Sexologia Clínica
Consulta de Sexologia Clínica
A experiência sexual assume-se como uma vivência fundamental numa relação e quando é sinónimo de insatisfação ou sofrimento, ao invés de bem-estar e prazer, transforma-se num importante problema que não só consome e desgasta o indivíduo como vai minando toda a relação a dois. O quarto é invadido por nuvens cinzentas e tempestuosas e a cama transforma-se num campo de batalha de medos, frustrações, queixas e acusações que extravasam deste ambiente e acabam por acompanhar também o dia a dia do casal.
Inquietações como “Só espero que não queira nada esta noite”, “Não vou conseguir”, “Não sou homem/mulher suficiente” ou “Lá vou eu ter de fazer mais um frete” e acusações gélidas como “Nunca te apetece”, “Nem isso consegues fazer”, “Não funcionamos e nunca vamos conseguir funcionar” surgem como queixas comuns e são frequentemente acompanhadas por estados de ansiedade, tristeza, medo, raiva, culpa ou vergonha, que em conjunto vão comprometendo toda a intimidade relacional.
É normal surgirem alguns problemas sexuais em certas fase da vida. Sentir alguma falta de interesse pela actividade sexual, vivenciar dificuldades em ficar excitado ou não conseguir atingir um orgasmo, são situações que quando acontecem pontualmente não devem ser motivo de grande preocupação, mas assumir-se como dificuldades casuais, comuns à maioria das pessoas numa ou outra altura das suas vidas.
Contudo, quando estas dificuldades se registam para lá do ocasional, manifestando-se continuadamente em todas as actividades sexuais e causando acentuado mal-estar pessoal e relacional, encontramo-nos certamente perante uma Disfunção Sexual.
Assim, no sentido de ajudar os casais a ultrapassarem as suas dificuldades sexuais e a aprenderem ou reaprenderem a viver satisfatoriamente a sua sexualidade, a Consulta de Sexologia Clínica disponibiliza uma intervenção psicoterapêutica especializada, numa abordagem essencialmente cognitiva e comportamental, no tratamento das seguintes disfunções sexuais (para conhecer mais, clique em qualquer das perturbações listadas abaixo):
Perturbação da Excitação Sexual
As soluções
A intervenção psicoterapêutica na sexualidade tem como principal objectivo o re-enfoque da vivência sexual no prazer, em lugar do mal-estar ou instabilidade que acompanham as dificuldades e/ou as disfunções sexuais.
E porque cada caso é um caso, e cada disfunção sexual se desenvolve no seio de uma relação única, para a elaboração de um plano de intervenção terapêutica eficaz e adequado às especificidades de cada caso, é essencial desenvolver-se um processo de avaliação cuidado e completo, que abranja as componentes Médica e Psicológica, de forma a compreender os factores de origem e manutenção de determinado problema. Só depois de todos os dados da avaliação estarem reunidos, numa perspectiva biopsicossocial, é possível estabelecer o plano de trabalho.
Convém destacar que mesmo que a disfunção sexual tenha origem em factores exclusivamente orgânicos, a intervenção psicoterapêutica é igualmente fundamental, uma vez que os agentes psicológicos desempenham um papel determinante na manutenção do problema.
De acordo com a natureza da problemática apresentada, o acompanhamento psicoterapêutico pode assumir uma das seguintes opções:
Terapia Breve ou Aconselhamento Simples:
Na base de algumas dificuldades encontram-se com alguma frequência a presença de mitos e/ou falsas crenças relacionadas com a sexualidade, ou ainda uma deficiente informação acerca do sexo e da resposta sexual. Nestes casos específicos, a utilização de técnicas cognitivas e o fornecimento de adequadas informações revelam-se de extrema eficácia, não sendo necessária avançar para a terapia sexual propriamente dita;
Terapia Sexual:
Esta terapia assume-se como a intervenção mais adequada e eficaz nos casos de disfunção sexual. Baseia-se essencialmente numa abordagem Cognitivo Comportamental, considerando sempre os seguintes factores terapêuticos:
* Factor Educacional – Tem como principal objectivo o fornecimento de informação adequada acerca da sexualidade, de forma a corrigir crenças e desmistificar tabus que afectam o comportamento sexual, promovendo assim mudanças de atitudes e de comportamentos.
* Factor Cognitivo – Através de variadas técnicas cognitivas o principal objectivo é a alteração de pensamentos e atitudes de carácter negativo e desadaptativo face ao sexo, que influenciados por mitos e falsas crenças interferem negativamente no funcionamento sexual;
* Factor Comportamental – Tem como principal objectivo a aprendizagem de novos comportamentos sexuais adequados por parte do casal, e/ou a sua substituição, no caso dos existentes serem desajustados. Assim, serão determinadas tarefas de casa progressivas, a realizar quer a nível individual quer de casal, ao longo de toda a terapia.
* Factor Comunicacional – Tem como principal objectivo a promoção de uma adequada comunicação verbal e não verbal entre o casal, facilitando a expressão de sentimentos e afectos, bem como a diminuição das interacções negativas;
A procura de ajuda tem de ser feita a dois…
Fazendo a experiência sexual parte fundamental da vivência a dois, com interferência directa na satisfação e qualidade de vida, as disfunções sexuais apresentam-se como obstáculos evidentes à felicidade de qualquer casal, e não devem nem podem ser ignoradas.
Mas convém salientar que mais do que um problema individual, as Disfunções Sexuais assumem-se como um problema do casal, e tal como o encontro sexual, devem ser trabalhadas e resolvidas a dois.
ALGUNS MITOS COMUNS ASSOCIADOS À SEXUALIDADE |
|
“O sexo tem de envolver sempre a penetração”; “Se os parceiros se amam sabem como satisfazer-se mutuamente”; “Os parceiros conseguem saber o que o outro pensa e quer”; “É incorrecto ter fantasias sexuais durante um envolvimento sexual”; “O sexo deve terminar sempre num orgasmo”; “O homem quer e está sempre pronto para o sexo”; “O homem deve conseguir durar toda a noite”; “O homem deve conduzir todo o acto sexual”; “Os homens não devem expressar sentimentos”; “As mulheres normais têm orgasmo sempre que fazem amor”; “A partir da menopausa a vida sexual da mulher acabou”; “Todas as mulheres podem ter orgasmos múltiplos”; “As mulheres que têm fantasias sexuais são devassas”; “A contracepção é da responsabilidade da mulher”;
|













