Orientação vocacional

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Chegou o 9º ano, chegou o 12º ano e agora?


Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

São diversos os adolescentes (e muitas vezes os pais) que nos contactam sem saber o que podem e querem fazer após a conclusão do 3º ciclo ou do secundário. E nós percebemos! Afinal também passámos por isso e ainda hoje quantas vezes nos é difícil decidir o que realmente queremos fazer e como podemos fazer aquilo que escolhemos.

E ainda mais quando hormonas, borbulhas, dúvidas, tristeza, euforia, receios e notas apimentam todos os dias de quem é adolescente e de quem cresce, também todos os dias.

É por isso que a orientação vocacional pode ser essencial e deve ser um processo completo e que proporcione ao adolescente o que precisa para que a escolha seja a mais ponderada e informada possível. Se será certa? Não sabemos. Mas mais fácil poderá ser.

Mas afinal o que pode ser isso de Orientação Vocacional?

O processo de orientação vocacional é de facto aquilo que o nome diz, uma orientação da vocação ou vocações e como tal pode e deve começar em casa todos os dias, com conversa, pesquisa, oportunidades e experiências.

Em casa? Como?

–          Conversando sempre que pertinente e muito antes do 9º ano sobre o que faz o tio, como vive, como são os dias da mãe e como é estudar o que o primo estuda;

–          Visitando a madrinha que trabalha numa escolar ou o amigo do pai que trabalha num quiosque e vende livros;

–          Pesquisando na Internet o que faz o engenheiro, o que faz a contabilista e o que é preciso para ser bombeiro e que escolas existem e que faculdades poderão haver;

–          Indo a eventos que nos esclarecem o que por aí existe de oferta formativa e visitando as escolas que nos recebem e um dia também as faculdades;

–          Fazendo listas livres de profissões sem qualquer critério e depois hierarquizá-las;

–          Pensando numa profissão e imaginando como será exercê-la, o que será tão bom e o que será difícil.

 

E depois há a orientação vocacional onde os especialistas podem ajudar paralelamente. Como?

Não têm uma bola de cristal, como tal não é uma decisão vocacional, é sim uma orientação. Como tal não há uma resposta certa e única.

Trata-se de um processo constituído pela aplicação de provas de interesses, aptidões e personalidade e uma análise das mesmas, a qual permite dar algumas orientações sobre possíveis áreas formativas e profissionais que poderão ser indicadas para o jovem em questão.

Paralelamente, neste processo poderão ser sugeridas estratégias ao adolescente de pesquisa de cursos, escolas e profissões para que ele própria descubra o que há, se descubra a si e especialmente reflicta e se projecte no futuro, tarefa tão difícil e exigente.

É uma orientação, no auto-conhecimento, no conhecimento do que existe e do que pode fazer que pode ser muito importante e que não dispensa o trabalho contínuo que pode ser feito em casa.

A Oficina de Psicologia faz este trabalho habitualmente, apoiando os adolescentes numa escolha informada e congruente com as suas competências naturais e interesses que norteiam a sua vida.

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