O impacto dos super-heróis nas crianças

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Vera Lisa Barroso

Vera Lisa Barroso

Os heróis podem ser maus exemplos para as crianças?!?!



Quer levar os seus filhos ao cinema? Hoje em dia pode evitar surpresas desagradáveis. Os heróis dos filmes tendem, muitas vezes, a subestimar o perigo e mostrar o que muitas vezes é proibido para os nossos filhos …

Vamos avaliar o impacto das imagens nas crianças e dar-lhe métodos para preservar as suas crianças. As crianças absorvem tudo o que ouvem ou vêem. Para que as imagens não causem perturbações de desenvolvimento ou comportamento, aqui ficam algumas informações essenciais:

Os Heróis são muitas vezes Heróis perigosos, porque as crianças percebem as imagens de forma diferente dependendo da sua idade e nem sempre tudo é positivo:

Uma criança de 3 a 6 anos ainda não diferencia entre imagens de ficção e imagens reais. Assim, a criança pode assimilar as cenas assustadoras como eventos reais e ficar zangada, não tendo a capacidade de expressar sentimentos.

– Crianças entre os 6 e 10 anos são já capazes de diferenciar a realidade da ficção. Começam a entender o significado das imagens, falam no filme e fazem comentários. Também tentam imitar alguns gestos para mostrar que elas entenderam o significado das imagens. Aqui o risco surge, se a criança imita situações perigosas ou imprudentes.


 – Crianças com mais de 10 anos são menos supervisionadas pelos pais e tendem a ver filmes que não são apropriados para a sua idade, com cenas de violência explícita.
 O principal risco é que as crianças podem encontrar semelhanças entre si e as personagens dos filmes. Neste caso, as ações do herói podem tornar-se um exemplo. A criança pode colocar a sua saúde em risco ou mesmo a sua vida e dos seus colegas. Imagens de violência podem causar problemas comportamentais a alguns jovens e esses distúrbios podem manifestar-se em pesadelos, , stress ou agressividade.

Para outras crianças, o impacto emocional de imagens violentas traduz-se no risco de desenvolver medo crónico e um sentimento de insegurança.

O que podem os pais fazer?

Para prevenir e evitar comportamentos de risco entre as crianças, os pais podem servir-se de certas estratégias:

• A vigilância – primeiro de tudo, a vigilância é necessária: cada criança percebe as imagens de forma diferente e pode ficar confusa sem se atrever a fazer perguntas aos pais. É por isso que deve sempre assegurar a monitorização dos programas que o seu filho vê;

• O acompanhamento e diálogo – A comunicação com o seu filho também é essencial para detectar se, de alguma forma, ele ficou perturbado com uma imagem, cena ou situação. Conversar com um adulto sobre conteúdos que lhe provocaram medo, pode ajudar a criança a ficar tranquilizada;

• Diversificar as actividades – Além da tela pequena e grande, lembre-se que há outras atividades para ocupar o seu filho. A prática de um desporto será mais benéfica do que ver futebol na televisão.

E agora? Sabe o que está o seu filho a ver na televisão?

Bibliografia:

PEDIATRICS Vol. 125 n º 2 de fevereiro de 2010, pp 290-294 (artigo on-line disponível) 

”Os perigos da tela”, de Rene e Piscina Michael Blind, Editions Jouvence


”As crianças e publicidade televisiva” por Françoise Minot e Lawrence Sophie, Agência para o Desenvolvimento e Media (DDM), documentação francesa, Paris, 2002

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