição de Caso</h2>
<p>Maria, de 42 anos tinha fobia especifica de próteses dentárias desde os 6 anos, desencadeada por algumas experiências traumáticas que teve no passado. A exposição ao objecto ou o simples facto de imaginar a prótese provocava uma resposta de intensa ansiedade – entre outros sintomas os mais evidentes e desconfortáveis eram: sensação de falta de ar, tremores, sudação, choro, rubor facial e aceleração do batimento cardíaco. Este medo era persistente e manifestava-se de uma forma excessiva, desadaptativa e descontrolada provocada pela presença ou antecipação da prótese.<br />
A Maria tinha consciência que o seu medo era desproporcional  e exagerado face à situação, sabia que a prótese era um objecto e que não lhe iria fazer mal, mas mesmo assim não conseguia controlar as suas reacções. Interferia bastante no funcionamento da sua vida, uma vez que evitava alguns encontros sociais nomeadamente jantares e festas, se soubesse previamente que iriam estar presentes pessoas com próteses removíveis, pelo medo antecipatório que a prótese pudesse cair ou mover-se. Evitava ir ao dentista e fugia dos seus irmãos, uma vez que as brincadeiras preferidas eram despertar o medo da Maria através de objectos em forma de dentaduras e dentes, e mais tarde mesmo com as suas próprias próteses removíveis.<br />
Tudo começou quando tinha 6 anos viu a mãe a tirar a prótese (removível) para a lavar. O pensamento e interpretação que deu na altura foi: “A boca está na mão,  está no sitio errado”, e depressa surgiram emoções e sensações de nojo, medo e repulsa que a levaram a fugir e a isolar-se no quarto a chorar.<br />
A Maria sempre teve uma boa relação com a sua mãe e com o resto da sua família. Não se recorda em concreto o que sentiu relativamente à sua mãe na altura mas pensa que terá sido um sentimento de pena “A minha mãe não tem dentes. Precisa usar aquilo”.  No entanto, recorda-se que ficou desde os 6 anos sem falar com a mãe sobre o episódio pois não queria magoá-la uma vez que “a sua boca estava no sitio errado”. Só por volta dos 10 anos (em que viu novamente a prótese) assumiu a sua fobia e contou à mãe, que lhe explicou na altura que era um objecto e que não lhe faria mal, que era um medo “estúpido”. Depois disso os irmãos passaram a gozar com ela e a provocá-la mostrando objectos em forma de dentes e dentaduras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Intervenção</h2>
<p>A Maria tinha como objectivo mudar a sua aparência dentária e a solução era a colocação de uma prótese dentária. Qualquer objecto semelhante a prótese, dentadura, moldes ou em forma de dentes causava resposta de intensa ansiedade. Assim, sentiu-se necessidade de intervir a este nível, não só para colocação da prótese dentária mas pela necessidade de executar moldes durante o tratamento dentário.<br />
Foi usado o protocolo de EMDR em que foram reprocessadas emocionalmente situações difíceis do passado, estímulos actuais que provocavam medo e as situações futuras que pudessem constituir um desafio e nas quais a Maria pudesse vir a estar perante os objectos que lhe provocavam medo.<br />
Foram reprocessados eventos que contribuíram para fobia, a primeira vez que o medo foi experienciado, as experiencias mais perturbadoras, a ultima vez que sentiu medo, associações com o estimulo presente e sensações físicas incluindo hiperventilação.<br />
Saliento que a instalação de recursos e os entrelaçamentos cognitivos (usados a partir da 6ª sessão) foram técnicas poderosas que proporcionaram um grande avanço do processo terapêutico.</p>
<h3>Sessão 1</h3>
<p>A situação escolhida (recordação original) foi a mãe a lavar as próteses quando a Maria tinha 6 anos. A imagem escolhida que representa o momento mais difícil foi “a mãe ter a boca na mão”. A cognição negativa (CN) tinha a ver com possibilidade de escolha/controlo: “Eu sou fraca”. Gostava de substituir esta CN pela cognição positiva (CP): “Eu sou forte e capaz de ultrapassar este medo estúpido”. Quando pensava na imagem e na CP, numa escala de 1 a 7 (VOC), atribuiu o valor 1 (valor mais baixo). As emoções sentidas no momento era medo, repulsa e nojo. O seu stress foi avaliado pela Subjective Unit of Distress Scale (SUD), escala que varia de 0 a 10, em que a Maria atribuiu o valor máximo (10).  As sensações corporais relatadas foram pressão/aperto na boca do estômago, peito (que a impedia de respirar normalmente) e braços, nó na garganta,  tremores, formigueiro braços e pernas, sensação de tendões puxados.<br />
Foi instalado o lugar seguro: No Gerês, no campo em contacto com os animais, que chamava “paraíso”. Assim, pôde entrar em contacto com sensações de calma e tranquilidade.</p>
<h3>Sessões seguintes (2º à 5ª sessão)</h3>
<p>Depois de completada a fase de preparação e avaliação procedeu-se à dessensibilização. Durante esta fase surgiram vários objectos em forma de dentes e dentaduras, sendo que habitualmente a Maria “fugia” para o seu lugar seguro (campo rodeado de animais) usando recorrentemente essa estratégia para lidar com memorias perturbadoras que iam surgindo durante o processamento.  Também se recordou de algumas situações que estavam esquecidas, almoços e jantares com amigos, do aniversário da avó em que lhe viu a placa saltar quando soprava as velas do bolo, lembrou-se ainda de num museu de dinossauros ter visto maxilares e dentes.<br />
O que foi peculiar durante o tratamento foi o surgimento de varias “memórias de outras vidas” segundo Maria, nas quais era uma enfermeira em tempo de guerra que assistiu a torturas altamente violentas em que eram arrancados os maxilares às pessoas e colocados num frasco de vidro. O autor das torturas e vitimas surgiram varias vezes assim como o frasco com os dentes e maxilares. O aparecimento deste material talvez se possa justificar pelo facto da Maria acreditar em vidas passadas.<br />
Apesar de todo o material que surgiu (“vidas passadas” e “vida actual”), durante estas quatro sessões senti que o processo estava em looping, isto é, que não havia mudanças no processo.</p>
<h3>6ª Sessão</h3>
<p>Foi feita instalação de recursos a meio da intervenção – recurso escolhido: Ter controlo sobre si e suas emoções. Instalar esta imagem futura de estar perante objecto fóbico acompanhada pelo forte pensamento de ter controlo sobre si própria foi bastante útil e permitiu que a Maria avançasse bastante o processo. A situação escolhida em que usou com sucesso esse recurso foi: a Maria a trabalhar no supermercado que lhe trouxe emoções e sensações de orgulho,  profissionalismo, controlo e força.<br />
Nessa mesma sessão a Maria obteve uma vitória pois durante o processamento começou a ver gomas em forma de dentes a dirigirem-se a si e gritou “vitória!” quando conseguiu comer uma dessas gomas.<br />
Obviamente que todos os entrelaçamentos cognitivos usados também foram bastante úteis durante o processamento e permitiram uma evolução mais rápida, nomeadamente, reforçar que a Maria era uma criança na altura e perguntar-lhe o que ela pensava sobre a situação enquanto adulta. Outro entrelaçamento cognitivo usado foi pedir que imaginasse por um segundo que era forte e capaz de ultrapassar o seu medo, técnica que foi bastante útil.</p>
<h3>7ª Sessão</h3>
<p>Nesta sessão. como forma de fornecer ferramentas de auto-controlo para lidar com o medo foi usada a técnica Light Stream. Pedi à Maria que atribuísse uma forma, tamanho, cor, temperatura, textura e som  às sensações e tensões que lhe percorria todo o corpo. Rapidamente a Maria chegou à conclusão que se tratava de uma luz quente, inflamável de cor vermelha que lhe percorria todo o corpo e atribuiu o nome de vírus. Depois perguntei-lhe o que podia combater esse vírus, que cor teria, forma, textura ao que a Maria respondeu que tinha uma luz branca, agradável em forma de circulo, flexível e forte ao que chamou de antibiótico.<br />
Durante o processamento o antibiótico começou a ganhar cada vez mais poder e a combater o vírus, até que Maria gritou “Yes! Antibiótico venceu o vírus!”</p>
<h3>8ª Sessão</h3>
<p>As emoções que surgiram quando se recordou da situação foi de pena da mãe porque não tem dentes naturais, referindo que já não a perturbava quase nada. O SUD era 2 e no corpo apenas sentia um formigueiro.<br />
Pedi que Maria visualizasse a sequência de eventos ao longo do tempo e espaço como se de um filme se tratasse.<br />
O SUD ficou igual a zero e assim avançamos para a instalação até que VOC=7.</p>
<h3>9ª Sessão</h3>
<p>Foram trabalhados cenários futuros – ver alguém com uma prótese, irmão a brincar com ela, cair a prótese a alguém durante o jantar, fazer moldes para tratamento dentário, colocarem uma prótese em boca. Desta forma, foi instalada CP até que VOC=7.</p>
<h3>10ª Sessão</h3>
<p>A Maria parecia já preparada a confrontar a situação in vivo. Quando lhe pedia que imaginasse uma prótese o seu nível de stress (SUD) era igual a 0, não surgia qualquer sensação ou emoção desconfortável. Nesta ultima sessão, numa primeira fase começou por observar a prótese e continuou sem sentir qualquer desconforto e depois pediu para pegar na prótese, ficando com ela na mão e continuando com SUD = 0.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Resultados</h3>
<p>Em 10 sessões de EMDR a Maria perdeu o medo das próteses. Actualmente, já consegue visualizar e até pegar em dentaduras, próteses  e objectos em forma de dentes sem apresentar qualquer resposta de ansiedade ou medo e inclusivé já colocou uma prótese dentária tendo completado o seu tratamento dentário com sucesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Catarina de Castro Lopes</p>

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		<title>Tese de mestrado</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:44:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É uma imensa honra publicarmos aqui a tese de mestrado integrado em Psicologia da nossa colega Susanne França, dedicada ao estudo do impacto duma intervenção de EMDR no bem-estar subjectivo de um caso que reunia critérios de perturbação de pós-stress traumático. Para descarregar a tese de mestrado integrado]]></description>
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<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2210" style="margin: 10px;" title="Cérebro" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/12/Fotolia_3489828_XS-300x300.jpg" alt="Cérebro" width="300" height="300" />É uma imensa honra publicarmos aqui a tese de mestrado integrado em Psicologia da nossa colega Susanne França, dedicada ao estudo do impacto duma intervenção de EMDR no bem-estar subjectivo de um caso que reunia critérios de perturbação de pós-stress traumático.<br />
<a href="http://oficinadepsicologia.com/PDF/terapia_emdr_bem_estar_subjectivo_ptsd.pdf" target="_blank"><img src="http://www.oficinadepsicologia.com/picts/pdf_icon.gif" border="0" alt="Download PDF File" width="34" height="34" /> Para descarregar a tese de mestrado integrado </a></p>

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		<title>Dependências e EMDR &#8211; um mapa de intervenção</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 16:25:48 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[dependências]]></category>

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		<description><![CDATA[Um crescente número de dados indica que o EMDR pode ser útil no tratamento de dependências. Quando combinado com outras abordagens tradicionais, o EMDR potencia a estabilidade do cliente, a prevenção da recaída e promove a recuperação. À semelhança da intervenção noutro tipo de problemáticas, o tratamento de adições é complexo uma vez que cada pessoa é um ser individual e único que merece uma avaliação pessoal e um plano de tratamento individualizado. Não existe um molde perfeito que resulta de igual forma com todos os clientes. Uma avaliação cuidada no caso das dependências envolve olhar de forma particular para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div id="attachment_2140" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2140" title="Dependência" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/11/Fotolia_14763788_XS-300x300.jpg" alt="Dependência" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Dependência</p></div>
<p>Um crescente número de dados indica que o EMDR pode ser útil no tratamento de dependências. Quando combinado com outras abordagens tradicionais, o EMDR potencia a estabilidade do cliente, a prevenção da recaída e promove a recuperação.</p>
<p>À semelhança da intervenção noutro tipo de problemáticas, o tratamento de adições é complexo uma vez que cada pessoa é um ser individual e único que merece uma avaliação pessoal e um plano de tratamento individualizado. Não existe um molde perfeito que resulta de igual forma com todos os clientes.</p>
<p>Uma avaliação cuidada no caso das dependências envolve olhar de forma particular para a motivação do cliente mudar, devendo o tratamento ser desenhado de forma a se adequar à fase da mudança em que o cliente se encontra. Esta preocupação de correspondência facilita ir ao encontro das necessidades do cliente e potencia a mudança.</p>
<p>Assim, o processo de planeamento do tratamento é conceptualizado como a construção de um mapa de uma estrada. Existem muitas curvas em qualquer estrada e bastantes escolhas sobre que caminho tomar. Clientes e terapeutas precisam de estar conscientes sobre as suas escolhas à medida que viajam juntos pelo percurso da recuperação.</p>
<p>Se ainda tem questões sobre a aplicabilidade prática e a eficácia terapêutica do EMDR nesta e noutras situações, não deixe de participar no webinar “EMDR – aplicações práticas” no próximo dia 21 de Novembro.</p>
<p>Para mais informações consultar: <a href="../../../../../loja/shop/emdr/">http://oficinadepsicologia.com/loja/shop/emdr/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O’Brien, J. M., &amp;  Abel, N. J. (2011). EMDR, addictions, and the stages of change: a road map for intervention. <em>Journal of EMDR Practice and Research</em>, 5(3), 121-130.</p>

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		<title>O meu filho vai fazer EMDR?</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 13:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>

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		<description><![CDATA[Os adultos quando encontram um acontecimento difícil, assustador, ameaçador conseguem, geralmente, continuar a sua vida e olhar para esses acontecimentos como qualquer outra experiência. Com o EMDR, mesmo com os acontecimentos mais difíceis é possível que estes nos deixem continuar a caminhar pela vida fora. Os acontecimentos traumáticos deixam informações, como memórias, impressões, pensamentos e sentimentos, que não são totalmente processadas. Elas ficam “presas” no cérebro a perturbá-lo. Frequentemente, os sintomas que os pais descrevem na sua primeira consulta, decorrem de traços das experiências traumáticas. Durante um tratamento através do EMDR pedimos à criança que se relembre do acontecimento assustador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Os adultos quando encontram um acontecimento difícil, assustador, ameaçador conseguem, geralmente, continuar a sua vida e olhar para esses acontecimentos como qualquer outra experiência. Com o EMDR, mesmo com os acontecimentos mais difíceis é possível que estes nos deixem continuar a caminhar pela vida fora.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2119" style="margin: 10px;" title="Parentalidade" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/10/Fotolia_1139525_XS-200x300.jpg" alt="Parentalidade" width="200" height="300" />Os acontecimentos traumáticos deixam informações, como memórias, impressões, pensamentos e sentimentos, que não são totalmente processadas. Elas ficam “presas” no cérebro a perturbá-lo. Frequentemente, os sintomas que os pais descrevem na sua primeira consulta, decorrem de traços das experiências traumáticas.</p>
<p>Durante um tratamento através do EMDR pedimos à criança que se relembre do acontecimento assustador e que visualize, durante alguns instantes, uma imagem, um pensamento, uma sensação corporal e emoções relacionadas com esse acontecimento.</p>
<p>O psicólogo realiza, aquilo que chamamos, estimulação bilateral, através do movimento dos olhos ou do toque alternado no colo, ombros ou costas da criança. Entre períodos de estimulação bilateral perguntamos à criança que imagens, pensamentos e sensações corporais vão surgindo. Este processo ajuda a criança a completar o processamento inacabado do acontecimento que está “emperrado”.</p>
<p>Simultaneamente, ensinamos à criança formas de auto-relaxamento para usar quando se sentir oprimido pela ansiedade ou por sentimentos desagradáveis. No entanto, sabemos que não é o foco nas memórias que causa a dor. Estamos apenas a trazer para primeiro plano a dor e o medo que existe dentro da criança e que a perturba quando reaparece. O foco na dor ou medo, ao mesmo tempo que é processado o acontecimento desagradável, conduz ao enfraquecimento desses sentimentos e à descoberta de formas, muito pessoais, de lidar com eles.</p>
<p>É muito importante que os pais transmitam coragem ao filho para que no decorrer das consultas mostrarem os seus medos como habitualmente o fazem. Só dessa forma conseguirá completar o processamento do acontecimento doloroso e deixar para trás os seus medos, pesadelos e outros sintomas associados ao trauma. É também fundamental que nos informe sobre quaisquer alterações comportamentais que detecte. Poderemos pedir-lhe que esteja presente durante as sessões ou poderemos decidir que é mais benéfico para a criança estar em sessão sem os pais/cuidadores. Naturalmente, cada decisão tem em consideração as melhores condições para que o processamento ocorra.</p>
<p>Estando presente na sessão, desempenhará um papel activo, ajudando-nos a contar a história do evento ou ajudando a criança a acalmar-se durante o processamento. Com apoio, as crianças demonstram forças e recursos, uma vez que elas querem livrar-se dos seus sintomas problemáticos. A criança é influenciada pela resposta dos pais e consegue extrair deles sentimentos de segurança e força.</p>

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		<title>Caminhando pelo labirinto das emoções</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 09:32:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[emdr crianças]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira formação em Portugal dedicada a protocolos EMDR para crianças e adolescentes está quase a acontecer! A esse propósito deixamos uma breve introdução a um modelo terapêutico desenvolvido, por Barbara Wizansky, formadora que iremos receber, para facilitar a comunicação com crianças que têm dificuldade em cooperar com o processo terapêutico. O modelo utiliza a metáfora de um labirinto, em combinação com a atenção focada e a estimulação bilateral, como caminho para aceder e processar as emoções perturbadoras vividas pela criança. Subjacente a este modelo existe a noção de um espaço interno psíquico, ligado à memória, onde reside o potencial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2062" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Labirinto emocional" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/10/BrainMaze-170x183.jpg" alt="Labirinto emocional" width="170" height="183" />A primeira formação em Portugal dedicada a protocolos EMDR para crianças e adolescentes está quase a acontecer! A esse propósito deixamos uma breve introdução a um modelo terapêutico desenvolvido, por <em>Barbara Wizansky, formadora que iremos receber,</em> para facilitar a comunicação com crianças que têm dificuldade em cooperar com o processo terapêutico.</p>
<p>O modelo utiliza a metáfora de um labirinto, em combinação com a atenção focada e a estimulação bilateral, como caminho para aceder e processar as emoções perturbadoras vividas pela criança.</p>
<p>Subjacente a este modelo existe a noção de um espaço interno psíquico, ligado à memória, onde reside o potencial emocional da criança. O labirinto é a metáfora para este espaço. A criança traumatizada resiste a entrar no espaço interior onde as possibilidades existem, mas onde ela receia continuar a viver pensamentos e emoções desagradáveis. Num processo gradual, procura-se a entrada do labirinto, ou seja, procura-se comunicar com a criança de uma forma progressiva, lúdica e não ameaçadora, sobre o seu problema. Iniciam-se os passos de entrada (pequenas “palmadinhas” dadas pela própria criança com as suas mãos, alternadamente, nos joelhos) que fornecem a estimulação bilateral e atenção dupla, necessárias ao EMDR. Desta forma, a criança traça o seu próprio caminho rumo à melhor forma de lidar com as suas emoções negativas (saída).</p>
<p>A ideia é sensibilizar a criança para o facto dela poder identificar os pensamentos e emoções desconfortáveis no labirinto, mas também poder descobrir sentimentos mais positivos, caso encontre a coragem para se atrever a entrar nele, num espaço interior que é seu.</p>
<p>Segundo a autora este modelo tem-se mostrado útil no fortalecimento da aliança terapêutica e na diminuição do limiar do medo e resistência face ao trabalho terapêutico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Consulte as informações sobre o <a href="../../../../../escola-pratica-psicologos/emdr-psicologos">Curso EMDR Crianças</a> aqui…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Resource Connection with Children( pp 31-43). N.Y ” and “Footsteps Through The Maze”, (pp 59-67) In Marilyn Luber (ed), EMDR Scripted Protocols.: Springer Publishing, 2010.</em></p>

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		<title>Fobia de asfixia</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 11:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[emdr]]></category>
		<category><![CDATA[fobias]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez uma menina, por aquelas idades que se convencionaram chamar de pré-adolescência. Um dia, ao jantar, esta menina apanhou um susto grande: engasgou-se a engolir um pedaço de carne e, desde esse dia e ao longo do mês seguinte, pouco ou nada comeu, dependendo quase exclusivamente de líquidos. Logo, um susto também dos pais, e dos grandes, claro. Ao avaliar a situação, vimos que, ainda que os anos decorridos de vida não fossem muitos, já tinham ocorrido alguns episódios anteriores com alguma semelhança a este. E ainda durante a avaliação, ela foi rápida a escolher como o pior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2047" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Adolescente a comer" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/09/child-eating-healthy-300x216.jpg" alt="Adolescente a comer" width="300" height="216" />Era uma vez uma menina, por aquelas idades que se convencionaram chamar de pré-adolescência. Um dia, ao jantar, esta menina apanhou um susto grande: engasgou-se a engolir um pedaço de carne e, desde esse dia e ao longo do mês seguinte, pouco ou nada comeu, dependendo quase exclusivamente de líquidos. Logo, um susto também dos pais, e dos grandes, claro.</p>
<p>Ao avaliar a situação, vimos que, ainda que os anos decorridos de vida não fossem muitos, já tinham ocorrido alguns episódios anteriores com alguma semelhança a este. E ainda durante a avaliação, ela foi rápida a escolher como o pior destes acontecimentos um engasgo ocorrido uns largos meses antes, em vez deste último que, aparentemente, era o grande culpado da reacção de evitamento à comida. De acordo com o modelo teórico subjacente ao EMDR, o efeito acumulado de experiências que codificamos de forma semelhante cria condições para um bloqueio negativo de natureza traumática, o que pode ser dissipado pela ajuda específica do processamento emocional com EMDR, permitindo ao cérebro integrar as experiências em redes associativas de memória úteis para a vivência da pessoa.</p>
<p>Por isso, dediquei uma sessão a um processamento rápido desse episódio que ela tinha escolhido como o pior, e preparei-me para sessões posteriores dedicadas a trabalhar as outras situações e ainda para lhe retirar a ansiedade antecipatória com eventos futuros relacionados com a alimentação com base em alimentos sólidos. E descobri que estava totalmente errada…</p>
<p>Se o EMDR é uma metodologia potente para trabalhar com adultos, com crianças e adolescentes, e mais ainda quando a queixa se refere a uma situação circunscrita a uma sequência traumática sem interrelação com experiências de vida afectivamente marcantes, aproxima-se de algo tão rápido e tão eficaz, que quase nos faz desconfiar dos resultados, apesar de bem concretos e indesmentíveis. De facto, após esta intervenção única, esta menina já comia normalmente, apenas com as esquisitices normais da idade e as preferências a que cada um de nós tem direito.</p>
<p>Foi um susto grande – ninguém vive sem comer – e poderia ter-se tornado em algo de muito grave se não tivesse sido tratado, mas é caso para agradecer o facto de a ciência nos oferecer, actualmente, formas eficazes de dar resposta a estas situações.</p>
<p>Aproveito para relembrar todos os psicólogos já formados pelo menos no nível 1 em EMDR, que existirá a primeira formação em Portugal dedicada a protocolos de crianças e adolescentes, já nos dias 15 e 16 de Outubro, sendo pouco provável que exista viabilidade para a repetir a curto/médio prazo, pelo que é uma oportunidade única de obter a certificação do Nível 1 em EMDR Crianças. Consulte as informações sobre o <a href="../../../../../escola-pratica-psicologos/emdr-psicologos">Curso EMDR Crianças</a> aqui…</p>

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		<title>Passado, presente e futuro do EMDR</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 16:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[emdr]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta entrevista, com Francine Shapiro, que criou e desenvolveu o EMDR poderá viajar no tempo e conhecer a história e evolução do EMDR, desde o seu surgimento até às descobertas mais recentes e aplicações actuais. Poderá ainda conhecer as direcções futuras, no que respeita à investigação e ao desenvolvimento clínico. Shapiro reflecte sobre as tradições psicológicas que sustentam o desenvolvimento do EMDR e o Modelo Adaptativo de Informação (AIP), assim como as suas implicações nas actuais aplicações. Nesta entrevista Shapiro reflecte sobre o racional da aplicação do EMDR numa grande variedade de perturbações e sobre a sua integração com outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div id="attachment_2034" class="wp-caption alignleft" style="width: 97px"><img class="size-full wp-image-2034" title="Francine Shapiro" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/09/Francine-Shapiro-cropped.jpg" alt="Francine Shapiro" width="87" height="120" /><p class="wp-caption-text">Francine Shapiro</p></div>
<p>Nesta entrevista, com Francine Shapiro, que criou e desenvolveu o EMDR poderá viajar no tempo e conhecer a história e evolução do EMDR, desde o seu surgimento até às descobertas mais recentes e aplicações actuais. Poderá ainda conhecer as direcções futuras, no que respeita à investigação e ao desenvolvimento clínico.</p>
<p>Shapiro reflecte sobre as tradições psicológicas que sustentam o desenvolvimento do EMDR e o Modelo Adaptativo de Informação (AIP), assim como as suas implicações nas actuais aplicações. Nesta entrevista Shapiro reflecte sobre o racional da aplicação do EMDR numa grande variedade de perturbações e sobre a sua integração com outras abordagens terapêuticas. Alguns dos assuntos abordados são o papel dos movimentos oculares, o uso do EMDR em veteranos de guerra e temas de vinculação. Há ainda lugar à referência das principais características diferenciadoras do EMDR que permitem que seja usado na intervenção em crise em todo o mundo.</p>
<p>Não há nada como mergulhar nesta entrevista rica em informação útil. Para “abrir o apetite” deixamos algumas citações desta entrevista…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Foi fascinante observar como quando trazia à memória pensamentos perturbadores e movia os meus olhos de determinada maneira, os pensamentos desapareciam ou se dissipavam. A questão era “Com que tipos de pensamento funcionaria?” e por isso continuei a experimentar comigo por mais algum tempo, mas depois quis ver se poderia funcionar com mais alguém.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Percebi que em vez de pensar em termos de dessensibilização isoladamente, deveria começar a pensar em termos de processamento da informação.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>É seguramente aceite em todo o mundo como um tratamento para o trauma com apoio empírico.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Aquilo que o EMDR e o modelo de processamento da informação adaptativo oferecem é uma redefinição do trauma.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Gostaria de o ver disponível em todas as comunidades, em todo o mundo, pela necessidade de se reconhecer que o dano é causado não apenas pela privação física, mas também pelos efeitos na saúde mental de desastres naturais ou causados pelo homem que surgem globalmente.</em></p>
<p><em>Gostaria de ver a investigação realizada em todas as áreas de diagnóstico para que os efeitos do tratamento pudessem ser verificados de forma apropriada e que fosse usado onde ficasse demonstrada a sua eficácia, assim como que estivesse disponível para qualquer pessoa que necessitasse.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se procura trabalhar a sua saúde mental para além do foco no que é negativo, mas também trabalhar as situações que compõem o seu bem-estar, não deixe de conhecer o que o EMDR pode fazer por si.</p>
<p><a href="../../../../../sobre-a-vida/optimizacao/emdr-desenvolvimento">http://oficinadepsicologia.com/sobre-a-vida/optimizacao/emdr-desenvolvimento</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se for Psicólogo, não deixe de conhecer o que o EMDR pode fazer pelos seus pacientes.</p>
<p><a href="../../../../../escola-pratica-psicologos/emdr-psicologos">http://oficinadepsicologia.com/escola-pratica-psicologos/emdr-psicologos</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lubert, M., &amp; Shapiro, F. (2009). Interview with Francine Shapiro: historical overview, present issues, and future directions of EMDR. <em>Journal of EMDR Practice and Research, 3(4), 217-231.</em><br />
<a href="http://oficinadepsicologia.com/PDF/interview_shapiro.pdf" target="_blank"><img src="http://www.oficinadepsicologia.com/picts/pdf_icon.gif" border="0" alt="Download PDF File" width="34" height="34" /> Entrevista com Francine Shapiro </a><br />
Publicado com permissão de Faculty of the Trauma Center em Justice Resource Institute (<a href="http://www.traumacenter.org" target="_blank">www.traumacenter.org</a>)</p>
<p><em><br />
</em></p>

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		<title>Vinculação, regulação e competência</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 14:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[vinculação]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando uma criança sofre um trauma complexo ela é exposta a ambientes marcados por stressores múltiplos e crónicos. Frequentemente, estes stressores existem no seio de contextos cuja expectativa é serem a fonte primária de segurança e estabilidade da criança. A influência cumulativa destas experiências produz efeitos imediatos e a longo prazo, ao nível comportamental, funcional e da saúde mental. O consenso é cada vez maior sobre as vulnerabilidades resultantes do trauma crónico e com início precoce. Vulnerabilidades essas que afectam diferentes domínios: cognitivo, afectivo, comportamental, fisiológico, relacional e auto-estima. Enquanto no decurso do seu desenvolvimento a maioria das crianças tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando uma criança sofre um trauma complexo ela é exposta a ambientes marcados por <em>stressores</em> múltiplos e crónicos. Frequentemente, estes <em>stressores </em>existem no seio de contextos cuja expectativa é serem a fonte primária de segurança e estabilidade da criança.</p>
<p>A influência cumulativa destas experiências produz efeitos imediatos e a longo prazo, ao nível comportamental, funcional e da saúde mental. O consenso é cada vez maior sobre as vulnerabilidades resultantes do trauma crónico e com início precoce. Vulnerabilidades essas que afectam diferentes domínios: cognitivo, afectivo, comportamental, fisiológico, relacional e auto-estima. Enquanto no decurso do seu desenvolvimento a maioria das crianças tem oportunidade de investir as suas energias no desenvolvimento de várias competências, as crianças vítimas de trauma complexo focam-se na sobrevivência.</p>
<div id="attachment_1489" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1489" title="Download" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/07/Fotolia_28497387_XS-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Download</p></div>
<p>Os especialistas estão de acordo relativamente ao facto do tratamento eficaz do trauma complexo na juventude dever contemplar seis objectivos centrais: segurança, auto-regulação, processamento auto-reflexivo de informação, integração da experiência traumática, vinculação e promoção do afecto positivo. Além disso, várias variáveis devem ser consideradas, como competências desenvolvidas e em défice, forças e vulnerabilidades familiares, recursos e necessidades internas e externas.</p>
<p>O papel do stress traumático na modelagem do desenvolvimento precoce e a exposição ao trauma interpessoal complexo é qualitativamente diferente de outras formas de trauma. As crianças vítimas de trauma necessitam de uma abordagem de intervenção flexível. O modelo ARC (<em>Attachment, Self-Regulation, and Competency)</em> foi desenvolvido em resposta às experiências de vulnerabilidade impostas pelo trauma complexo, com o objectivo de construir ou restaurar competências diversas, normalmente adquiridas ao longo do desenvolvimento, identificar e potenciar recursos internos, familiares e sistémicos e promover as bases para o crescimento contínuo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Através da leitura do artigo <em>Attachment, Self-Regulation and Competency</em> poderá ficar a conhecer o modelo de intervenção ARC. Este modelo enfatiza a importância da compreensão e da intervenção da criança no seu contexto, defendendo uma filosofia de mudança sistemática condutora a resultados eficazes sustentáveis. Através do desenvolvimento de competências, estabilização da angústia interna, e do reforço da segurança do sistema cuidador, este modelo de intervenção procura generalizar ferramentas que potenciem a resiliência.</p>
<p>Kinniburgh, K., Blaustein, M., Spinazzola, J. &amp; Van der Kolk (2005). Attachment, self-regulation, and competency. <em> Psychiatric Annals</em>, 35(5), 424-430.</p>
<p><a href="http://oficinadepsicologia.com/PDF/arc.pdf" target="_blank"><img src="http://www.oficinadepsicologia.com/picts/pdf_icon.gif" border="0" alt="Download PDF File" width="34" height="34" /> Attachment, Self-Regulation and Competency </a><br />
Publicado com permissão de Faculty of the Trauma Center em Justice Resource Institute (<a href="http://www.traumacenter.org" target="_blank">www.traumacenter.org</a>)</p>

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		<title>Intervir no Trauma Complexo</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 15:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>

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		<description><![CDATA[A exposição ao trauma complexo resulta na perda de competências fulcrais para a auto-regulação e relacionamento inter-pessoal. Crianças expostas ao trauma experienciam, frequentemente, problemas ao longo da vida que as coloca em risco de se exporem a novas situações traumáticas e de acumularem danos pessoais (por exemplo, doenças psiquiátricas, comportamentos aditivos, problemas de carreira, legais ou familiares). O trauma complexo tem impacto em diferentes domínios: vinculação, biologia, regulação das emoções, alterações de consciência, controlo do comportamento, cognição e auto-conceito. Especialistas na área do trauma infantil destacam seis componentes fulcrais da intervenção no trauma complexo, contemplando os domínios afectados. Segurança. Instalação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div id="attachment_1489" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1489" title="Download" src="http://oficinadepsicologia.com/wp-content/uploads/2011/07/Fotolia_28497387_XS-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Download</p></div>
<p>A exposição ao trauma complexo resulta na perda de competências fulcrais para a auto-regulação e relacionamento inter-pessoal. Crianças expostas ao trauma experienciam, frequentemente, problemas ao longo da vida que as coloca em risco de se exporem a novas situações traumáticas e de acumularem danos pessoais (por exemplo, doenças psiquiátricas, comportamentos aditivos, problemas de carreira, legais ou familiares).</p>
<p>O trauma complexo tem impacto em diferentes domínios: vinculação, biologia, regulação das emoções, alterações de consciência, controlo do comportamento, cognição e auto-conceito.</p>
<p>Especialistas na área do trauma infantil destacam seis componentes fulcrais da intervenção no trauma complexo, contemplando os domínios afectados.</p>
<p><strong>Segurança.</strong> Instalação e aperfeiçoamento da segurança interna e do contexto.</p>
<p><strong>Auto-regulação</strong>. Melhoria da capacidade de modular a activação e restabelecer o equilíbrio após as alterações nos domínios afectivo, comportamental, fisiológico e cognitivo.</p>
<p><strong>Processamento de informação auto-reflexivo.</strong> Desenvolvimento das capacidades necessárias para a construção de novas narrativas, reflexão sobre as experiências passadas e presentes, antecipação e planeamento, tomada de decisões.</p>
<p><strong>Integração das experiências traumáticas.</strong> Transformação, integração e regulação das memórias traumáticas e das sequelas psicológicas associadas, tornando-as em memórias mais adaptadas.</p>
<p><strong>Envolvimento relacional.</strong> Reparação ou criação de laços afectivos com significado.</p>
<p><strong>Desenvolvimento do afecto positivo.</strong> Ampliação da auto-estima.</p>
<p>Para além da importância do contexto familiar no risco e na adaptação ao trauma, o risco de exposição ao trauma também pode ser influenciado pelo local onde a criança vive e pelas suas heranças e tradições étnicas e culturais.</p>
<p>Uma criança, vítima de trauma, pode “funcionar” bem em certos domínios (por exemplo, no plano académico), exibindo elevados níveis de <em>stress</em> noutros. As áreas de mestria da criança também podem mudar de acordo com novos desafios de desenvolvimento e com o aparecimento de novos <em>stressores</em>. Os factores que parecem estar ligados à resiliência transparecem os sete domínios afectados pelo trauma complexo.</p>
<p>Alguns estudos preliminares, relativos às abordagens de tratamento, sugerem que as mesmas se devem centrar na promoção do alívio de sintomas, assim como na melhoria das competências emocionais e de gestão emocional.</p>
<p>Consensual é ainda a ideia de que a intervenção deve desenvolver recursos e reduzir sintomas. Deste modo, o tratamento dirigido a crianças e adolescentes, funciona como um programa de prevenção, e não como mera intervenção dirigida a sintomas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cook, A. E colaboradores (2005). Complex Trauma in Children and Adolescents. <em>Psychiatric Annals, </em>35(5), 390-398.</p>
<p><a href="http://oficinadepsicologia.com/PDF/complex_trauma_white_paper.pdf" target="_blank"><img src="http://www.oficinadepsicologia.com/picts/pdf_icon.gif" border="0" alt="Download PDF File" width="34" height="34" /> Complex Trauma</a><br />
Publicado com permissão de Faculty of the Trauma Center em Justice Resource Institute (<a title="Trauma Center" href="http://www.traumacenter.org" target="_blank">www.traumacenter.org</a>)</p>

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