Medicação e psicoterapia rumo a um futuro em sintonia

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Ana Sousa

Ana Sousa

Várias vezes ao longo dos tempos muitas pessoas se têm vindo a questionar sobre a escolha entre medicação e psicoterapia. Em certos casos, a escolha passa pela utilização de ambas. A medicação visa sempre restabelecer um equilíbrio no nosso corpo, que pode beneficiar o trabalho em terapia.
Quando temos dores e tomamos analgésicos estamos a aliviar o sintoma e não a causa: poderemos ter de encontrar outras formas de cuidar melhor do nosso corpo ou estaremos sempre a recorrer a essa medicação. No domínio psicológico, podemos fazer o mesmo paralelo: se está deprimido/a, a medicação pode ser um bom estabilizador mas aquilo que originou essa não é alterado com a medicação. Estamos a falar de fracas capacidades de relacionamento interpessoal, de padrões de pensamentos negativos, de demasiada centração no bem-estar dos outros e não no nosso, dificuldades em perceber e estabelecer limites perante os outros ou fraco controlo de impulsos.

A medicação pode ser importante sim para condições mais sérias, mas não é desejável que seja a longo prazo. A psicoterapia tem mostrado que se pode ir ganhando recursos que ajudem a tomar acções que melhorem a própria vida.

Noutros casos e com níveis elevados de medicação, não é tão fácil ter acesso às emoções e pode ser aconselhável diminuir a medicação. Isso pode acontecer para que se consiga ir crescendo por dentro, dando significado ao que se sente, perceber e reaprender que é possível emocionar-se sem sobrecarga no sistema.

Cada caso deve ser analisado com cuidado, percebendo se os recursos que existem podem permitir apenas trabalho psicoterapêutico ou beneficiar de um estabilizador do humor a par com a terapia.

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