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Ansiedades Específicas

Ansiedades Específicas

Brancas e Bloqueios

Os exames e testes, as orais e apresentações de trabalhos podem ser momentos de forte ansiedade! De tal forma elevada que interfere com o desempenho; e, então, as horas, dias, meses de preparação anulam-se momentaneamente, desaparecem numa incapacidade de raciocinar e recuperar a informação – bloqueios angustiantes e incapacitantes, bem conhecidos dos estudantes que criam ansiedade aos testes. Para intervir neste problema, reunimos as técnicas mais avançadas, rápidas e eficazes para eliminar este tipo de ansiedade. Em 7 sessões de grupo, vamos conduzi-lo através de técnicas de relaxamento com recurso a biofeedback, de visualização, de programação neuro-linguística, de re-avaliação de convicções e expectativas, de métodos de estudo e preparação para exames, de neutralização da fisiologia ansiosa através de neuroterapia,  e muito mais. Para que este ano lectivo lhe corra bem! .


Falar em público – Borboletas no estômago

De acordo com um estudo curioso que avaliou a prevalência de medos/ansiedades específicas, a ansiedade de falar em público ganhou a medalha de ouro. Se há medo quase universal, este é seguramente um deles – a um ponto de nos bloquear e poder penalizar a progressão académica e profissional. Muitas pessoas inscrevem-se em cursos de aquisição de competências nesta área e informam-se sobre técnicas específicas para serem bons oradores, apenas para descobrirem que o “saber fazer” não garante que consigam fazê-lo, porque a ansiedade funciona como um impedimento a colocarem em prática estas suas competências.

Na nossa intervenção, não pretendemos ensinar-lhe técnicas de boa comunicação em público (ainda que surjam sempre oportunidades para esclarecer aspectos específicos e treiná-los). O objectivo é, sim, aprender estratégias para reduzir a ansiedade antecipatória aos momentos em que irá falar em público (a ansiedade que surge antes do acontecimento propriamente dito) e gerir o pico de adrenalina que é mobilizado no momento em que tem perante si uns quantos de olhos incomodativamente atentos ao que está a dizer.

 


Ases do volante – Ansiedade à condução

Muitas pessoas sentem-se incapazes de conduzir, não por uma questão de falta de competências para o fazer, mas por um medo fóbico ao acto de se sentarem atrás de um volante e arriscarem caminho por entre os outros carros. Esta situação acontece quer em pessoas sem prática de condução – após terem tirado a carta apercebem-se que começam a adiar o momento em que começam a conduzir -, quer em condutores experientes que, por um qualquer motivo, deixam progressiva ou subitamente de conduzir por medo em fazerem-no.

Por vezes, estas situações representam um sintoma de algo mais vasto, como a perturbação do pânico com agorafobia, ou a perturbação de pós-stress traumático (após um acidente de viação que se sofreu ou viu, por exemplo). Outras vezes, é um receio específico e isolado que não deixa de limitar a autonomia individual. Em qualquer circunstância, e para um incremento rápido na qualidade de vida de quem se sente limitado pela ansiedade à condução, esta situação deve ser resolvida de uma forma especificamente direccionada.

 

Testemunho na 1ª pessoa (J. G., 38 anos, escrito a quente, após o 3º chumbo no exame prático de condução)

Não sei encontrar palavras para descrever a frustração que sinto. Eu não as quero encontrar porque só me lembram a recente derrota. Estou parva comigo mesma, com a minha estupidez, a minha incapacidade e incompetência, nem sei onde me esconder. Falhar dói tanto, tanto que a dor se transforma em raiva. Que bloqueios tenho eu que não os compreendo? Porque petrifico a mente com o medo e depois tudo no meu corpo desobedece à lógica?

Eu sei que vi a morte à frente do vidro dianteiro de um carro, carro onde ia sentada comodamente confiando no condutor. Vi mesmo a vida toda de frente para trás e de trás para a frente, julguei serem os meus últimos segundos de vida e a sensação não foi boa, foi de pânico, foi de adeus que desta me fui. Mas o cinto de segurança salvou-me a vida, partiu-me a clavícula e fez-me embater com a cabeça no tablier, fiquei com um dente partido e a parte de baixo do nariz pendurada, somando mais uns dedos dos pés partidos porque era um lindo dia de Outono e eu ia de chinelos. Vinha de Tavira com o Martin e viajávamos pelo interior do Alentejo para ainda passar por Terena. Nunca lá cheguei, pelo menos daquela vez. Tive medo e foi horrível e eu tenho medo de conduzir ainda hoje e por isso bloqueio. Ou então são os sonhos em que fujo de carro, desço por uma estrada de uma falésia quando me lembro que não sei conduzir e que não tenho a carta, então entro em pânico e caio no mar. São sonhos recorrentes que aparecem isolados em várias alturas da minha vida. Creio até que já tinha estes sonhos antes do acidente…ou talvez não, não me consigo recordar. Tento analisar os porquês, eu preciso de saber donde isto vem para conseguir desbloquear-me.

Não me vou martirizar mais com isto hoje. Já me sinto atrasada mental o suficiente. Já me sinto suficientemente humilhada. Por mim própria.


Recursos adicionais
Download PDF FileEnsaios mentais: Um exercício que o pode ajudar a tranquilizar-se quando estiver perante uma tarefa que exija competências técnicas e a propósito da qual sinta ansiedade, como quando fala em público, ou vai fazer um exame ou quando se prepara para conduzir. 

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