O medo e a liberdade

O medo e a liberdade

O medo tem destas coisas: tolhe-nos os movimentos, encolhe-nos o mundo, faz-nos mais pequenos. E nem adianta dar-lhe cores mais generosas – chamar-lhe ansiedade, receio ou respeito – e menos ainda encontrar justificações alternativas – da falta de interesse à falta de oportunidade para abordar o que é temido. É medo, mesmo! Em toda a sua brutalidade.

 

Não é que seja mau. O medo está na agenda dos corajosos e protege-nos a vida, por isso, ter medo é sinal de uma inteligência fundamental. O problema surge quando o medo se torna irracional, quando perde qualquer lógica. Ser fóbico a cães não fará muito sentido, desde que se conheçam regras básicas sobre como lidar com eles em segurança. Apavorar-se com uma trovoada também não conhece lógica, sendo certo que a sua vida já não é de deambular pelos campos abertos em noites perigosas de tempestade. E recusar-se a por os pés num avião, reconhecidamente o meio de deslocação mais seguro de todos também carece de argumento lógico.

 

É difícil encontrar alguém que não tenha um qualquer medo forte e irracional. Tão forte, pelo menos, que não lhe condicione um pouco da vida ou lhe afecte o seu pleno usufruto. É isto ou aquilo que deixamos de fazer, aquele sítio que optamos por não visitar, aquele evento que abordamos apenas quando não pode deixar de ser. O medo paralisa e faz-nos duvidar das nossas capacidades para o enfrentar, com prejuízo do exercício da liberdade individual – eu quero ir de A a C, mas se no meio existir um B de que tenho medo, eu não vou. Digo que é o medo que me impediu, mas na realidade fui eu quem decidiu que o medo era mais importante do que cumprir com o que eu quero.

 

Sendo o medo algo de tão universal e que limita de uma forma injustificada tantos dos nossos passos, seria de esperar que é difícil de ser debelado e, por isso, muitas pessoas manterem o seu peso e incómodo durante anos. E, no entanto, curiosamente, com a abordagem certa, o medo esboroa-se com bastante facilidade. Veja o caso da fobia de voo. Cerca de 1 em cada 3 adultos tem um medo elevado de fazer uma viagem de avião. Algumas destas pessoas vêem as suas carreiras limitadas, porque precisariam de viajar para assumir novas posições. Outras fazem férias a uma distância de casa que lhes permita a viagem de carro o que, estando nós aqui num cantinho da Europa, pouco nos deixa para explorar.

 

Porquê? Porque sendo o medo grande, deixa a percepção de ser grande também o trabalho para o erradicar. E isto é apenas um erro lógico, uma partida que o nosso cérebro nos prega, porque a dimensão do medo não se relaciona com aquilo que é necessário fazer para dar conta dele. No nosso exemplo da fobia de voo, a Voar Sem Medo, parceira da Oficina de Psicologia e especialista portuguesa no tratamento das fobias de voo, tem registado 95% de sucesso nestas intervenções, em apenas 3 dias de curso + um voo terapêutico acompanhado.

O medo é cheio de bravata mas, no fundo, tem é um pouco cobarde – assim que o começamos a enfrentar, não tarda a optar por uma retirada estratégica.

Por isso, se o medo lhe aperta a vida, pense que apenas precisa da ferramenta certa: uma intervenção psicoterapêutica especializada que rapidamente seja capaz de o fazer retomar a vida como a quer viver. E conte com os nossos psicólogos, naturalmente 🙂 O mundo é tão mais vasto do que o medo que nos deixa ver.

Votos de que viva a vida em plena liberdade!

PS: Se tiver interesse em resolver uma fobia de voo com a Voar Sem Medo, lembre-se que inscrevendo-se pela Oficina de Psicologia lhe sai mais económico, pelo facto de sermos marcas associadas.

Madalena Lobo
Madalena LoboCEO; Psicóloga Clínica e da Saúde
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2017-03-05T18:53:26+00:00 Agosto 19th, 2015|Ansiedade, Madalena Lobo|
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