Será que o sexo morre depois do casamento?

Ana Oliveira

Ana Oliveira

À medida que os anos passam, parece existir alguma diminuição da frequência de relações sexuais e mesmo de contatos de intimidade (beijos, carícias, etc) na maioria dos casais.

Normalmente, o problema não é falta de desejo sexual, nem mesmo disfunção sexual de um dos parceiros.

A sexualidade em relações longas exige um contínuo investimento no outro, em si mesmo e em criatividade que permita quebrar com o comodismo e cansaço diário da rotina.

Habitualmente o alerta é dado por um dos parceiros que vai reclamar por tempo, atenção, dedicação, proximidade e sexo. O outro muitas vezes, não está a sentir o mesmo de uma forma tão intensa e vai pensar que é um exagero.

 

O sexo é uma dinâmica muito própria de cada casal e que a par do desempenho profissional é também uma forma de realização e concretização pessoal, em particular nos homens.

Engolidos pela rotina, pelos constantes desafios laborais, pessoais, a escola dos filhos, a natação, o ballet, as compras…pode ser difícil encontrar momentos de intimidade e de disponibilidade física e psicológica para se entregar à sedução, à carícia, à entrega sexual.

Um parceiro sente-se atraído por uma figura que se sinta segura e bem consigo própria, pois a carência afetiva ou insegurança não são excitantes.

Há que tomar as rédeas da situação e transformar a sexualidade do casal naquilo que desejam e que os satisfaça.

O segredo também passará pela sintonia de ambos, pois se ambos querem alterar a situação será mais fácil de a reverter.

Um aspeto a ter em conta poderá ser o de, em vez de procurar recuar para o início da relação em que tudo era novo e excitante, aproveitar toda a sabedoria relacional que foram acumulando com o tempo e aprofundá-la.

 

A título de conclusão ficam algumas dicas para aprofundar a intimidade do casal: massagens mútuas; exercícios de relaxamento; caminhadas a dois com conversas em que podem ir preparando o ambiente da intimidade; aceitar o seu corpo como é e potenciá-lo para a sua satisfação e do outro, entre tantas outras coisas.

 

Seja criativo!

2015-02-21T15:57:32+00:00 Fevereiro 21st, 2015|Ana Oliveira, Família, Terapia conjugal|
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