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O “eu” e o “tu”

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Cristiana Pereira

Cristiana Pereira

Certamente que em determinada altura na sua relação se questionou sobre as razões pelas quais escolheu essa pessoa em particular e não outra. Nesta nova etapa as suas imperfeições começam a esboçar-se diante dos nossos olhos, ou seja, começam a ser visíveis aquelas coisas de que não gostamos muito mas que começamos a encarar a possibilidade de conviver com elas. As razões que nos podem levar a tomar uma decisão são variadas e dependem de pessoa para pessoa.

Podemos encontrar nessa pessoa a segurança de que estamos a precisar nesse momento ou sentimos que nos oferece apoio emocional, que com ela podemos partilhar os nossos problemas, que nos dá atenção e nos faz sentir valorizados. Ou então, o que nos une a essa pessoa é uma incrível atracção sexual, um sentimento apaixonado que não conseguimos explicar. Pode ser o facto de nos identificamos com as suas crenças ou pensamos que tem ideias e projectos muito semelhantes aos nossos e que poderíamos criar com ela um projecto de vida em comum. Enfim, sentimos que é a pessoa ideal com a qual poderemos formar uma família, que seria agradável passar toda a vida a seu lado, ter filhos, envelhecer.

Existem inúmeros motivos sobre os quais se pode basear a decisão de viver com alguém. No entanto, quando começa a convivência, surgem os conflitos.

Muitas vezes, estes originam-se porque o companheiro não cumpre as expectativas que tínhamos ou não corresponde à fantasia que imaginámos sobre a vida em comum. Se não estivemos atentos aos conselhos que nos chegam do nosso cérebro emocional, é provável que nos empenhemos em acreditar que os sonhos se vão realizar porque a nossa lógica nos diz que assim deve ser. Mas se utilizamos a empatia desde o início da relação, poderemos ter mais certezas sobre quem estamos e o que podemos esperar da vida em comum.

Em certas circunstâncias, cada membro do casal evolui em sentido divergente e, ao cabo dos anos, a distância que se estabeleceu entre ambos é enorme. Os interesses já não são os mesmos, a atracção diminui e a ruptura é adiada por medo de magoar ou porque não se sabe o que fazer com a própria vida. Por isso, quem não está suficientemente adormecido pela rotina pode sentir a necessidade de experimentar todas aquelas emoções que viveu durante a doce etapa da paixão. E este desafio é algo que poderá ser trabalhado pelo casal através da comunicação entre ambos.

Será que está a ver o que acontece na  sua relação? Na Oficina em  Terapia de Casal “acordamos” as emoções e “trabalhamos” a comunicação a dois. Se têm estado “adormecidos” na relação ou querem evitar “adormecer” não hesitem em trabalhar o “nós”, para um futuro sólido.

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