Sexo, amor e… disfunções sexuais!

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Vanessa Damásio

Vanessa Damásio

O sexo é um dos atos mais naturais e primários que se estabelece entre os seres humanos. Contudo, o ser humano não busca o sexo apenas motivado por necessidades fisiológicas, pois estão associados ao sexo também sentimentos de amor, desejo, carinho e amizade, bem como necessidades de proteção, união e partilha.

O sexo e o amor são dois elementos fundamentais nas relações de casal. Pesquisas indicam que a atividade sexual do casal tende a diminuir com o passar dos anos, fruto da monotonia da vida conjugal. Para revalorizar as relações entre os parceiros, especialistas recomendam investir mais tempo e cuidado na relação, através de: preocupação com os problemas do parceiro, viagens de férias e passeios sem a presença de outras pessoas, elogios sinceros ao parceiro, relações sexuais com ingredientes que quebrem a rotina, como óleos de massagem, fantasias sexuais, sexo inesperado, etc.

Contudo, por vezes existem problemas e obstáculos a nível sexual que interferem negativamente na vida do casal. Além dos problemas físicos e problemas de saúde que podem interferir na qualidade sexual de uma pessoa, fatores de ordem social e psicológica também podem afetar de forma significativa a vida sexual e incluem:
• Tabus;
• Preconceitos;
• Questões religiosas;
• Experiência traumática;
• Aspetos da personalidade.
• Falta de informação;

Neste sentido, por vezes podem ainda surgir disfunções sexuais, quer sejam masculinas ou femininas e que são definidas como alterações nas fases das respostas sexuais, compostas por manifestações físicas e psíquicas quando o indivíduo é exposto a um estímulo sexual, ocorrendo na seguinte sequência:
• Desejo: trata-se da fase da resposta sexual, na qual estão presentes fantasias sexuais e estímulos em diferentes esferas (visual, tátil, auditivos, olfativos e gustativos).
• Excitação: fase na qual há diversas modificações no organismo do indivíduo.
• Orgasmo: fase na qual há as contrações perigenitais e alterações cardiorrespiratórias, que é o ponto máximo de prazer na relação sexual.
• Resolução: trata-se da fase de relaxamento.

Quando algumas destas fases, ou todas, são afetadas, podem surgir diferentes consequências negativas relacionadas com a vida sexual do indivíduo e do casal consoante as particularidades de cada um. Nos homens pode ocorrer perda de desejo sexual, ejaculação precoce, disfunção erétil, aversão sexual, entre outras; sendo que nas mulheres pode ocorrer também perda de desejo sexual, anorgasmia, dispareunia, vaginismo, aversão sexual, etc.

A psicoterapia é uma das melhores formas de “atacar” os diferentes tipos de disfunções sexuais. Por um lado temos a terapia individual que poderá possibilitar o autoconhecimento, desmistificar crenças irracionais e mitos e fortalecer a auto-estima. Por outro lado, a terapia de casal, poderá facilitar a comunicação entre os parceiros, bem como abrir caminho ao descobrimento do funcionamento da relação e qual o seu reflexo na vida sexual do casal.

Ainda, e não menos importante, temos a terapia sexual, que poderá dar a conhecer exercícios sexuais que serão realizados em casa, com o intuito de reforçar alguns estímulos sexuais que podem estar esquecidos.

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