Pedir

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Catarina Saturio

Catarina Saturio

Conotamos muitas vezes o acto de pedir com ser dependentes, incapazes ou insuficientes.

Num mundo em que contamos cada vez mais enquanto indivíduos (tendo perdido a vida em comunidade, as famílias alargadas, as redes de suporte), a satisfação de algumas necessidades pessoais que eram naturalmente atendidas (pois existia um todo, um bem maior pelo qual era preciso zelar) deixaram de o ser.

Primeiro temos de estar atentos a quais são as nossas necessidades no momento presente, para que possam ser satisfeitas e voltarmos ao equilíbrio. A necessidade dominante no momento provoca um estado de tensão interna que é percebida, delineando uma acção específica que a satisfaça, conduzindo ao objecto adequado capaz de satisfazer a necessidade e restabelecer o estado de equilíbrio do organismo, completando o ciclo de auto-regulação.

Podemos pensar na necessidade de beber água. Primeiro, sinto uma tensão, percebo-a como sendo sede e delineio uma forma de contactar com o meio de modo a poder satisfazê-la: “preciso de ir buscar uma garrafa de água”. De seguida executo a acção que satisfaz a necessidade, ou seja, bebo água. Contactamos com o meio e satisfazemos a necessidade.

Contudo, temos um sem número de necessidades de que não nos apercebemos, não identificamos, ou não nos permitimos contactar com o meio ou com o outro para as satisfazer. Nesse caso a necessidade real não é satisfeita, mesmo que utilizemos estratégias compensatórias para a iludir.

Por vezes a percepção de uma necessidade pode passar por fazer um pedido ao outro. Preciso de um abraço. E podemos pedi-lo. Preciso de desabafar. E podemos procurar alguém que seja nosso amigo e que nos ouça. Estas necessidades implicam o contacto com o outro e implicam pedir ajuda, termos noção de que há coisas que no momento não temos capacidade de realizar sozinhos, ou que são por si só impossíveis de o fazer.

Se olhar para dentro de si neste momento, se olhar para dentro de si a cada momento, verá que existem necessidades que precisam de ser satisfeitas para que possa regressar a um estado de homeostasia (equilíbrio do organismo).

De que precisa neste momento? Talvez quem está ao seu lado possa ajudá-lo.

A Oficina de Psicologia também está aqui para que possa recuperar o seu bem-estar.

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