Salto em altura – EMDR
Solução :EMDR – Salto em Altura
O que é?
A Oficina de Psicologia orgulha-se de ter toda a sua equipa formada na utilização desta abordagem excepcional. De facto, com EMDR conseguem-se resultados surpreendentes, quer pelo seu impacto na qualidade de vida, quer pela sua rapidez.Com recurso a várias aplicações específicas desta metodologia de intervenção, que designámos de Sprint na vida, é possível eliminar bloqueios existentes à persecução de objectivos que nos são importantes, avivar recursos pessoais importantes para esses mesmos objectivos ou para o nosso bem-estar, melhorar o nosso desempenho académico, profissional, relacional, artístico… Trabalhar a saúde mental é muito mais do que estarmos focados no que é negativo e queremos ultrapassar – é, também (e, talvez muito mais importante) trabalhar as situações que compõem o bem-estar, que constituem as suas fundações e que nos permitem ir além das nossas personagens rotineiras.
Damos-lhe alguns exemplos – apenas alguns - onde este tipo de intervenção pode ser muito útil:
- Bloqueios de carreira profissional
- Medo do fracasso
- Transições de vida
- Dificuldade em iniciar tarefas
- Procrastinação
- Ultrapassar limites pessoais
- Problemas relacionais repetitivos (padrões)
- Atingir objectivos de desempenho
- Bloqueios artísticos
- Emoção indesejada recorrente numa determinada situação
- Sentimento de que os resultados obtidos estão abaixo das competências
EMDR?
Quando pensa em psicoterapia, provavelmente surge-lhe, de imediato, uma imagem de duas pessoas a conversar, ou uma a falar e outra a ouvir. Esta imagem do acompanhamento psicológico tem sido repetida em filmes e séries de televisão até à exaustão, amplificando uma visão antiquada do âmbito muito mais alargado daquilo que é hoje o contexto de intervenção em Psicoterapia.Se é certo que o diálogo terapêutico continua a ser o núcleo duro de tudo o que se faz dentro de um consultório de Psicologia, também é verdade que, de há alguns anos a esta parte, a caixinha de ferramentas dos psicólogos tem sido abundantemente enriquecida com uma pluralidade de opções que dispensam a palavra, ou nela se apoiam de uma forma muito secundária.
Gostaríamos de lhe falar de um destes métodos de intervenção, ainda muito pouco divulgado em Portugal, mas no qual a Oficina de Psicologia teve o cuidado de formar todos os seus psicólogos, dada a sua extraordinária eficácia, rapidez e resultados surpreendentes. O EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing – é uma metodologia relativamente recente, muito flexível, permitindo uma adaptação total a cada caso.
Em EMDR parte-se das dificuldades actuais, investigando os seus elementos-chave que permitem o arquivo em memória; com base nesses elementos estabelecem-se fios condutores que nos levam às memórias do passado que contribuem para as dificuldades que sentimos hoje, e processam-se essas memórias. Este processamento é maioritariamente muito silencioso: o cliente mantém a atenção nos componentes da memória seleccionada e o psicólogo cria uma estimulação bilateral, para ajudar o organismo a desbloquear a informação e integrá-la de uma forma adaptativa.Esta estimulação bilateral acaba por ser a face mais visível do EMDR e consiste em movimentos oculares horizontais ou diagonais, ou em sons que, com apoio de uma máquina específica, se escutam alternadamente à esquerda e à direita, ou, ainda, em pequenos toques dados pelo psicólogo nas costas da mão ou nos joelhos do cliente. Acredita-se que esta estimulação faz com que os hemisférios cerebrais comecem a “conversar” entre si, desbloqueando informação “presa” em redes neuronais de memória que não cumprem os objectivos de uma integração funcional, deixando-nos encerrados em padrões emocionais ou interpretativos que, longe de nos serem úteis, nos colocam num caminho de mal-estar e inadequação face às tarefas e desafios que a vida nos coloca diariamente.
O mesmo processo usado para “corrigir” situações disfuncionais, com algumas modificações técnicas e de enquadramento, tem vindo a ser utilizado recentemente com muito sucesso, em situações de optimização profissional ou académica. De facto, dominados os aspectos da aprendizagem de competências através da qualificação académica e profissional para o correcto desempenho das tarefas, a não progressão prende-se, habitualmente, com bloqueios emocionais ou convicções pessoais que fomos aprendendo e que agem em nosso detrimento. Dito de outra forma: se tenho as competências necessárias para progredir ou tenho muito azar ou vou deixando que a melhoria das minhas condições de vida se me escape por entre inseguranças pessoais, medos e angústias que me retêm, e interpretações sobre mim, os outros e a vida em geral que me prendem ao chão, impedindo-me de voar.
Pressupostos do EMDR
Todos temos um sistema de processamento de informação que assenta na fisiologia (como é o caso, por exemplo, do sistema digestivo). O sistema de processamento de informação processa os vários elemento
s das nossas experiências e guarda as memórias de uma forma acessível e útil.
As memórias ficam interligadas em redes que contêm os pensamentos, imagens, emoções e sensações que lhes são relevantes. A aprendizagem ocorre quando se formam novas associações com material que já tinha sido guardado na memória.
Quando nos confrontamos com um acontecimento traumático ou muito negativo o processamento de informação pode ficar incompleto, talvez devido à interferência de emoções fortes ou a uma estratégia de auto-protecção excessiva. Isto vai impedir que se estabeleçam associações com informações adaptativas que se encontram guardadas noutras redes de memória e, assim, a memória desse acontecimento fica guardada de uma forma disfuncional, sem as interligações associativas apropriadas e com muitos dos seus elementos não processados, em “estado cru”.
O EMDR permite processar estes elementos de memórias perturbadoras que estejam a contribuir para as dificuldades actuais. Pensa-se que o processamento de informação ocorre quando a memória sobre a qual se está a trabalhar se conecta com outras informações mais adaptativas. Assim, torna-se possível a aprendizagem, e a experiência é guardada junto com uma emoção apropriada, permitindo a mudança.
Apesar de vários estudos propondo os mecanismos neurobiológicos explicativos deste processo, ainda não há certezas definitivas quanto à forma como isto funciona exactamente, a um nível orgânico. O que todos os clínicos formados em EMDR sabem, sem margem para incertezas, é que se trata de uma metodologia extraordinariamente eficaz e de resultados rápidos.













