Prevenção de Stress
Programa StressLess – Para combater o stress
O StressLess é um programa desenvolvido pela Oficina de Psicologia para o ajudar a combater o stress quotidiano, através da aquisição e treino de estratégias e técnicas simples, rápidas, cientificamente testadas e super-eficazes.
Provavelmente parece-lhe nesta altura que é impossível ter algum tipo de controlo sobre o stress que o afecta… e a verdade é que as contas para pagar continuam a chegar, o dia não vai passar a ter mais horas para tratar de tudo o que precisa de tratar, no seu trabalho pediram-lhe novamente para trabalhar no fim-de-semana, tem de arranjar tempo para ir à festa dos miúdos na escola… e as férias podem ainda estar longe!
Por outro lado, também pode ser daquele tipo de pessoas que acha que não é afectado pelo stress ou que sente que este não é tão grave como isso, mas que se sente frequentemente cansado ou irritável. Níveis descontrolados de stress podem ser sinónimo de uma série de outras complicações, como dores de cabeça, mau humor, falhas de memória, dores musculares, batimentos cardíacos acelerados, entre outros. E provavelmente arranja desculpas típicas, que são também alguns dos mitos associados ao stress, como:
- o Stress é temporário: “Estou com um milhão de coisas para fazer nesta altura; isto já passa”
- o Stress faz parte da vida: “O tempo não pára e parar é morrer, não posso desperdiçar tempo a descansar”
- o Stress faz parte da minha personalidade: “sou uma pessoa stressada por natureza; tenho muita energia”
- o Stress está fora do meu controlo: “a culpa de eu andar stressado é do meu patrão e da crise”
- o stress é sinónimo de competência: “se não estiver stressado, então não estou a dar o meu melhor; tenho que sentir que estou a esforçar-me ao máximo”
|
Se pensa desta forma, temos boas e más notícias para si!
A má notícia é que o stress provavelmente afecta a sua vida de forma muito negativa e este efeito pode ter repercussões na sua saúde, no seu equilíbrio e bem-estar psicológico, nas suas relações com os outros e no seu desempenho.
A boa notícia é que é possível controlar o stress! E nem é muito complicado, depois de se conhecer e dominar um conjunto de técnicas desenvolvidas por profissionais da saúde mental. Controlar o Stress tem a ver com ganhar controlo das suas emoções, da sua agenda, do seu ambiente e da forma como lida com os problemas com que se depara. O objectivo deste programa é ajudá-lo a:
- ganhar equilíbrio na sua vida, com tempo e disponibilidade para o trabalho, as relações, o relaxamento e a diversão,
- bem como ganhar defesas pessoais para lidar com as pressões e desafios que a vida constantemente lhe coloca
Ao longo de 8 sessões de uma hora e meia vai aprender técnicas simples e a lidar com questões como:
- Reconhecer as suas fontes de stress
- Identificar os seus sintomas de stress e a forma como afectam a sua vida
- Aprender técnicas de relaxamento simples, através do controlo da respiração ou da contracção muscular
- Identificar prioridades na sua vida e treinar a gestão do tempo de acordo com as mesmas
- Desenvolver estratégias de resolução de problemas
- Treinar a mente para identificar e lidar com emoções e pensamentos indutores de stress
- Desenvolver um estilo de comunicação mais assertivo
- Saber como a alimentação e o exercício podem ajudar no combate ao stress
| Sabia que…
aquilo que come e o exercício que pratica determinam uma parte da reacção do seu corpo aos acontecimentos stressantes? Pois é, no programa StressLess, pode receber informação interessante e dicas importantes para pôr a sua alimentação e rotina de exercício físico ao serviço do seu bem-estar psicológico. Não se esqueça nunca, que corpo e mente andam sempre de mãos dadas! |
- Acha que é impossível controlar o stress, sem se inscrever num curso de meditação duas semanas e algumas centenas de Euros no Tibete? Experimente um pequeno exercício, numa pausa no trabalho. Recoste-se na cadeira, feche os olhos e foque a sua atenção na respiração. Contrarie a sua tendência natural para respirar de forma rápida e superficial. Tome consciência da sua respiração: inspire de forma profunda, sentindo o ar a entrar, e expire lentamente, sentindo o ar a sair. Repita algumas vezes, focando a sua atenção na respiração e na forma como esta leva a uma sensação de calma. Este é apenas um mini-exercício; experimente muitos mais, bem como técnicas e estratégias variadas para controlar no programa StressLess
|
Escolhemos as estratégias e ferramentas mais eficazes para o relaxamento físico e mental e para o equilíbrio das competências intelectuais, criando resultados imediatos e uma bagagem de competências que lhe irão servir ao longo da vida! Entretanto, se quiser medir como está de stress, clique aqui para fazer um teste que lhe permitirá saber se deve intervir de imediato ou não.
Dicas para lidar com o stress
Pensamentos de chuveiro…
“Ok, antes de ir trabalhar tenho que ir pôr os miúdos à escola e… ora bolas eu sei que tinha outra coisa para fazer… Ah! Já sei! Tenho que passar pelos correios para deixar aquela carta que já devia ter seguido há dias! Também devia passar pelo multibanco para pagar as contas… mas já não devo ter tempo… bem, vou depois do trabalho. Mas aí já tenho que ir às compras… mas dá, chego um bocado mais tarde a casa, mas enfim… Chego a casa? Mas hoje é aquele jantar de negócios com aqueles fulanos da outra empresa… não me apetecia nada ir… ando tão cansada… só me apetecia era chegar a casa e dormir! Que horas serão isto? Já devo estar aqui há imenso tempo!!! Tenho que me ir vestir! E ainda tenho que levar o cão à rua! Ai! Mas quem é que me mandou comprar um cão!”
Pois é… logo pela manhã somos “assombrados” pelas dezenas de tarefas que temos de executar durante o dia. O quotidiano do comum dos mortais (que ainda não teve a sorte de acertar nos números mágicos e tornar-se excêntrico) está repleto de afazeres e de pouco tempo para tanta coisa. Ora pouco tempo para muita coisa dá STRESS!
Níveis descontrolados de stress podem ser sinónimo de uma série de outras complicações, como dores de cabeça, mau humor, falhas de memória, dores musculares, batimentos cardíacos acelerados, entre outros.
Existem, no entanto algumas estratégias que nos podem ajudar a lutar contra este “bicho-de-sete-cabeças”:
1 – Reconheça os sintomas de alerta. Imagine que os seus níveis de stress funcionam como um semáforo, em que o verde indica um estado tranquilo, em que se sente bem consigo próprio, com os que o rodeiam e a vida no geral; o amarelo um estado mais frequente do que gostaria de tensão; irritabilidade; impaciência; sintomas físicos que lhe trazem algum desconforto; conflitos pontuais com alguns colegas, seguidos de arrependimento; um fardo diário que parece demasiado pesado para si; frustração e vários comentários dos colegas do tipo : “Se calhar estás a trabalhar demais…” e finalmente, o vermelho, em que a ansiedade parece não o largar, tornando-se numa constante, tal como o mau humor, que o leva a reagir de uma forma violenta e descontrolada, com um sentimento geral de mal-estar, acompanhado por sintomas que o agravam diariamente como insónias, tremores, suores frios, dores, palpitações e mesmo doenças físicas.
2 – Identifique quais os factores que lhe provocam stress, pois cada pessoa tem as suas diferenças individuais e, portanto, relaciona-se de um modo diferente com os stressores. Na sua pesquisa, inclua, não só situações, como também pensamentos, pessoas e actividades. Pode optar por registar num bloco o que, no seu dia-a-dia aumenta a sua tensão, bem como a sua reacção a eles em termos do que o fazem sentir, pensar e de como lhes reage.
3 – Compreenda as relações que se estabelecem entre os indutores de stress e as suas reacções, de modo a que possa entender se existe algo que possa fazer para modificar esta relação – caso sim, estabeleça um plano de “ataque”; caso não, procure formas de alterar a sua reacção face a eles, por exemplo, desvalorizando-os.
4 – Cuide de si. Afinal, muito mais importante que estes factores que o incomodam, é você e a sua saúde. Aprenda a dizer CHEGA, seja assertivo, diga NÃO quando achar que está a fazer mais do que deveria. Procure descansar, mesmo que algumas tarefas fiquem para trás. Vai ver que. quando estiver de “cabeça fresca”, o trabalho lhe corre melhor e de forma mais produtiva.
5 – Partilhe. Nunca ouviu dizer que “duas cabeças pensam melhor do que uma?”. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de sabedoria. Além disso, partilhar as suas angústias com alguém em quem confie vai ajudá-lo a sentir-se “mais leve”. Os amigos, os familiares e os profissionais de saúde existem para isso mesmo, não servem só e apenas para os bons momentos.
6 – Chorar não é vergonha. Cada lágrima tem algo para contar e traz consigo o peso das preocupações e tristezas, contribuindo deste modo para uma sensação de alívio.
7 – Não precisa ter sempre razão. Tente colocar-se no lugar dos outros, ver da sua perspectiva e pensar que existem várias maneiras certas de fazer a mesma coisa. Não precisa ficar tenso sempre que as coisas não correm da maneira como previa. Afinal, isto não significa obrigatoriamente que elas estejam a correr mal, é apenas uma forma diferente.
8 – Rentabilize o seu tempo. Uma lista de prioridades pode ser uma mais-valia. Ninguém consegue fazer tudo e estar em vários locais ao mesmo tempo. Veja o que é mais urgente e vá resolvendo por ordem de importância. Este tipo de listas podem também ajudá-lo a perceber se alguma das tarefas pode ser legada a outra pessoa e o que depende exclusivamente de si.
9 – Relaxe. Existem várias formas de relaxar. O exercício físico, passatempos, “sonhar acordado”, música, meditação e exercícios de relaxamento são bons exemplos que o podem ajudar a encontrar o equilíbrio e o bem-estar.
10 – Evite auto-medicações. Aqui incluem-se também substâncias como tabaco, álcool e/ou drogas, que, em vez de resolver o problema, ainda o maximizam. Induzem apenas uma sensação falsa e passageira de bem-estar, mas NUNCA resolvem o problema. Se não consegue resolver sozinho, pode sempre recorrer a algum profissional de saúde.
E mais importante que tudo, aconteça o que acontecer, SEJA FELIZ!
O stress é sempre uma experiência emocional. Reconhecemos que estamos com stress porque nos sentimos irritados, furiosos, desesperados, inquietos, ansiosos, sem paciência, tristes, pasmados, arrependidos, confusos, surpreendidos, embaraçados… Stress é uma pressão psíquica interior, positiva ou negativa, na maioria das vezes relacionada com uma situação exterior penosa (conflito, luto etc.), bem como com situações ligadas à mudança de estereótipos ou ritmos da vida (casamento, férias, mudanças de emprego, nascimento de filhos, etc.) O stress acumulado enfraquece o sistema imunitário e favorece ao aparecimento das doenças. A expressão das emoções proporciona a diminuição do stress e da tensão.
Em primeiro ligar é necessário aprender a escutar-se a si próprio e permitir a saída das emoções. Parece um bocado estranho, mas experimente permitir a si próprio ficar irritado, zangado, ressentido. Faça isto conscientemente. Desta maneira o seu organismo deixa de acumular a energia negativa. Dar o nome à sua emoção e, melhor ainda, escrever algumas frases sobre o que está a sentir no momento da irritação ou da raiva, ou da paixão é uma maneira de aprender a lidar com a energia das suas emoções. Porque habitualmente respondemos ao stress com fuga, perda de sensibilidade, bloqueios que acabam por consumir por inteiro toda a nossa energia psíquica e física, sem trazer uma resolução à questão que despertou o estado do stress.
Convido-o recorrer às fontes da sua criatividade e expressar o que sente quando está com stress.
- Escreva um poema ou um conto sobre o seu estado de stress (sobre sensações do seu corpo, os seus pensamentos, impulsos e desejos, palavras “proibidas”, fantasias no momento presente )
- Outra experiência: experimente fechar os olhos e entrar em contacto com seu espaço psíquico interior, espaço onde está situado o seu stress. Observe este espaço. O que lhe faz lembrar? Agora abra os olhos e utilizando cores, formas, linhas tente criar um quadro sobre seu stress
- Também pode utilizar a técnica da garatuja: entrar em contacto com o seu estado de stress e de olhos fechados começar a fazer os movimentos com mãos e braços, imitando a pintura de garatujas numa enorme parede. E depois fazer o mesmo numa folha de papel ou de cartolina grande: pintura de garatujas sobre o stress.
- Recorra aos recursos do seu corpo. A capacidade de dominar o nosso próprio corpo tem uma estreita ligação com a capacidade de enfrentar situações de stress. Todas as emoções têm uma expressão física. Sentimos raiva, alegria ou paixão – os nossos músculos reagem a cada estado emocional. Experimente e explore o seu corpo, coloque uma música de que goste e deixe o seu corpo a fluir ao sabor dos ritmos e dos sons da música. Ponha uma música com ritmos mais intensos e enérgicos para acompanhar o seu estado agitado. Vai ver como o seu stress se vai transformar em algo novo e, provavelmente, mais prazenteiro
- Faça experiências com barro. A plasticidade e maleabilidade deste material faz com que o trabalho com barro proporcione a satisfação de diversas necessidades: desperta sensações sensoriais diversas, ajuda a obter a sensação de controlo, a expressar a irritação e a raiva, a relaxar, e muito mais.
Os conflitos nos casais constituem uma das principais fontes de stress actuais. Estudos indicam que os casais satisfeitos com o seu relacionamento têm tantas discussões quanto os não satisfeitos.
Então o que é que os casais satisfeitos e com menores níveis de stress conjugal tentam fazer de diferente? Os casais satisfeitos falam mais sobre as suas emoções, desejos e necessidades, comunicam com mais clareza, expressam mais acordo, aceitação e aprovação e menos desacordo, crítica e desqualificações. São capazes, não só de compreender e aceitar o ponto de vista do outro, como também de mudar algumas coisas nesse sentido. Ambos trabalham para reparar o conflito e os esforços que fazem são aceites e valorizados.
A maior parte dos conflitos conjugais é sobre problemas que não têm uma solução imediata e evidente. No entanto, é importante falar sobre eles porque isso aumenta o sentimento de partilha e proximidade. Tal como as plantas, as relações têm de ser regadas regularmente.
Aqui ficam algumas dicas para aumentar a satisfação nas relações conjugais:
- Cultive a admiração e o respeito mútuos. Por exemplo, elogie o seu companheiro diariamente; fale sobre as suas qualidades, e não só sobre os seus defeitos; – quando criticar, critique o comportamento, não a pessoa. Por exemplo, em vez de: és insensível, tente antes dizer: foste insensível ao dizer-me isto;
- Nas discussões, expresse acordo com pelo menos uma parte do que diz o seu companheiro;
- Quando há conflito, tente não utilizar palavras como “nunca”, “sempre”, “todos” ou ninguém”, que tornam mais difícil para o seu companheiro mostrar que o compreende;
- Disponha-se a ser flexível para mudar algumas coisas que sejam importantes para a relação e aceite o que não consegue mudar;
- Comece as discussões de forma calma, pois a maneira como começa determina em grande parte o que vai acontecer em toda a discussão;
- Quando sentir que a discussão está a ficar fora de controlo, proponha parar e voltar a falar sobre o assunto numa data específica;
Acima de tudo, não se esqueça que haverá sempre temas de discussão com quem quer que partilhe a sua vida e que, tal como disse Minuchin, todos os casamentos são erros; alguns casais têm é mais sucesso do que outros em repará-los.
Infelizmente ou não o stress não fica apenas dentro de nós… o stress afecta várias áreas da nossa vida, incluindo as nossas relações mais próximas.
Se tem filhos pequenos sabe que por vezes parece que o dia encolhe mas a lista de tarefas continua interminável. Imagine as seguintes cenas: até acordou bem-disposta depois de um sono calmo (o seu nível de stress, está calminho, no verde); com o tempo contado ao minuto, já ofegante pela quantidade de tarefas que entretanto desempenhou e com o nível de stress a rondar o amarelo, tem o seu filho de pequeno-almoço tomado, vestido, calçado e pronto para sair. Nada mal! Já com alguma pressa e com a paciência a esgotar, exactamente na altura em que tem de sair para não chegar atrasada, o seu filho entorna um copo de leite e tem de ser mudado, ou começa uma birra para levar 20 brinquedos dentro da mochila nova, ou a fralda tem de ser mudada,… e lá se vai a sensação de controlo.
Este tipo de incidentes tão pequenos, como provavelmente já experimentou, têm o potencial de aumentar exponencialmente o nível de stress, que agora já está no sinal vermelho. Aí já pensa que vai chegar atrasada ao trabalho, que não vai conseguir fazer tudo o que queria, que vai ouvir do chefe ou dos colegas, Ou seja, um dia que parecia ter começado bem está agora completamente estragado! Verdade? Até pode ser, mas não é inevitável…
Para além das dicas que já leu sobre a gestão do seu stress, pode por em prática um conjunto muito simples de dicas para melhorar a sua gestão de tempo com os seus filhos. Vou dar-lhe apenas algumas sugestões que ajudam nesta hora da manhã, antes de deixar os miúdos na escolinha.
1. Já pensou em acordar um pouco mais cedo para ter um tempinho extra para os mimos, os imprevistos e os acidentes? Sei que é complicado tirar horas de sono, mas levantar-se apenas 15 a 30 minutos mais cedo do que aquilo que efectivamente precisa pode fazer uma grande diferença na sua rotina! Esse tempo dá-lhe a calma que filho e pais precisam para começar o dia sem pressas e sem stresses. Esse tempo extra pode ser igualmente precioso caso surja algum imprevisto como aqueles de que falava há pouco. Se não for preciso, pode sempre utilizar esse tempo para mimos e brincadeiras extra ou para usar para si própria(o).
2. Prepare-se para o dia seguinte antes de ele começar! Que tal ter uma lista de tarefas, partilhadas e combinadas por todos e que devem ser cumpridas numa determinada ordem? Faça alguns testes e veja qual a rotina que melhor se adequa ao seu estilo. Aqui vai uma possível:
a. Na noite antes:
i. Escolher a roupa
ii. Preparar a mochila e sacos para a escola e actividades
b. De manhã:
i. Comer pequeno-almoço (comer o pequeno-almoço antes evita que se sujem e tenham de mudar de roupa a seguir)
ii. Vestir, pentear e escovar dentes
iii. Casaco, mochila às costas, brinquedo escolhido
iv. Beijos a todos e… prontos para começar o dia em grande!!!
3. Dividam tarefas, deleguem! A não ser que queira ganhar a medalha de super-pai à custa de muito cansaço e um belo par de olheiras, não assuma que tem de fazer tudo sozinho. Dentro do possível, conte com a ajuda do seu parceiro e do seu filho. Encoraje o seu filho a ser autónomo; logo que possível, deve vestir-se sozinho. E, claro, não se zangue se os botões não estiverem bem abotoados (já agora, tem mesmo de levar camisa em vez de camisola de enfiar por cima, ou sapato de atacador em vez de fecho velcro?)- antes de se zangar, lembre-se quantas vezes já se enganou em tarefas igualmente simples. Use o tempo extra que tem para ensinar e encorajar!
4. Trabalhem em parceria! Mesmo com algum esforço e a melhor das intenções, muitas vezes as coisas simplesmente não correm da melhor forma, o stress sobe em flecha e perdemos o controlo. Combine um sinal com o seu parceiro; quando um de vocês o utiliza, é sinal de que sai da situação e o outro assume o controlo, sem acusações nem culpas. A ideia é trabalharem em conjunto e não de costas voltadas. Pense numa corrida de estafetas: para que a equipa ganhe, é preciso que saibam os dois quando correr, quando passar o “testemunho” e quando parar e descansar.
Nos dias que correm é difícil não vivermos em stress! O dia-a-dia desenrola-se numa constante agitação entre as responsabilidades, os compromissos, as preocupações e as exigências que a família e o trabalho impõem. E tudo é vivenciado sob uma enorme tensão, sem espaço para falhas, num acumular de stress que parece não ter fim.
A intimidade sexual acaba por ser afectada e mais do que um momento de libertação e de obtenção de prazer, o sexo torna-se potenciador de mais stress. Mas será que o seu estado de stress é tão intenso que nem sequer consegue pensar em sexo? Ou será que não consegue desfrutar nem tirar prazer dele porque a sua mente se mantém ocupada nas inúmeras preocupações diárias? Ou será ainda a própria relação sexual a causa de stress, devido aos seus níveis de exigência e de bom desempenho, onde falhar não é permitido? Sabia que a actividade sexual em si reduz os níveis de stress?
Para além de funcionar como um relaxante muscular e de reduzir a tensão arterial, ela promove a libertação de endorfinas, as hormonas responsáveis pela sensação de bem-estar Deixo-lhe aqui 4 dicas fundamentais para que possa desfrutar ao máximo a sua vida sexual, sem pressões nem stress.
1. Comunicação A sintonia sexual passa em muito pela comunicação entre o casal. É essencial falar com o outro de uma forma tranquila e clara acerca de desejos e emoções. Experimente dizer-lhe aquilo que gosta, aquilo que lhe dá prazer, o que sente, como sente e como gostaria de sentir, e escute-o também. Ao tornarem-se mais conscientes daquilo que cada um aprecia conseguem tirar muito mais prazer do relacionamento, e aumentar a confiança e a proximidade entre os dois.
2. Ambiente Um ambiente descontraído e confortável é óptimo para promover momentos de intimidade e de romance, sem stresses. No que respeita à iluminação a melhor opção é utilizar uma luz ténue e suave, mas que permita observar o parceiro e ler a sua linguagem não verbal, que é fundamental para um bom entendimento sexual. As velas são uma óptima ideia, e se gostar particularmente de algum aroma pode usar velas perfumadas. Ter uma música de fundo que seja calma e relaxante também ajuda a criar um ambiente descontraído e a reduzir os níveis de stress.
3. Relaxamento Experimente relaxar com uma troca de massagens e liberte-se do stress. Num ambiente romântico e descontraído, com a ajuda de um creme ou de um óleo aromático, faça uma massagem ao seu parceiro durante cerca de 10 minutos, deixando de parte as zonas erógenas. Tentem descobrir em conjunto outras zonas de prazer. E no final desses 10 minutos, troquem de papéis. Este exercício ajuda não só a libertar-se das tensões diárias acumuladas, como promove uma maior ligação entre os dois e cria uma atmosfera intimista de descoberta de prazer.
4. Concentração É fundamental focar-se ao máximo no momento presente. Durante a relação sexual dirija a sua atenção para o que está a acontecer. Procure desligar-se de todas as preocupações e experiencie o momento focando-se nas sensações de prazer e de bem-estar que ele lhe trás. Mantenha a concentração em pensamentos de cariz sexual e desfrute a experiência a dois. E lembre-se: Não pense no stress que o sexo pode trazer mas sim no que ele pode levar!


| Recursos Adicionais
Nutrição para ansiosos: Um pequeno documento que explica algumas questões relacionadas com a ansiedade e a nutrição, factores relacionados com a alimentação que o podem ajudar a gerir os níveis da ansiedade e, muito particularmente, o papel da hipoglicémia na sintomatologia ansiosa.
Prazeres e gratificações: A explicação e algumas dicas sobre uma forma de robustecer o bem-estar na sua vida
Respiração tranquilizante: Um exercício rápido e muito útil sempre que precise de retomar tranquilidade; muito utilizado para regular picos ansiosos elevados.
|