Será que o meu filho consome álcool? Será preocupante?

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O consumo de álcool na adolescência é um tema que sabemos preocupa os pais e é difícil de abordar, compreender e prevenir. Fica a nossa ajuda.

Rita Castanheira Alves

Rita Castanheira Alves

As 6 dicas para pais lidarem com os consumos de álcool na adolescência:

Diálogo sempre – conversar com o seu filho é essencial e é uma prática que instalada ao longo do tempo poderá ser uma excelente ferramenta para que no momento das escolhas possa lembrar-se do que falam. É essencial que não seja algo imposto mas que seja fomentado ao longo do tempo, com atenção à hora, local e ao tom escolhido;

Abordar os temas com clareza – é essencial que para que o seu filho se sinta à vontade para falar consigo sobre o tema, seja claro, directo e “chame as coisas pelos nomes”, ou seja, é essencial assumir que ele poderá vir a ter curiosidade, que o apelo ao consumo pode existir e que o álcool existe. Não é por abordar o tema ou lhe dar informação que ficará mais curioso, ficará sim mais informado;

Dar tempo para o seu filho reflectir sobre o que conversaram – a tentação é numa conversa sobre o consumo de álcool perceber se anda a consumir, se está em perigo, mas é a preocupação a falar mais alto e não é a melhor das abordagens, por isso evite um questionamento exaustivo na conversa sobre o álcool, seus efeitos e consequências. É essencial após uma conversa clara, informativa, esclarecedora sobre um tema que poderão nunca ter abordado que o seu filho tenha tempo para pensar sozinho e assimilar o que lhe foi dito;

Falar sem amedrontar – as investigações na área dos consumos de substâncias psicoactivas, onde se inclui o álcool, têm demonstrado que a prevenção não se faz pela indução do medo relativamente aos efeitos do consumo e que pelo contrário, pode levar ao aumento do consumo. Como tal, é essencial não usar um tom de ameaça ou catastrófico relativamente aos efeitos nefastos e graves riscos do consumo, mas sim falar abertamente sobre o tema dando informação útil, verdadeira e objectiva;

Dar responsabilidade, mostrando disponibilidade – na relação com o seu filho mostre em pequenas acções, conversas, a importância da responsabilidade sobre os seus próprios actos, ajudando-o a desenvolver um compromisso e uma ponderação relativamente a todas as suas acções, transmitindo-lhe confiança nos seus actos e escolhas. Em simultâneo, demonstre-se disponível para o ajudar na resolução dos problemas, como o adulto que em vez de criticar, ajuda a ver as diversas perspectivas de uma escolha. Tal posição permite não só na hora de escolher o seu filho lembrar-se do seu sentido de responsabilidade sobre os seus próprios actos, como lembrar-se das perspectivas que lhe foram dadas sobre a questão;

Negociar sem proibir – Com a instalação do diálogo com o seu filho e e o assumir de que há consumo de álcool promova um espaço de negociação em que poderão tentar estabelecer quando beber, o que beber, como beber e transmitindo-lhe 3 dicas essenciais: comer enquanto beber; não beber o que estiver no copo de uma só vez; levar o tempo que for necessário para provar e saborear o que está bebendo.

Possíveis sinais de alerta – Antes de qualquer alerta, é importante estar consciente que alterações de comportamento do seu filho não significa que sejam sempre provocadas pelo consumo de álcool, especialmente quando falamos de um filho na fase da adolescência, em que é difícil a distinção entre problemas característicos da adolescência e problemas graves e atípicos. Se está preocupado e não tem a certeza do que possa estar a acontecer, mais uma vez o diálogo tranquilo, aberto e expressivo é essencial. É essencial o trabalho de prevenção, feito todos os dias de criação e promoção de um contexto de confiança e de ligação com o seu filho.

Para além deste trabalho essencial de todos os dias pode estar alerta a um conjunto de sinais como:

  •  Oscilações frequentes e muito bruscas de comportamento sem razão aparente;
  • Ficar durante muito tempo sozinho ou fechado no quarto;
  •  Atrasos frequentes;
  •  Ausências injustificadas;
  •  Mudanças significativas e súbitas no desempenho escolar;
  •  Falta de interesse pelos amigos, esportes, entretenimento;
  •  Perda de apetite;
  •  Humor epressive;
  •  Agitação ou fadiga;
  •  Falta de dinheiro na carteira do pai/mãe;
  •  Gasto de dinheiro frequente sem razão justificada;
  •  Negligência em relação ao vestuário ou higiene pessoal;
  •  Fugir de casa;
  •  Faltar às aulas;
  •  Deixar de sair quando não pode beber (por exemplo, por uso de remédios), mesmo que não chegue embriagado a casa com frequência.
  •  Deixe claro que o seu foco de preocupação não é a bebida e sim,o seu filho,a saúde e o bem- estar dele.

É essencial ter presente que estes são apenas possíveis sinais de alerta, não significa que a presença dos mesmo seja indicativo de que há de facto uma dependência ou consumo de álcool. O essencial é estar atento, ao lado do seu filho, promovendo o diálogo aberto e a capacidade de trocar ideias de forma tranquila e sem juízos críticos.

Se necessitar de ajuda não hesite em procurá-la.

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