Gravidez tardia

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Cláudia Pereira

Cláudia Pereira

Com o passar dos anos, a mulher foi crescendo e foi ocupando um lugar de destaque nos mais variados papéis da sociedade. Já não é vista como fraca, frágil, que tem como obrigação ficar em casa a tomar conta dos filhos. A mulher passou a integrar o mercado de trabalho não descurando o facto de continuar a ser a principal agente na prestação e cuidados. Assim, ao contrário do que aconteceu nas gerações anteriores, ser mãe deixou de ser a prioridade da mulher, nem sempre por falta de vontade, mas muitas vezes devido a diversos factores, entre eles o facto de dar prioridade à carreira, à estabilidade no trabalho, à segurança financeira e ao desejo de alcançar um relacionamento estável.

De acordo com Vanessa Cunha, investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, na pesquisa intitulada “A intenção de ter crianças e o adiamento em tempos de incerteza”, que deverá ser concluída em 2014, “deixar a decisão de ser mãe e pai para mais tarde resulta principalmente de uma insegurança financeira somada à precariedade económica e dificuldades ligadas ao custo de educação dos filhos”.

A Organização Mundial de Saúde, bem como o Ministério da Saúde, definem como “gravidez tardia” a que ocorre nas mulheres com mais de 35 anos.

Na verdade, e comprovando o que foi dito, no período de 2000 a 2010 a idade média da mulher portuguesa no nascimento do primeiro filho variou entre os 26,5 anos e os 28,6, (Instituto Nacional de Estatística, 2010).

Do ponto de vista fisiológico, os médicos afirmam que a melhor idade para se ter um bebé é dos 20 aos 30 anos. Entre os riscos da gravidez tardia encontram-se o aumento da incidência de abortos, as anormalidades fetais, a hipertensão, a diabetes, os partos prematuros, o baixo peso do bebé ao nascer. Existem mulheres que se preocupam com a distância de idades entre a mãe e filho, e de os filhos poderem fazer a comparação com as mães dos amigos. Há também o receio de ficarem doentes e de não conseguirem educar os filhos. No entanto existem igualmente muitas vantagens numa gravidez após os 35 anos, nomeadamente o facto de o filho poder ser mais desejado, ser uma gravidez mais planeada, a relação do casal pode ser mais equilibrada, pode existir maior segurança na educação da criança, maior estabilidade financeira. Existe uma maior experiência de vida e uma identidade mais consolidada, fazendo com que a mulher esteja mais preparada para aceitar o bebé como um indivíduo separado dela e com características próprias, promovendo com mais êxito o seu desenvolvimento emocional.

Já teve de adiar a sua decisão de ser mãe? Como foi a sua experiência na gravidez tardia?

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