Pânico e EMDR

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Os sintomas aceleração cardíaca; dor ou aperto no peito; sensação de sufoco, dificuldade em respirar; suores, tremores; dormência, formigueiros; tonturas; náuseas, alterações gastrointestinais; sensação de irrealidade ou despersonalização, são lhe familiares, recorrentes e causadores de grande angústia e limitação na sua vida? Então poderá experienciar ataques de pânico.

Na década de 80, os ataques de pânico eram vistos como puramente endógenos, desencadeados por fenómenos neurofisiológicos, acepção valiosa para o desenvolvimento de tratamentos farmacológicos, mas tal tem vindo a dar lugar a uma visão combinada das dimensões genética e psicológica.

O EMDR ao possuir características únicas que lhe permite trabalhar um leque imenso de problemáticas, desde crenças catastróficas, a raiva reprimida e luto, torna-se assim uma forma de terapia válida nos ataques de pânico, e por conseguinte na perturbação de pânico.

Em alguns casos de perturbação de pânico a pessoa experimenta alteração das cognições catastróficas sem o surgimento de questões dinâmicas subjacentes, enquanto noutros casos produzem memórias do trauma anterior. Ou seja, concluiu-se que algumas pessoas não produzem memórias, no entanto com o EMDR tornam-se profundamente relaxadas, com alteração das crenças catastróficas.

Cada pessoa exerce o tipo de processo terapêutico necessário para se recuperar. O EMDR pode revelar-se uma abordagem verdadeiramente centrada no paciente, proporcionando um alívio sintomático rápido através de dessensibilização e alteração de crenças sobre os sintomas em alguns, enquanto propulsora naqueles que necessitam ao longo do caminho de mudança de personalidade mais substancial.

 

Nadler, W. (1996). EMDR: Rapid treatment of panic disorder. [Electronic version].  International Journal of Psychiatry, 6 pp.

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