O aperto de mão

Sempre fiz questão de cumprimentar todos os meus pacientes com um aperto de mão. Além de ser um acto de cordialidade bem aceite por toda a gente (mesmo na maioria das outras culturas), o aperto de mão dá-nos muita informação útil acerca da pessoa.

Um aperto de mão frio e húmido indica-nos uma pessoa ansiosa. Na verdade, as pessoas ansiosas têm níveis de adrenalina mais elevados, o que faz com que o sangue (que é quente) se desloque mais para os orgãos vitais (coração, pulmões), deixando a pele menos irrigada e mais fria. A mesma adrenalina faz suar mais e, por vezes, tremer.

Se a pessoa estiver segura de si, o aperto de mão é firme e sentimos a nossa mão “bem apertada”. Se apertar demais, é provável que a pessoa esteja demasiado tensa/nervosa! Quando se está inseguro e com medo, o aperto de mão é “mole” e fugidio. Quem é que não teve um daqueles apertos de mão em que só apanha a ponta dos dedos?!

Quando as pessoas se conhecem pouco ou têm um trato mais formal, habitualmente só usam uma mão no aperto de mão. O uso da segunda mão a tocar no antebraço ou no braço já indicia maior proximidade e mais afecto. Um aperto com duas mãos (típico de quando se “fecha um contrato”) em regra simboliza a criação “de um laço”, uma nova ligação.

 

Surpreendido com o que um simples aperto de mão diz de si?

Tem estado atento aos seus apertos de mão?

Filipe Freitas PintoFilipe Freitas Pinto

Coordenador da Unidade de Psiquiatria

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2016-04-18T11:57:17+00:00 Abril 18th, 2016|Artigos, Psiquiatria|