Nomofobia – A doença Moderna

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Cláudia Pereira

Cláudia Pereira

“Temo que um dia a tecnologia ultrapasse a humanidade.

Se isso acontecer seremos uma geração de idiotas”

Albert Einstein

Na tentativa de uma evolução rápida e inesgotável, as novas tecnologias têm acompanhado a evolução do próprio Homem, sendo que este, conhecedor do potencial das mesmas, se tem vindo a tornar cada vez mais exigente e curioso face aos seus limites. Assim, e antecipando alguma possível perda da consciência dos benefícios em detrimento dos custos, Einstein teme que a tecnologia possa mesmo, um dia, vir a ultrapassar a humanidade dando lugar a uma geração de idiotas.

E para os que pensam que isto só acontece aos outros, é talvez altura de reflectir sobre o uso e quiçá abuso de um objeto para muitos já considerado indispensável: o telemóvel. Será, o seu, um caso de nomofobia?

O termo nomofobia tem origem no inglês No-Mo ou No Mobile, que significa sem telemóvel. Trata-se de um termo relativamente recente usado para descrever a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de comunicar, ou se vê incontactável quando está sem o seu telemóvel ou sem outro dispositivo tecnológico.

O que acontece se se aperceber que deixou o telemóvel em casa? Ou se descobre que está num local sem rede? Ou ainda se saiu de casa sem carregar o telemóvel?

Para as pessoas com nomofobia, ficarem impossibilitadas de utilizar o telemóvel pode causar e/ou falta de ar, tonturas, tremores, suores frios, batimentos cardíacos acelerados, dor no peito e até ataques de pânico.

Estas pessoas não conseguem imaginar sair à rua sem o telemóvel, e caso se esqueçam voltam atrás para o ir buscar. É também comum abandonarem o que estão a fazer para atender o telemóvel.

Um estudo elaborado em 2012 pela empresa SecurEnjoy em Inglaterra, verificou que 77% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos sofriam de nomofobia, enquanto que na faixa dos 25 aos 34 anos a sua incidência era de 68%. Este estudo constatou também que 41% dos entrevistados traziam consigo dois telemóveis para nunca ficarem “desconectados”.

Em situações mais graves, este problema pode afetar os relacionamentos interpessoais, havendo um distanciamento do mundo real e consequentemente um maior isolamento do mundo.

E você? Consegue imaginar-se sem o telemóvel?

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