Sofrer de ansiedade, eu?

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Pedro Garrido

Pedro Garrido

Na minha prática clínica deparo-me com inúmeras pessoas que aparentam não saber como identificar sintomas de que fazem parte do seu quotidiano. Consideram-se cheias de energia, irrequietas e até stressadas, conseguem enumerar uma série de sinónimos da ansiedade, mas parecem estar completamente sem saber o que é a ansiedade, e muitas recusam até a nomenclatura.

Assim, parece-me importante falar sobre um sentimento que é essencial à nossa sobrevivência. Isto é, para que serve? A ausência de ansiedade seria catastrófica para o nosso dia-a-dia. Seríamos atropelados, pois não teríamos o aviso biológico sobre os perigos do mundo. Não conseguiríamos processar a quantidade de informação que um simples momento nos traz, e isso interferiria directamente na tomada de decisões que muitas vezes temos pouco tempo para fazer.

Além disso, todos temos diferentes formas de lidar com os momentos em que a ansiedade sobe a níveis que nos trazem desconforto: alguns roem as unhas, outros mexem no cabelo, outros precisam de fazer exercício… Todas estas estratégias podem ser adaptativas, mas quando a quantidade de ansiedade não diminui pode trazer um sentimento de incapacidade de lidar com a quantidade de energia.

Assim sendo, o conhecimento de todas as características emocionais que vivemos diariamente normaliza-nos e faz-nos sentir mais em controlo da nossa vida.

Sabe o que sente diariamente?

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