O mapa não é o território

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Vanessa Damásio

Vanessa Damásio

Geralmente não são os elementos da realidade exterior que nos limitam ou nos fortalecem, mas sim a nossa percepção, o nosso próprio modelo de mundo. Se deseja alcançar os seus objectivos, deverá variar as suas acções, as operações que está a utilizar para os atingir. E enquanto estiver a usar o mesmo procedimento, produzirá sempre o mesmo resultado.

O mundo é uma infinidade de impressões sensíveis. Nós somos capazes de perceber uma pequena parte dessas impressões, instantaneamente filtradas pela nossa experiência – que é única, sendo constituída pela cultura, linguagem, crenças, valores, interesses e suposições. Como seres humanos não conhecemos a realidade, apenas conhecemos a nossa percepção da realidade. Experimentamos e respondemos ao mundo à nossa volta através da visão, da audição, do tacto, do olfacto e do paladar.

Cada um de nós vive a sua realidade, construída pelas próprias impressões e experiências de vida. Actuamos no mundo de acordo com o que dele percebemos, de acordo com o nosso modelo de mundo, o nosso mapa. Construir mapas é uma boa analogia para o que fazemos, é a maneira como damos significado ao mundo, tão vasto e tão rico que, para lhe darmos sentido, precisamos de o simplificar. Os nossos mapas são selectivos, deixam de lado algumas informações ao mesmo tempo que nos brindam com outras, e são de um valor incalculável para que possamos explorar o território, ou seja, a realidade. Normalmente concentramos a nossa atenção nos aspectos do mundo que nos interessam, para que possamos realizar bem o nosso trabalho em direcção aos nossos objectivos. Um lenhador, um artista e um biólogo, ao darem um passeio numa floresta, terão experiências distintas. Nesse sentido, se caminha pelo mundo à procura de soluções, encontrará soluções, se procura problemas, encontrará problemas.

O axioma O Mapa não é o Território significa que:

1. As pessoas respondem às suas percepções de realidade.

2. Todas as pessoas têm seu próprio mapa de mundo. Nenhum mapa de alguém é mais
“real” ou “verdadeiro” que o mapa dos outros.

3. O significado da nossa comunicação é a resposta que obtém de alguém, independentemente da nossa intenção.

4. Os mapas mais “efectivos e ecológicos” são aqueles que dispõem de um número amplo e rico de escolhas, sem com isso significar serem os mais “reais” ou “exactos”.

5. Todos nós possuímos (ou potencialmente possuímos) todos os recursos de que necessitamos para agir de forma eficaz.

6. A mudança resulta da ampliação ou enriquecimento do mapa de mundo de uma pessoa pela utilização de um recurso apropriado, ou a activação de um recurso potencial, para um contexto particular.

Como já referimos, o “mapa” é a realidade subjectiva na qual nós, como seres humanos, criamos, damos significados, sentimos as emoções apropriadas e geramos os comportamentos e a comunicação em resposta ao mundo exterior. Mas essa realidade subjectiva, pessoal, é apenas um modelo, um mapa representativo do mundo exterior, embora não seja a realidade exterior. Da mesma forma que um mapa rodoviário não é a estrada que representa.

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