Rivalidade entre irmãos

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Não compreendo. Ainda agora se estavam a rir à gargalhada um com o outro e, de repente, já estavam a gritar e a empurrarem-se.

Inês Afonso Marques

Inês Afonso Marques

Quando a família cresce, e ao filho único se junta um, ou mais, irmãos, um novelo de novas dinâmicas familiares surge. A verdade é que, à medida que as crianças crescem, e mesmo quando o Amor é muito e partilhado por todos, as crianças “competem”, mesmo que de forma insconsciente, pela atenção e pelo afecto dos pais.

Como minimizar a possibilidade da rivalidade ter oportunidade de se manifestar? Aqui ficam algumas sugestões:

    • Demonstre o seu apreço por cada uma das crianças e pelas suas qualidades únicas. Isto implica alguns desafios: não fazer comparações entre irmãos, proporcionar momentos de partilha com os pais individuais e evitar qualquer manifestação de favoritismo.
    • Dê-lhes espaço. Os irmãos partilharem tempo juntos é tão importante quanto poderem viver a sua individualidade, estando sozinhos, sozinhos com os pais e sozinhos com os amigos.
    • Não alimente a ideia de que o mais velho “sabe mais ou sabe melhor” ou de que tem mais responsabilidades (como ensinar, dar o exemplo ou ser mais tolerante).
    • Em situação de conflito, procure ouvir sem julgar.Quando uma das crianças faz considerações menos positivas sobre o irmão, dê-lhe a oportunidade de “deitar cá para fora” sem limitar ou criticar aquilo que ela diz sentir.
    • Aborrecimentos à parte, da rivalidade podem surgir oportunidades de aprendizagem – estratégias para resolução de problemas e competências sociais.
    • Quando a discussão surge, procure observar e esperar, no sentido de perceber se as crianças se conseguem voltar a entender sem a intervenção de um adulto.
    • No entanto, quando surge a violência física, é importante a sua rápida intervenção. Clarifique de forma firme que não é admissível, sob circunstância alguma, bater, morder, dar pontapés ou reagir de qualquer outra forma com a intenção de magoar o outro. Procure manter-se imparcial e desafie as crianças a gerar uma solução para as suas divergências – Como podemos ficar todos satisfeitos?
    • Lembre-se que a sua atenção deve ser dirigida para as crianças em muitos outros momentos para além das situações de briga. Priviligie dar atenção nos momentos em que há interacções positivas e adequadas, elogiando a capacidade das crianças partilharem brincadeiras e trabalharem em equipa.

E, em jeito de dica final, lembre-se que os adultos são modelos para as crianças e que as crianças aprendem por observação. Em momentos de conflito, evite gritar, chamar nomes ou bater portas. Trate as outras pessoas, e refira-se a elas, com respeito e afecto.

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