Já é tempo de deixar as fraldas?

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Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

Deixar as fraldas não tem data marcada. Há crianças que o fazem muito cedo, quase sem qualquer tipo de treino, quase mesmo sem que os pais se apercebam e outras demoram mais tempo, precisam de alguns incentivos e um treino para que o consigam fazer. Geralmente, entre os 12 e os 24 meses amadurecem os músculos dos esfíncteres. Ao longo desse período é um momento para, acompanhando o ritmo  do seu filho, proporcionar condições para progressivamente ir largando as fraldas.

E como sei que é o momento certo?

Há certos sinais manifestados pela criança que servem como pistas indicadores da  maturidade dos músculos dos esfíncteres: a criança demonstra consciência acerca das suas necessidades, antes de fazer, agachando-se e/ou escondendo-se, já não defeca durante a noite, consegue manter a fralda seca durante longos períodos de tempo, por vezes até durante a sesta; urina em grandes quantidades e menos vezes e não pouco de cada vez e muitas vezes; começa a ter hábitos regulares relativamente às idas à casa de banho, já consegue despir-se sozinho, baixar as calças, tirar a fralda ou baixar e subir as cuecas.

Simultaneamente, ao nível do seu desenvolvimento cognitivo e da linguagem, há certas aquisições que indicam que poderá ser um bom  momento para começar a largar as fraldas, entre elas: começa a dominar o vocabulário envolvido no processo de deixar as fraldas, o qual pode ser variável conforme as famílias, desde que confortável e dominado pela criança; já compreende instruções complexas, com várias etapas (como por exemplo: “- Vai buscar o casaco e põe em cima do banco.”), demonstra vontade em imitar o comportamento dos mais velhos e repetir o que dizem.

A nível emocional e social manifesta desejo de agradar aos pais, já revela alguma autonomia e auto-controlo, um desejo em ser como os outros, fazer tudo como as crianças mais velhas, para ser crescido e se sentir integrado.

É essencial que perante a exibição de alguns destes indicadores, nos diversos contextos do seu filho (creche, casa, casa dos avós…) haja uma consistência no que se refere às práticas de promoção do controlo dos esfíncteres.

Em todo o desenvolvimento do seu filho é fundamental que, apesar de poder atender a linhas orientadoras do desenvolvimento, tenha sempre presente que as crianças são todas diferentes e únicas, com tempos diferentes para as suas aquisições, pelo que deve sempre respeitar o tempo do seu filho e perceber quando ele estará realmente preparado.

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