Prevenir para mais saúde

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

Sofia Alegria

Sofia Alegria

Se há coisas de que gosto é do espírito bairrista. As rotinas, os cheiros, os hábitos, as pessoas de sempre. Cumprimentar o Sr. Paulo, o guardião da rua e dos carros, enquanto falamos do cão reguila. Atchimmm. (Ui, um espirro). “Este tempo de Primavera não ajuda”, diz o amigo do Sr. Paulo. “Tenho de tratar disto”, respondo eu.

Ao sair de casa vou à D. Lina. “O costume, menina?”. “Hoje não. Hoje quero um bolo de arroz a acompanhar o café”. Espirro de novo.

– Ainda está assim, menina?

– Não há meio de passar – digo-lhe eu – Já nem tenho mais anti-histamínicos, veja bem!

– Ai menina, isso é do stress! Olhe, o que não tem remédio, remediado está.

– Tenha um bom dia, D. Lina.

– Até logo menina!

(…)

Que teria o stress a ver com as minhas alergias primaveris? Seria possível que não fossem primaveris? O emaranhado de ideias construía-se no caminho para o trabalho. Claro! Ora pois se o stress baixa as nossas defesas imunológicas e as alergias são ataques ao nosso sistema imunitário, claro que estou a reagir desta forma. A resistência a infeções está deficitária! O pensamento ia à velocidade do metro. A altera o nosso estado de saúde física, nomeadamente a nossa frequência cardíaca. Esta, por sua vez, dispara a produção de cortisol no sangue, aumentando os níveis de açúcar no sangue. E também a altera o nosso corpo.

Os resultados são uma data de chatices: dores de cabeça, irritabilidade, perturbação do sono, dificuldade em concentrar-se, tensão muscular. Check, check, check.  Atchim. Palavras sábias, as da D. Lina.

É por isso que prevenir precocemente estas alterações é de suma importância. Mesmo já se tendo instalado, devemos estar atentos para que as mesmas não evoluam para situações mais complicadas. E quem fala de espirros, fala de perturbações ansiosas e até hipocondria. A somatização mascara muitas vezes outro tipo de preocupações e a falta de conhecimento entrelaça-se com a resistência ao tipo de tratamento adequado. É, pois, importante a intervenção da psicologia no diagnóstico precoce e diferencial destas problemáticas.

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

0
  Talvez também lhe interesse: