O grito silencioso

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O Silêncio!

Do silêncio faço um grito

O corpo todo me dói

Deixai-me chorar um pouco.

De sombra a sombra

Há um Céu…tão recolhido…

De sombra a sombra

Já lhe perdi o sentido.

Ao céu!

Aqui me falta a luz

Aqui me falta uma estrela

Chora-se mais

Quando se vive atrás dela.

E eu,

(…)

(Amália Rodrigues)

Joana Leão

Joana Leão

O grito pode ser uma expressão exteriorizada de emoções… Quando gritamos há um movimento para o exterior de qualquer coisa que nos permite experienciar alguma calma e tranquilidade num momento posterior… É como se fosse libertador o expurgar algo que não nos estava a fazer falta, ou por outra nos estava a sufocar…

Mas existem gritos silenciosos…

Não pretendo determinar, nem poderia ter essa pretensão, quais os mais dolorosos ou categorizar de outra forma, mas a expressão de algo de forma contida ou implícita é algo demasiado severo para o ser humano… Transforma-nos no efeito “panela de pressão”… Estamos em “ebulição” e quando “fervemos” se o “pipo” não funcionar, lá vai a cozinha “pelo ar”… e a destruição em redor é evidente!

Mas o silêncio, esse que é por vezes tão difícil de suportar… criando constrangimentos, despertando emoções que se querem evitar, é de extrema importância organizativa do ser humano! Permite restruturar a experiência e delinear estratégias futuras…

Por acreditar veemente nesta premissa, tento ter sempre presente o quanto é imperativo aprendermos a estar em silêncio sem experienciarmos tristeza ou angustia!

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