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Lúcia Bragança Paulino

Lúcia Bragança Paulino

Na sua definição básica a auto-estima refere-se à avaliação que um indivíduo faz de si próprio. É assim importante em muitos aspetos da vida de qualquer ser humano.

A baixa auto-estima está intimamente ligada à depressão infantil/juvenil e é um componente chave noutros processos mentais. Por outro lado uma auto-estima elevada tem sido associada a um bom desempenho académico e altos níveis motivacionais, correlacionados com boas capacidades de leitura das crianças. Para além disso, a auto-estima tem sido associada à felicidade e a comportamentos saudáveis.

Os pais são um fator importante para o desenvolvimento da auto-estima da criança visto que é maioritariamente constituída na família, no funcionamento familiar e na relação pais-filho. Um ponto focado no estudo da auto-estima envolve os laços familiares, incluindo a
semelhança entre a auto-estima dos pais e a dos filhos. A auto-estima de uma mãe ou de um pai poderão influenciar a criança através de várias vias, como pelos comportamentos e atitudes dos pais, bem como pelo agir do progenitor como um modelo.

No entanto não é só na família que se encontram fatores influentes a este conceito tão importante no desenvolvimento social. A auto-estima é tanto um traço estável como um estado flutuante, visto que boas e más experiências ocasionais de auto-estima levam a um aumento ou diminuição deste estado.

Também os pares poderão influenciar consideravelmente os níveis de auto-estima de uma criança ou de um jovem adolescente. A ansiedade social diz respeito a um medo persistente e/ou a evitação de situações que pressupõem um elevado nível de avaliação pelos outros com um consequente sentimento de humilhação e vergonha. No mesmo sentido crianças ansiosas tendem a atribuir muita importância ao que os outros pensam a seu respeito. No entanto, até que ponto estas crianças baseiam os seus sentimentos momentâneos de auto-estima pela desaprovação social? Não está claro ainda se esta baixa auto-estima baseada na desaprovação social está diretamente relacionada com ansiedade social ou depressão, mas são vários os estudos que tentam relacionar estes dois fatores.

É sabido que todo o ser humano é motivado pela necessidade de aprovação dos que o rodeiam – a necessidade de pertença. Daí os comportamentos de muitos adolescentes de se influenciarem pela maioria do grupo de pares para que tenha a aprovação destes. Devido a múltiplas alterações do desenvolvimento normal, a ansiedade social aumenta fortemente em pré-adolescentes e adolescentes, estando a auto-estima nesta fase do desenvolvimento num autêntico “limbo”. Cabe aos pais, educadores e restante família, ajudar a fortalecer este auto-conceito, o sentimento de pertença, de bem-estar consigo próprio, para que crianças e jovens se sintam bem com o que são hoje, e com o que esperam ser amanhã.

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