Nas encruzilhadas da autonomia

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

Tânia da CunhaAinda que, de algum modo, sejamos dependentes de outras pessoas, não há razão para que tal dependência se amplifique e exijamos que os outros pensem por nós. Sejamos colaboradores mas não servis.

Não podemos ter a nossa própria identidade e ao mesmo tempo ser dependentes dos outros. Quanto mais dependente, mais se tenderá a sê-lo. A dependência, leva a uma diminuição de confiança e a um aumento de ansiedade.

Para que possamos ter segurança em nós próprios podemos dispor de alguns objectivos concretos:

  • Aceitar que, por vezes, estamos sós no mundo e que não é catastrófico apoiarmo-nos em nós próprios e sermos responsáveis pelas nossas próprias decisões.
  • Os fracassos não são coisas terríveis nem têm nada a ver com o nosso valor pessoal.
  • Não rejeitar, de forma rebelde e defensiva, a ajuda dos outros, mas aceitá-la quando a considerarmos realmente necessária.

 

Uma pessoa verdadeiramente autónoma (re) descobre três capacidades: consciência, espontaneidade e intimidade.

  • A pessoa consciente conhece-se a si própria, conhece o seu passado, o que lhe permite uma vivência integral do que acontece aqui e agora.
  • A pessoa espontânea opta. É livre para escolher as atitudes que considera construtivas e rejeitar todas aquelas que impedem a sua autonomia pessoal.
  • A pessoa autónoma não teme ser autêntica para si própria e para os outros. É capaz de experimentar ternura, carinho e afeição. A intimidade não a assusta.

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

0
  Talvez também lhe interesse: