Pelo seu bem-estar, medite!

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Catarina Barra Vaz

Catarina Barra Vaz

A prática diária de meditação permite-nos relaxar, observarmo-nos e conectarmo-nos connosco próprios de uma forma mais presente, no aqui e agora, com inúmeros benefícios quer na nossa saúde física quer na mental. Esta prática não é exclusiva dos monges budistas e está ao alcance de todos. Basta querer e procurar informação, pois é muito simples e gratuito.

Antes de mais, liberte-se da ideia de que não irá conseguir ou de que é muito difícil e predisponha-se apenas a experimentar, sem pressa e ao seu ritmo.

Existem vários grupos com cursos iniciais de meditação. Quando realizada em casa, é aconselhável escolher um local tranquilo e reduzir a possibilidade de ser interrompido. Poderá usar velas, incenso ou música própria para tornar o local mais acolhedor. Também poderá praticar no campo, na praia ou em jardins públicos, desde que se sinta à vontade para tal.

Vista roupa confortável e sente-se num colchão de ginástica ou em almofadas, com os joelhos a tocarem de lado no chão, os pés em cima das coxas e a coluna direita. Se preferir, poderá sentar-se numa cadeira ou deitar-se. Pode fechar os olhos ou mantê-los abertos.

Comece por um mínimo de três minutos e vá evoluindo. Hoje, além dos cronómetros, existem aplicações para telemóveis que ajudam, com sinais sonoros ou música, a controlar e a aumentar o seu tempo de meditação. É recomendada a prática diária. Poderá, por exemplo, encará-la como a lavagem dos dentes. Com os benefícios que começará a notar sentir-se-á motivado para praticar cada vez mais.

Existem muitas técnicas possíveis e cada pessoa tem a sua predilecta. Aconselho-o a iniciar pelo relaxamento do corpo, depois de estar na posição que escolheu. Relaxe, respire três vezes de forma profunda e concentre-se na sua respiração. Adopte a respiração abdominal, imaginando que está a encher um balão na sua barriga quando inspira (4 segundos) e a esvaziá-lo quando expira (8 segundos). Permaneça neste estado de respiração consciente sentindo o ar a entrar pelas narinas e a sair pela boca entreaberta. Se quiser, pode rotular a sua respiração, dizendo mentalmente “dentro” quando inspira e “fora” quando expira. Vá aumentando o número de respirações ao longo do seu treino.

Após uma semana de meditação com respiração abdominal (que, idealmente, com o treino já lhe é automática), acrescente a seguinte técnica: inicie a sua respiração abdominal e observe os seus pensamentos, emoções ou dados sensoriais (odores, ruídos, imagens, etc.) sem os parar. Eles aparecem, mas deixe-os ir, não se julgue nem os agarre. Se permanecerem mais tempo, não se preocupe, deixe-os ir. Permaneça assim o tempo da sua meditação e sinta-se mindful.

Vá, não hesite, medite!

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