Se é professor, medite!

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Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

Um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade da Califórnia- São Francisco (UCSF) publicado no Emotion Journal mostrou que professores sujeitos a um curto mas intensivo programa de meditação ficam menos deprimidos, ansiosos ou stressados e mais conscientes das emoções dos outros.

O estudo contou com a participação de 82 professoras com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos.

A ideia para o estudo nasceu do encontro no ano de 2000 na casa de Dalai Lama entre estudantes do budismo, cientistas comportamentais e profissionais das emoções, no qual Dalai Lama e Paul Ekman (PhD), um conceituado professor da UCSF e profissional em emoções a nível mundial, ao reflectirem sobre emoções, levou a que Dalai Lama questionasse a influência da contemplação budista adaptada na redução das emoções desagradáveis no mundo moderno.

Assim, Ekman e um estudioso budista, Alan Wallace, desenvolveram um programa de treino de 8 semanas, o qual integra práticas seculares de meditação e técnicas desenvolvidas a partir do estudo científico das emoções.

Todas as professores envolvidas no estudo não tinham qualquer experiência de meditação e todas estavam envolvidas numa relação íntima. Como teste, as professores e seus/suas companheiros/as eram envolvidos numa tarefa de interacção marital e as mudanças na expressão facial eram analisadas enquanto tentavam resolver um problema na relação. A investigação sugere que os casais que manifestavam mais expressões faciais negativas têm mais tendência para se divorciar.

O que se verificou foi uma modificação de algumas das expressões faciais nas professoras, particularmente, as expressões hostis diminuíram. Os níveis de humor depressivo baixaram para menos de metade.  Após 5 meses, muitas das mudanças positivas mantiveram-se.

Este estudo veio novamente mostrar a importância da meditação no alívio dos problemas psicológicos, no aumento da auto-consciência mas também as mudanças emocionais específicas que poderão resultar da sua prática.

Segundo Margaret Kemeny (PhD), Directora do Programa de Psicologia da Saúde no Departamento de Psiquiatria da UCSF, a importância do estudo revela-se porque as oportunidades de reflexão e contemplação parecem terem diminuído ou mesmo desaparecido na nossa cultura tecnológica e acelerada.

 

E que tal experimentar meditar? Sozinho ou porque não em família?

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