Mudar ou não mudar, eis a questão

Cláudia Sintra Vieira“Quando as coisas parecem que estão a caminhar bem … vem alguma coisa e muda tudo!”

“Não sei se vou conseguir lidar com estas mudanças!”

“E agora que faço eu? Como vou dar resposta a estes desafios que podem mudar toda a minha vida? Estarei à altura?”

 

 

Estas são algumas das questões que habitualmente todos nós, em algum momento das nossas vidas, fazemos por diversas razões. Ou porque achamos que são mudanças que irão provocar grandes alterações nas nossas vidas, ou porque pensamos que não estamos à altura para dar resposta às mesmas, ou ou ou … e a nossa cabeça continua a dar justificações e obstáculos que nos impedem de olhar para a mudança como um processo fundamental para o nosso crescimento e desenvolvimento pessoal.

Na realidade, o que seria de nós se não existisse mudança? Ao não aceitarmos a mudança correríamos o risco de sermos metódicos, rotineiros e inflexíveis, num mundo que a todos os minutos está em constante modificação.

Apesar de poder provocar medo, preocupação e ansiedade a mudança pode também possibilitar novos desafios, novas formas de viver a vida … novas oportunidades para conhecer o mundo interior e exterior, para aprender e educar o seu cérebro a criar novas redes neuronais e contrariar a tendência negativista do mesmo.

 

[h2]O que pode fazer para lidar com um processo de mudança?[/h2]

 

Relembre-se da máxima: “Devagarinho se vai ao longe”. Não queira que aquilo que ontem ambicionou mudar, se concretize sem dificuldades hoje. O processo de mudança, tal como tudo, leva o seu tempo, portanto tudo aquilo que prometa mudanças rápidas e sem esforço … não são verdadeiras mudanças.

 

Sim, todos nós transportamos em nós a nossa “bagagem emocional”. O que significa isto? Que todos temos as experiências, significações, aprendizagens passadas, que têm impacto na forma como pensamos, sentimos e nos comportamos. Que são fruto de um passado, o qual já não existe! Portanto quando mais enredado/preso ficar a experiências negativas poderá dificultar e/ou minar o seu envolvimento em mudanças valorizadas. O passado não tem que ser um reflexo do hoje!

 

Obstáculos emocionais. Muitas vezes sentimos que emoções negativas como a tristeza, a raiva, parecem ser obstáculos dolorosos quando queremos mudar. Contudo, não se esqueça que a mudança envolve estar com as suas emoções, aceitá-las, pois estas também fazem parte da experiência, sejam positivas ou negativas.

 

Acredite em si! Não ‘compre’ os pensamentos que muitas vezes lhe dizem que não vai conseguir mudar ou que a mudança não serve para nada. Não dê razões a si mesmo para desistir, relembre-se que o caminho faz-se caminhando!

Expresse aquilo que sente sem medos. Tentar por de parte um objeto que não gosta é possível, mas fazer o mesmo com a sua experiência interna não resulta! E quando exteriorizamos as coisas, por vezes, deixam de ter o peso que lhe colocámos.

 

Em determinados momentos opte pelo desconforto para obter conforto. Estranho?!

Há momentos em que é adequado, ajustado e funcional fazer coisas que nos custam, que são difíceis e que nos geram alguma dor e mal-estar, para que o bem-estar possa surgir. E é isto que acontece num processo de mudança, muitas vezes temos que tomar decisões que acarretam riscos e que fogem da nossa zona de conforto para dar lugar a outras oportunidades.

 

Humor. O sentido de humor permite sermos flexíveis e conseguirmos perspetivar as coisas com algum distanciamento e suavidade – Não faça uma tempestade num copo-d’água!

 

Se não está bem, se quer alterar isso … Faça diferente, percorra caminhos desconhecidos, contribua para a mudança e sobretudo permita-se a ser feliz!

 

O seu cérebro agradece!

 

E tal como António Variações dizia: “Muda de vida se tu não vives satisfeito/ Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar (…)”!

2015-12-27T16:25:40+00:00 Dezembro 27th, 2015|Cecília Santos, Desenvolvimento Pessoal, Reflexões|