Manual de instruções de um adolescente?

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Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

Ter filhos adolescentes é um desafio a tempo inteiro. Sabemos como os pais têm uma tarefa difícil em gerir a rebeldia dos adolescentes que têm em casa, que ainda ontem se escondiam atrás das pernas dos pais com a chucha na boca e a pedir um colo e hoje de piercing no lábio batem com a porta porque o Facebook não funciona. Não é fácil, mas não impossível! A pensar em si, pai, mãe, avó, tio ou tia de um adolescente deixamos-lhe estas “dicas de bolso”, certamente facilitadoras da comunicação de pais e filhos:

–  Sempre que tenha uma divergência com o seu filho adolescente e se estiverem demasiados nervosos, não têm tempo ou porque estão num local inadequado, tente sempre adiar a conversa combinando com o seu filho o momento adequado para o fazer;

–    Ao abordar com o seu filho adolescente um problema ou conflito procure adequar a sua linguagem, inibindo ao máximo um discurso meramente acusatório de atribuição ao seu filho da responsabilidade total pelo problema, tentando encontrar uma abordagem que não o culpe somente a ele, mas assumindo a sua responsabilidade na manutenção do problema. Por exemplo, em vez de dizer: “ – És egoísta… Estou sempre a dizer-te para dividirmos as tarefas, mas tu só pensas em ti e fica todo o trabalho para mim!”, experimente dizer: “ – Tenho acabado por fazer eu as tarefas todas que tínhamos combinado dividir e por isso não tens necessidade de as fazer?”

–    Ao expor a sua perspectiva procure sempre falar na primeira pessoa, especificando o mais possível o problema e expressando a sua emoção face ao problema. Por exemplo: “- Quando chego a casa e percebo que não arrumaste os livros como tínhamos conseguido acordar, sinto-me desanimada.”;

–    Procure escutá-lo ativamente, sem o julgar, mostrando que está disposto a compreender os pontos de vista que o seu filho apresenta, as suas necessidades, objectivos e interesses, mostrando-lhe assim o que também espera da parte dele, que compreenda as suas necessidades e pontos de vista e que está aberto para chegar a um acordo, esperando o mesmo da parte dele;

–    Sempre que consigam chegar a um acordo e estabeleçam soluções para os problemas, avaliem em conjunto se tais soluções são viáveis e se não criam novos problemas;

–    Após ambos chegarem a conclusões relativamente às soluções, é essencial que em conjunto estabeleçam um plano de como cada solução poderá ser implementada, estabelecendo as responsabilidades de cada um, quando deverão voltar a conversar para reavaliar a situação, quando começam a implementar cada solução.

E que tal experimentar com o seu adolescente?

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