Memorizando

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Ana Sousa

Ana Sousa

Melhorar a memória é mais fácil do que pode parecer. As pessoas muitas vezes olham para a memória como algo estático e inalterável. Mas não é – pode melhorar a sua memória tal e qual como melhora os conhecimentos de matemática ou de uma língua estrangeira, simplesmente praticando.

Existem dois tipos de memória – memória a curto e a longo prazo. A memória a curto prazo e a memória que o cérebro utiliza quando tem de guardar pequenos pedaços de informação que são precisos num curto espaço de tempo, como o nome de alguém que se conheceu pela primeira vez e com quem se vai manter uma conversa. Os estudos têm demonstrado que a memória a curto-prazo tem capacidade para sete pedaços de informação, depois disso algum tem de ir embora. A memória a longo prazo serve para informação que não se precisa no instante seguinte. Um momento memorável da nossa vida, acontecimentos com a família e os amigos e outras situações similares ficam guardadas na memória a longo prazo.

A memória está intimamente ligada ao cérebro e é nele que existe!

Por isso, tratar do cérebro é também tratar da nossa memória: exercício físico e envolver-se em actividades novas e estimulantes para o cérebro como a construção de puzzles e quebra-cabeças é também benéfico para a memória, uma vez que aumenta a saúde do cérebro.

Ter ciclos de sono saudáveis e ter uma alimentação adequada são também factores importantes a ter em consideração, nomeadamente alimentos ricos em ómega 3 e algumas vitaminas.

Melhorar a memória

1. Focar-se nas coisas – muitas pessoas estão tão envolvidas em várias actividades ao mesmo tempo, que muitas vezes não fazem a única coisa que vai de facto melhorar a sua memória – tomar atenção à tarefa que está a fazer ou à informação que está a receber. Isto é muito importante porque o nosso cérebro precisa de tempo para codificar a informação de forma apropriada. Se a informação não chega a entrar na memória, não será possível recuperá-la mais tarde. Se é preciso memorizar alguma coisa, ponha as várias tarefas que tem em mãos de lado por uns momentos.

2. Cheire, toque, saboreie, ouça e veja as coisas que tem de memorizar – Quanto mais sentidos se usar quando se está a codificar uma memória, mais fácil será recordá-la e mais forte se tornará. Por isso, algumas memórias da nossa infância se tornam tão fortes, as crianças são especialmente boas a explorar o mundo com todos os sentidos. Se é preciso recordar o nome de alguém pela primeira vez, sele o momento em que conheceu essa pessoa com um aperto de mão, estará a usar mais do que um sentido na codificação da memória.

3. Repita a informação – Uma das razões pelas quais as pessoas que querem memorizar informação a repetem vezes sem conta é porque a repetição parece funcionar para a maior parte das pessoas, em vez de se atolar de informação. Em vez disso, repita a informação durante algum tempo para que melhor a consiga recordar depois.

4. Condensar a informação – Alguma informação será melhor memorizada e armazenada se for compilada e agrupada com outra informação relevante no mesmo tópico. Divida a informação total em vários pedados agregados e memorize esses pedaços em vez de memorizar todas as informações como peças únicas.

5. Organize a informação – O nosso cérebro gosta de informação organizada. É por isso que os livros têm capítulos e as ideias-chave são aconselhadas quando se esta a estudar sobre determinado tópico. Ao organizar a informação que é necessário guardar, está a fazer com que o cérebro tenha mais facilidade em codificar essa informação em primeiro lugar.

6. Aprenda da forma que funcionar melhor consigo – As pessoas tendem a pensar que o que funciona para umas pessoas, funciona para todas. Isto não é verdade – pessoas diferentes utilizam métodos diferentes para apreender novas informações. Utilize o estilo que se adapta a si, mesmo que não seja o estilo mais utilizado por outras pessoas. Por exemplo, algumas pessoas gostam de ir escrevendo à medida que estão a aprender coisas novas. Outras preferem gravar o que estão a ouvir e voltar atrás para tomar notas detalhadas num momento posterior.

7. Ligue os pontos – Em alguns momento, quando estamos a aprender, esquecemo-nos de fazer associações com aquilo que já sabemos. Estudos têm mostrado que a memorização é tanto mais fácil quanto mais associações forem feitas com o que está armazenado. Por exemplo, pense na forma como as coisas se relacionam com o que já sabe e a sua memória sairá reforçada

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